Covid-19: Ensino a distância é aprovado no DF para rede pública e privada

Em um primeiro momento, 80 mil estudantes do ensino médio terão acesso ao conteúdo


Em decorrência da pandemia do novo coronavírus, as escolas estão fechadas em todo o DF
(foto: Ed Alves/CB/D.A Press)

A Secretaria de Educação do DF implementará o ensino a distância para as escolas públicas e privadas da região. A medida valerá da educação infantil até o ensino médio. O Conselho de Educação do DF (CEDF) aprovou, nesta terça-feira (24/3), o parecer sobre a modalidade pedagógica. As aulas presenciais estão suspensas desde 16 de março em razão do decreto governamental.
Segundo a pasta, as aulas on-line devem começar em 6 de abril, caso a suspensão não seja prorrogada. Em um primeiro momento, 80 mil estudantes do ensino médio terão acesso ao conteúdo que, posteriormente, será estendido aos anos finais e, por fim, aos anos iniciais do Ensino Fundamental. As datas do início das aulas de alunos do primeiro ao nono ano ainda serão divulgadas.

Plataforma

Alunos da rede pública poderão acessar às aulas por meio da plataforma on-line chamada Moodle. O acesso será por computador ou por aplicativo para celular. O estudante entrará, com login e senha, em uma versão virtual da escola, na qual será possível visualizar a turma e os componentes curriculares. As aulas serão desenvolvidas por meio de diversas atividades e recursos, como vídeos e interações.
Segundo a Secretaria de Educação, professores e estudantes poderão estar juntos durante os 50 minutos de aula ou, como alternativa, as atividades poderão ser baixadas e desenvolvidas no tempo e no espaço que melhor atender às condições de cada escola e estudante. Vídeos da internet também poderão ser disponibilizados, além de materiais produzidos pelos professores.

Formação

A pasta trabalha ainda em um curso voltado para professores regentes, coordenadores pedagógicos locais, coordenadores intermediários e professores conteudistas para instrumentalizar os profissionais em relação ao uso pedagógico da plataforma. Durante o curso, os profissionais também serão orientados sobre as ferramentas do Google, da Microsoft, de aplicativos e de programas para criação de jogos.
Ao todo, a Escola em Rede Virtual do Distrito Federal terá carga horária de 60 horas. A primeira etapa de treinamento será para os cerca de 4 mil professores do ensino médio. Segundo a pasta, cabe à Subsecretaria de Formação Continuada dos Profissionais da Educação (Eape) a formação dos professores da rede pública. O planejamento detalhado dessas formações e as orientações aos docentes e gestores serão divulgadas em breve.
Os conteúdos disponibilizados aos alunos serão alinhados à Base Nacional Comum Curricular, naquilo que compete a cada um, incluindo aulas destinadas ao ensino especial.

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Conselho de Educação do DF aprova educação mediada por tecnologia

Na rede pública, a metodologia será aplicada primeiro aos 80 mil estudantes do Ensino Médio

Málcia Afonso e Rossana Gasparini, Ascom/SEEDF

Foto Vladimir Luz, Ascom/SEEDF

A Secretaria de Educação já tem sinal verde para implementar o ensino mediado por tecnologia na rede pública do DF, desde a Educação Infantil até o Ensino Médio. O mesmo vale para as escolas particulares. O parecer que permite a realização de atividades não presenciais foi aprovado pelo Conselho de Educação do DF (CEDF) nesta terça-feira (24/3), por unanimidade entre os 15 conselheiros presentes à reunião.
As aulas pela metodologia de educação mediada devem ter início em 6 de abril, caso a suspensão, que começou em 16 de março, não seja prorrogada. Na primeira fase, a educação mediada será dirigida aos 80 mil estudantes do Ensino Médio. Posteriormente, será estendida aos anos finais e, por fim, aos anos iniciais do Ensino Fundamental – ambos em datas a ser divulgadas oportunamente.
O secretário de Educação, João Pedro Ferraz, afirma que “o momento exige soluções corajosas que permitam a retomada do ano letivo, como o desenvolvimento emergencial de um programa de educação mediada por tecnologia, para um número expressivo de estudantes”. O titular da pasta ressalta também a importância das famílias. “O papel das mães, pais e responsáveis pelos estudantes será essencial nesse período em que cada um deve fazer sua parte para que a vida possa voltar a fluir da melhor maneira possível.”
Para o presidente do CEDF, Marco Antônio Almeida Del’Isola, que atuou como relator do parecer, “é necessário pensar na ocupação do estudante, em um momento de isolamento social, e, neste aspecto, iniciativas como a apresentada merecem aplausos”. Para ele, não é o momento para se pensar em reposição de aulas, tendo em vista que ninguém sabe os desdobramentos da pandemia do Covid-19.
As escolas particulares que optaram por interromper o recesso e utilizar atividades não presenciais deverão enviar seus planejamentos à SEEDF para posterior submissão ao CEDF. O Conselho também deliberou que devem ser mantidos os 200 dias letivos (equivalentes a 800 horas de atividades escolares), pois é um tema que depende de legislação federal. Também ficou decidido que, caso necessário, o ano letivo nas redes pública e privada poderá avançar para o ano civil de 2021.

Mobile
Na rede pública, serão viabilizadas aulas on-line por meio da Plataforma Moodle, que poderá ser acessada pelo computador ou por aplicativo para celular. O estudante entrará, com login e senha, numa versão virtual de sua escola, onde irá visualizar sua turma e os componentes curriculares. As aulas serão desenvolvidas por meio de diversas atividades e recursos.
A depender da estrutura de conectividade, poderão ser desenvolvidas tarefas de modo on-line ou offline. Assim, professores e estudantes poderão estar juntos durante os 50 minutos de aula ou as atividades poderão ser baixadas (downloads) e desenvolvidas no tempo e no espaço que melhor atender as condições de cada escola e estudante, sendo possível disponibilizar outros vídeos da internet, além de materiais produzidos pelos professores.

Formação de professores

A Secretaria está empenhada no desenvolvimento do curso “Escola em Rede Virtual do Distrito Federal”, que terá como público-alvo professores regentes, coordenadores pedagógicos locais, coordenadores intermediários e professores conteudistas. Com carga horária de 60 horas, o curso tem o objetivo de instrumentalizar os professores para o uso pedagógico da Plataforma Moodle, além de orientar quanto ao uso de ferramentas e recursos do Google e da Microsoft, bem como de aplicativos e programas para criação de jogos.

A primeira etapa de treinamento será para os cerca de 4 mil professores do Ensino Médio, primeira etapa de ensino a ter disponível conteúdo e aulas virtuais para os estudantes.

Todas as áreas internas da SEEDF estão mobilizadas para produzir e ofertar conteúdo de alta qualidade, alinhados à Base Nacional Comum Curricular, naquilo que compete a cada uma, incluindo aulas destinadas ao ensino especial. Caberá à Subsecretaria de Formação Continuada dos Profissionais da Educação (Eape) a formação dos professores da rede pública, essenciais para que a proposta inovadora no DF alcance êxito. O planejamento detalhado destas formações, bem como as demais orientações aos docentes e gestores também serão divulgadas em breve, tendo em vista que o recesso escolar vai até 5 de abril.

A ideia é que cada escola possa usufruir da nova plataforma em sintonia com suas propostas pedagógicas, que levam em consideração a realidade de cada comunidade escolar.

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Organização Mundial de Saúde declara pandemia de coronavírus

OMS declara pandemia de coronavírus

Desde o início do mês, o Ministério da Saúde defende que a OMS deveria reclassificar as infecções do coronavírus como pandemia

A Organização Mundial da Saúde (OMS) mudou a classificação das infecções do coronavírus nesta quarta-feira (11/03). Agora, a entidade reconhece como pandemia o avanço da doença Covid-19.

Desde o início do mês, o Ministério da Saúde defende que a OMS deveria reclassificar a epidemia do vírus. A pasta tem afirmado que o termo deveria ser adotado uma vez que a doença se espalhou em todos os continentes.

Apesar do anúncio, a OMS reforçou que a declaração não implica novas recomendações no combate ao vírus.

A reclassificação ocorre horas após o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, declarar que a ameaça de uma pandemia do coronavírus se tornou “bastante real”. Até então, ele afirmava, em seguidos pronunciamentos, que a doença poderia ser contida.

Até a última atualização feita pelo Ministério da Saúde com dados das secretarias estaduais de Saúde, o Brasil tinha quase 900 casos suspeitos de coronavírus e 36 confirmados.

Nesta quarta-feira (11/03), uma mulher de Porto Alegre que retornou de uma viagem à Itália e um aluno da Universidade São Paulo (USP) receberam o diagnóstico positivo para a doença.

O Brasil registrou casos em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo, Alagoas, Bahia, Rio Grande do Sul e no DF. O primeiro caso no país foi confirmado em 26 de fevereiro, em São Paulo. O país não tem mortes pela doença.

No mundo, há mais de 118 mil casos em 114 países e 4.291 mortes em decorrência da doença. Os sintomas da Covid-19 são semelhantes aos de uma gripe comum na maioria das pessoas e, para evitar a propagação do vírus, os órgãos recomendam medidas de higiene simples, como lavar as mãos regularmente e usar álcool em gel.

De acordo com a OMS, o número de casos, mortes e países afetados deve subir nos próximos dias. Nas últimas duas semanas, a quantidade de ocorrências fora da China aumentou 13 vezes e o de países afetados triplicou.

Veja a diferença entre surto, endemia, epidemia e pandemia:

Surto: ocorre quando há aumento repentino do número de casos de uma doença em uma região específica. Para ser considerado surto, deve ter um registro maior do que o esperado pelas autoridades. Por exemplo, aumento expressivo de dengue em um bairro.
Endemia: uma doença é classificada como endêmica (típica) de uma região quando ocorre com muita frequência no local. As doenças endêmicas podem ser sazonais. A febre amarela, por exemplo, é considerada uma doença endêmica da região Norte do país.
Epidemia: a epidemia se caracteriza quando um surto aparece em diversas regiões. Uma epidemia em nível municipal ocorre quando diversos bairros apresentam uma doença; em nível estadual aparece quando diversas cidades têm casos; e a nacional, por fim, é caracterizada quando quando há casos em diversas regiões do país. Por exemplo: 20 cidades decretam epidemia de dengue.
Pandemia: ocorre quando uma doença se espalha por uma grande quantidade de regiões no globo, ou seja, ela não está restrita a apenas uma localidade, estando presente em uma grande área geográfica.

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Layane Dias: “Fiquei paraplégica por causa de um piercing”

O acessório provocou infecção na medula óssea da brasiliense e a deixou dependente de cadeira de rodas

Como toda jovem de 20 e poucos anos, Layane Dias estava ansiosa para iniciar a vida profissional e concretizar o sonho de viajar pelo mundo. Inesperadamente, ela viu seus planos serem interrompidos por um grave problema de saúde: uma infecção na medula óssea causada após colocar um piercing no nariz.

A reação extremamente rara à perfuração, amplamente realizada por jovens e adultos para fins estéticos, quase tirou a vida da brasiliense. Como sequela, a deixou refém de cadeira de rodas. Em entrevista ao Metrópoles, Layane lembra o episódio que chama de “divisor de águas”, e conta como resgatou a autoestima com a ajuda do esporte e das redes sociais.

Aos 22 anos, a moradora de Planaltina não se culpa. Pelo contrário. Lança luz à efemeridade da existência. “Tudo que somos e conhecemos pode mudar em um piscar de olhos. Foi o que aconteceu comigo. Decidi colocar o piercing em junho de 2018. Uma semana após a aplicação, notei uma bolinha vermelha ao lado do acessório. Não levei a sério por deduzir ser uma espinha. Mal sabia que aquele era o primeiro indício de uma severa infecção”, rememora.

O primeiro sinal de que algo não estava bem veio em forma de inflamação no nariz, tratada por Layane como espinha. “Sorte que não a estourei! Se tivesse mexido nela, a infecção poderia ter se espalhado para a face”, revela
Em uma semana, a suposta espinha desapareceu, mas outro sintoma, mais intenso e doloroso, veio à tona. “Comecei a sentir fortes dores nas costas e no pescoço. Creditei o desconforto a uma noitada de curtição que tive com as amigas. Nunca imaginei que o incômodo pudesse estar atrelado ao acessório”, revela.

A intensidade dos incômodos se agravou. Layane decidiu ir ao médico pela primeira vez após a aplicação do adereço. “Fizeram um raio-X, que não apontou nada, mas eu sentia muita dor”. Ela tomou um coquetel de remédios e uma injeção para aliviar o mal-estar e voltou para casa, sem grandes respostas em relação às possíveis causas do desconforto.

Dias depois, após se consultar com outros médicos e, mesmo assim, não se sentir melhor, a jovem sentiu as pernas fraquejarem e pediu ajuda à mãe para tomar banho. Em seguida, foi a uma igreja perto de casa. Espirituosa, pediu para que o desconforto cessasse. “Quando voltei, a dor estava insuportável. Deitei e dormi. Quando acordei, naquela tarde, não senti mais as minhas pernas.”

Cinquenta e sete dias de internação
Naquele momento, a jovem foi levada às pressas ao Hospital de Base, onde há melhores equipamentos, se comparado ao Hospital Regional de Planaltina, frequentado por ela anteriormente. No centro de saúde, fizeram uma bateria de exames e identificaram uma infecção pela bactéria Staphylococcus aureus, que pode causar mazelas em diferentes níveis ao atingir a corrente sanguínea. À época, a jovem não podia suspeitar que aquele era o início de uma jornada de 57 dias de internação.

Layane passou por uma ressonância magnética que alertou a presença de 500 mililitros de pus em três vértebras da medula espinhal. Ela passou por uma cirurgia de urgência para a retirada do líquido. Após a intervenção cirúrgica, foi diagnosticada com paralisia nas pernas.

“Estava muito assustava e sem saber o que havia motivado a paralisia. Só associei a lesão ao piercing quando o médico perguntou se tive alguma ferida recente no nariz, porque essa bactéria é comumente desenvolvida nas fossas nasais. Foi então que contei a ele que havia colocado o acessório, no mês anterior”, recorda.

“Ao ouvir minha resposta, ele disse: o adereço foi a porta de entrada da bactéria no seu corpo. Aquelas palavras me deixaram devastadas”, relata.

O quadro começou a fazer sentido para Layane quando ela se lembrou de ter tido sangramento no momento da perfuração do piercing, fato que indica que o profissional que aplicou o acessório atingiu um de seus vasos sanguíneos. Outro detalhe que, até então, havia passado despercebido por ela era a qualidade da joia. “Quando mostrei a peça ao médico, ele afirmou que tratava-se de uma bijuteria enferrujada”, relembra.

Segundo o infectologista Alberto Chebabo, do Laboratório Exame, um piercing, mesmo esterilizado, pode ser a porta de entrada ideal para bactérias como a Staphylococcus aureus, um micro-organismo invasivo que, em casos severos, pode causar septicemia (infecção generalizada).

“Casos como o dessa paciente são raros, mas possíveis. Muitos subestimam as complicações de um piercing. Não deveriam. Além de realizar o procedimento em estúdio seguro, é preciso ter atenção à limpeza em casa para garantir a cicatrização correta”, alerta o especialista.

Essa bactéria ganhou grande destaque na mídia ao causar a morte de Arthur Araújo Lula da Silva, 7 anos, neto do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 2019. O menino faleceu justamente por uma infecção generalizada provocada pelo micro-organismo.

Nova vida
“Quando estava prestes a sair do hospital, uma psicóloga veio conversar comigo. Contei a ela que tinha medo dos outros sentirem pena de mim. Foi quando ela me disse: ‘as pessoas só sentem pena de cadeirantes tristes. Por isso, demonstre alegria’. Aquilo mexeu comigo.”

Após os quase dois meses de internação, Layane teve que reaprender a viver na cadeira de rodas. “Sempre fui muito vaidosa e não pensei que poderia ser plenamente feliz sem andar. Mas o incidente veio acompanhado de muita maturidade. Revi vários conceitos e me tornei uma pessoa melhor. Hoje, posso dizer que a minha menor mudança foi a paralisia”, diz.

Apesar de perder o namorado – que não deu apoio à companheira -, ver a mãe largar o emprego para cuidar dela e interromper o curso universitário de Recursos Humanos, a jovem mantém sorriso fácil e otimismo. Compartilha toda essa boa energia no Instagram, rede social na qual é seguida por 55 mil pessoas.

“Decidi relatar o meu caso e abrir o meu perfil quando completei seis meses como paraplégica. O resultado? Dormi com dois mil seguidores e acordei com 16 mil. Muitas pessoas se chocaram e compartilharam a minha história, que viralizou. Daí em diante, a página só prosperou.”

Além de dividir o dia a dia e receber mensagens motivacionais na plataforma, Layane se ampara no esporte para sentir-se bem e resgatar a autoestima. Pratica handebol, natação e basquete ao lado de outros cadeirantes. Faz, também, sessões frequentes de fisioterapia. Contrariando as expectativas médicas, ela crê que voltará a andar.

“Tenho muitos sonhos. Quero voltar a andar, conhecer o mundo, terminar o curso de Recursos Humanos e me tornar uma porta-voz de superação. Este é só o começo”, acredita.

Até pouco tempo, Layane não planejava tomar nenhuma medida contra o profissional responsável por colocar o piercing. No entanto, reavaliou a postura e, agora, cogita processá-lo. “Eu optei por não falar sobre ele até o momento. Pensava: ‘isso não me fará voltar a andar’. Porém, venho analisando a possibilidade de mover um processo com a ajuda de um advogado. Afinal, outros clientes podem estar correndo risco e, caso ganhe, a indenização ajudará nos custos dos meus tratamentos”, afirma.

Ela vive com a mãe, o tio e avó em uma casa em Planaltina, uma das regiões mais carentes do Distrito Federal, segundo dados da Companhia de Planejamento do Distrito Federal (Codeplan). Atualmente, a única renda da família é a aposentadoria da anciã.

Cuidados redobrados
O quadro de Layane Dias é extremo, mas sequelas um pouco menos graves, como deformidades, não são incomuns em pacientes com piercings inflamados.

A bacharel em direito Fernanda Lisboa, 24, é uma das jovens que vivenciou o problema. Após aplicar o quinto adorno no corpo, desta vez orelha, a brasiliense sentiu a região vermelha, inchada e latejando no dia seguinte à aplicação. “Como estava acostumada com piercings, sabia que a reação não era normal. Tirei a joia, mas as dores não amenizaram”.

A bacharel em direito Fernanda Lisboa ficou com a orelha deformada após infecção por piercing
“Tomei diversos antibióticos e drenei a orelha algumas vezes, mas nada resolvia permanentemente. Até que tive que ser internada. Passei 12 dias no hospital e fiz uma cirurgia para retirada da cartilagem necrosada”, conta. Os médicos acreditam que o problema, manifestado tão rapidamente, tenha sido provocado por falta de higiene por parte do profissional que realizou a perfuração

À época, o episódio afetou drasticamente a autoestima de Fernanda. “Com o tempo, aprendi a lidar com a situação e, atualmente, sou muito bem resolvida com ela. Só não quero mais saber de piercings”, garante, afirmando que não cogita realizar cirurgia reparadora para melhorar a estética da orelha.

Cícero Freitas, profissional com 35 anos de experiência em tatuagens e piercings e dono do estúdio Cicero Tattoo, dá alguns conselhos para evitar problemas com a perfuração. “É muito importante escolher um estúdio de confiança e que siga as regras de assepsia”, aconselha.

De acordo com o especialista, outra dica importante é não descuidar em casa. “Em alguns casos, os clientes adquirem infecções pelo mal cuidado em domicílio. Por isso, é extremamente relevante atentar-se à higienização”, finaliza.

Para quem curte o acessório, mas tem receio de furar, uma boa opção são os piercings de pressão, encontrados facilmente em joalherias e lojas de bijuteria país afora.


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Sarau não ao feminicídio, um grito contra a violência

Evento reúne dezenas de poetas e músicos de Brasília no Teatro dos Bancários de Brasília (314 Sul), dia 13 de fevereiro, 5ª feira, às 19h. Entrada gratuita.

Em defesa da vida, amantes da poesia, música, justiça e direitos humanos estão convidados para o Sarau Não ao Feminicídio, no dia 13 de fevereiro, a partir das 19h, no Teatro dos Bancários de Brasília. Um protesto contra a alarmante realidade que acomete mulheres em todo o Brasil, a ação cultural, promovida pelo Celeiro Literário de Brasília e pelo projeto BraSa – Caminhos Literários e Musicais entre Brasília e Salvador, contará com 20 poetas e diversos músicos da Capital Federal, que levarão seus versos e canções em um gesto de denúncia das violências físicas e simbólicas contra o gênero feminino.

Com a 5ª maior taxa de feminicídio do mundo, a realidade brasileira aponta para uma guerra silenciosa na qual milhares de mulheres cotidianamente são ameaçadas, abusadas, estupradas ou mortas. A última edição do Atlas da Violência, produzido em 2019 pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), constata a triste conjuntura: o número de mortes de mulheres por razão de gênero. Em dez anos, houve um crescimento de 30,7% de homicídios femininos no território nacional. Somente em 2017, 13 mulheres foram assassinadas por dia, além da estimativa de, no mínimo, 300 mil estupros anuais, já que, infelizmente, as notificações não correspondem a todos os crimes.

No Distrito Federal, conforme o Anuário Brasileiro de Segurança Pública, somente em janeiro de 2019, registrou-se um feminicídio por semana. Na maioria dos casos (74%), os crimes ocorreram dentro de casa. Pelo perfil das vítimas, a maioria entre 25 e 30 anos. Segundo os dados atualizados em 2018, Brasília ocupa o quinto lugar em índices de feminicídio no país.

Frente a esse grave cenário, artistas de Brasília se unem para dar um basta à violência contra as mulheres. Subirão ao palco os seguintes poetas: Nilva Souza, Cristina Roberto, Seirabeira, Ana Rossi, Custódia Wolney, Luciana Barreto, Angélica Torres, Paulo Lima, Mauro Rocha, Marcia Amaral, Ismar Lemes, Flora Benittez, Pietro Costa, Nara Fontes, Analise, Vicente Sá, Malu Verdi, Roberto Medina, Luh Veiga e Maria Maia.
Na programação musical, Martinha do Coco, Dora Cabanilha, Marina Andrade, grupo de choro Regional Marangone, constituído por Rodrigo Pereira (violão), Cristina Porto (fagote), Fernando Borgatto (bandolim), Sidnei Maia (flauta), Henrique Borgatto (cavaquinho) e Davi Muniz (pandeiro) –, além do quarteto Não ao Feminicídio formado por Beatriz Schimidt (flauta transversal), Cristina Porto (Fagote), Eduardo Rangel (voz) e Genil Castro (guitarra).

O evento conta com o apoio expressivo de diversas entidades civis, como Sindicato dos Bancários de Brasília, Associação Brasileira de Economistas pela Democracia (ABED), Associação de Advogadas e Advogados pela Democracia (APD) Associação Brasileira de Juristas pela Democracia (ABJD), Associação Nacional dos Especialistas em Políticas Públicas e Gestão Governamental (ANESP), Associação Nacional dos Servidores da Carreira de Planejamento e Orçamento (Assecor), Unacon Sindical, Instituto Construção e CFEMEA.

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Serviço:
Sarau Não ao Feminicídio
Dia: 13 de fevereiro, 5ªa feira
Hora: 19h
Local: Teatro dos Bancários de Brasília (314 Sul).
Entrada gratuita.

Fonte: https://brasiliarios.com/cultura/1280-sarau-nao-ao-feminicidio-um-grito-contra-a-violencia

Tampas se transformam em alimento para 180 crianças de Santos

Projeto recolhe plástico para reciclagem e venda vira alimento

Tampinhas e lacres de plástico duros – tais como tampas de garrafas, maionese, pastas de dente, amaciante e shampoo – ajudam a complementar a alimentação de quase 200 crianças do Lar Veneranda, no Campo Grande, e ARS – Ação de Recuperação Social, no Chico de Paula. A medida é possível a partir da união do grupo ‘Tampa Amiga’ que, sem vínculos políticos ou religiosos, se empenha na coleta e venda desses materiais para reciclagem e posterior compra de alimentos para complementar as refeições de crianças.

O grupo surgiu em fevereiro de 2018 e ao longo de dez meses já conseguiu retirar do meio ambiente e transformar em renda mais de 4.830 quilos de plástico. Tudo começou quando o médico santista Bruno Pompeu ouviu o pedido de uma amiga de recolher lacres de latinhas para aquisição de cadeiras de rodas em um projeto de São Paulo. Por razões logísticas a coleta não foi adiante, mas Pompeu e a esposa, Dulce Del Santoro, perceberam que poderiam continuar a ação social por conta própria aqui na Baixada Santista.

Foi dessa forma que teve início uma rede invisível de apoio que une anônimos de diversas cidades e profissionais com dois objetivos em comum: auxiliar o planeta e promover o bem. “Nós pensamos que alguém poderia comprar plástico e fomos atrás de lugares que trabalhassem com a reciclagem desse material que demora tanto tempo para desaparecer no planeta. Lembro que na primeira ação recolhemos só 20 quilos de tampinhas e conseguimos comprar 6 caixas de leite. Aquilo nos empolgou muito”, conta Pompeu.

Diretamente, o grupo – que funciona via Whatsapp – possui 200 pessoas. Indiretamente são milhares: os que coletam; os que abrem as portas dos estabelecimentos para que os materiais sejam depositados; os que levam aos postos; os que fazem a triagem e aqueles que levam o material para a reciclagem na capital. O QG físico do projeto funciona na garagem de Pompeu, que se destaca pelo colorido das tampinhas que preenchem todo o ambiente.

“Trabalhamos com os três R’s: reciclar, reutilizar e reduzir. O plástico duro que coletamos é importado e tem um valor muito caro no mercado, além do fato de justamente pelas características demorar séculos para se decompor no meio ambiente. É uma rede invisível e poderosa que queremos ver multiplicada por todas as cidades. Hoje, até mesmos nas entidades que auxiliamos, o processo virou uma ludoterapia: famílias inteiras fazem a coleta e reservam um espaço na semana para separação. Não acredito que temos que abolir o plástico e sim usá-lo de forma consciente”, enfatiza.

Para Dulce, o projeto é transformador. “Nossa ideia não é inovadora, mas estamos fazendo a nossa parte, aos pouquinhos. Queremos que a ideia se espalhe e novos grupo existam com o mesmo ideal”, afirma.

COMO DOAR

O grupo pede que as tampas sejam entregues limpas em galões, preferencialmente, separadas por cor (isso aumenta em 20% o valor de venda). As entregas podem ser feitas nos seguintes lugares: Abor – Associação Beneficente Oswaldo de Rosis (Praça Primeiro de Maio, s/nº – Ponta da Praia); ARS (Rua Manoel Barbosa da Silveira, 239 – Saboó); Centro Espírita Allan Kardec (Rua Rio de Janeiro, 31 – Vila Belmiro); Colégio do Carmo (Rua Egídio Martins, 181 – Ponta da Praia); Portaria do edifício Med Center (Rua Olintho Rodrigues Dantas, 343 – Encruzilhada); Portaria consultório médico Bruno Pompeu (Av. Afonso Pena, 170 – Boqueirão); Portaria prédio (Rua Luís de Faria, 109 – Gonzaga); Rua Fumio Miyazi, 1117 – Jardim Guilhermina – Praia Grande; Rua Enzo Borghi, 58 – Jaguaré (perto do shopping Continental) – São Paulo (Capital). Outras informações pelo instagram ‘Tampa Amiga’.

Fonte: http://www.diariolitoral.com.br

Justiça divulga a lista dos criminosos mais procurados em todo o país

A lista tem 27 nomes cuja prisão é ”estratégica para o enfraquecimento da atuação criminosa no país”

O Ministério da Justiça e Segurança Pública divulgou uma lista com os criminosos mais procurados do país, nesta quinta-feira (30/1). Dados como o CPF, o mandado de prisão, e um resumo dos crimes imputados aos investigados e condenados estão no banco de informações tornado público pela pasta. A lista tem 27 nomes cuja prisão é “estratégica para o enfraquecimento da atuação criminosa no país”, segundo a pasta.

“A lista ajudará na captura, e segue a orientação do PR @jairbolsonaro de sermos firmes contra o crime organizado”, afirmou o ministro Sérgio Moro, em seu Twitter.

Entre os nomes dos procurados, estão Juvenal Laurindo, o “Carcará”, que, segundo a pasta, participou do “assalto ao Banco Central em Fortaleza (CE)”. Também acumula condenações por receptação, formação de quadrilha, e está sob suspeita de ter cometido roubo à maior mineradora de diamantes da América Latina, em Nordestina (BA), e de ter participado da explosão da lotérica do município de Independência (CE)”.

Já o ex-policial militar de Mato Grosso, Fábio Costa, foi alvo de uma operação que tinha como alvo o contrabando de cigarros e é investigado por atentar contra a casa de um policial rodoviário federal, em 2017, após a apreensão de uma carga de cigarros falsos avaliada em R$ 14 milhões.

Edvaldo Silva Santos, o “Patrão”, é investigado por ser “um dos mentores da tentativa de roubo a avião de transporte de valores no aeroporto de Salgueiro (PE), em 2018”.

Gilberto Aparecido dos Santos, o “Fuminho”, é investigado por ser mentor de dois planos de fuga de Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, da Penitenciária de Presidente Venceslau, em 2014, e em 2019. Também é suspeito de ser o mandante da morte de Gegê do Mangue, líder do PCC assassinado em 2018.

Sonia Aparecida Rossi, a “Maria do Pó”, é tida por investigadores como a maior traficante de cocaína da região de Campinas. João Aparecido Ferraz Neto, o “João Cabeludo”, tem envolvimento com roubos a carros fortes e tráfico de drogas no Vale do Paraíba (SP) – a pasta especula que ele esteja na Bolívia.

A lista dos procurados foi elaborada pela Coordenação-Geral de Combate ao Crime Organizado da Diretoria de Operações da Secretaria de Operações Integradas – Seopi/MJSP.

O banco com os nomes, de acordo com o Ministério, “foi construído a partir de informações dos estados e também dados públicos, fornecidos pelo Banco Nacional de Mandados de Prisão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), e teve como foco criminosos condenados por agirem em mais de um Estado”.

“A análise seguiu 11 critérios, entre os quais estão a atuação interestadual e transnacional; rede de relacionamento; posição de liderança em organização criminosa violenta; capacidade financeira, entre outros”, afirma a pasta.

Segundo o Ministério, “para a escolha dos nomes, foram ouvidos profissionais com experiência e atuação no enfrentamento a crimes violentos em diversas unidades federativas, além de agentes policiais estaduais e federal’. “É importante ressaltar que o projeto não leva em conta os criminosos com atuação local, bem como eventuais crimes que, embora graves, não possuam vínculo com organizações criminosas”.

“A lista será atualizada mensalmente pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública e tem como objetivo contribuir com mais uma ferramenta na localização de criminosos para estados e DF”, diz a pasta.

Segundo o Ministério, denúncias e informações podem ser encaminhadas pelos números do Disque-Denúncia das Secretarias de Segurança Pública dos Estados-membros.

Por contemplar nomes de criminosos de alta periculosidade, o ministério recomenda que as abordagens sejam realizadas apenas pelas forças policiais.

Fonte: http://www.correiobraziliense.com.br

Vídeo de estudante paraense cantando música de Andrea Boccelli viraliza

Ronald Cardoso mora em Mosqueiro e recebeu uma bolsa de estudos da Fundação Amazônica de Música

Um vídeo postado na internet com o filho de pescadores Ronald Nonato dos Santos, de 10 anos, cantando na beira do rio a canção “Con Te Partirò”, do tenor Andrea Bocelli, seu ídolo, viralizou e apresentou o talento do garoto para além das fronteiras do distrito de Belém. O vídeo já alcançou mais de 260 mil visualizações e mais de 10 mil compartilhamentos na rede, sem contar os de grupos de Whatsapp.

O pequeno talento é estudante da Escola Municipal de Educação Infantil e Ensino Fundamental “Dr. Lauro Chaves”, localizada na Baía do Sol, em Mosqueiro, e participa também do Projeto Cantar-o-Lar, idealizado pelo músico Salomão Habib, que leva o ensino da música para alunos da rede pública de ensino.”Uma vez estava desenhando um menino que cantava e tocava violão e aí comecei a cantar. Aqui na escola aprendi a respirar melhor pra cantar e a tocar flauta doce. Durante uma aula, a professora colocou a música do Andrea Bocelli, gostei da forma diferente de cantar e me apaixonei pela ópera. Sinto uma alegria quando canto. Imagino logo que estou ao lado desses grandes cantores”, comentou Ronald, que também gosta de música gospel, reggae, música popular brasileira e brega. O pai do menino, o pescador Raimundo Nonato dos Santos, de 59 anos, lembra que o caçula dos cinco filhos, começou a cantarolar pela casa aos três anos e que tudo que faz é cantando. “Ele cantava bem baixinho no corredor de casa. Aí comentei com a mãe dele para prestarmos mais atenção. Quando a diretora chamou a gente foi uma surpresa, porque não sabíamos do projeto. Mas aí o professor Salomão conversou com a gente sobre o talento do nosso filho”, contou Raimundo. “O Ronald não para de cantar. É sempre uma alegria, ele não fica com raiva, ele canta até quando está comendo. Estamos muito felizes”, completou o pai.Em 2019, o projeto Cantar-o-Lar foi implantado na escola onde Ronald estuda. “O Ronald é um desses meninos abençoados com o talento musical. Uma característica muito forte é que ele lê cantando as histórias que vê. Também tem uma afinação muito firme e decora trechos musicais complexos de obras famosas. Quando o Cantar-o-lar chegou na escola, logo vi o potencial do talento do Ronald. A partir daí procurei ajudar da melhor forma”, comenta Salomão.”A voz do Ronald ainda é considerada tecnicamente uma voz “branca”, ou seja, não há ainda a formação completa do aparelho fonador. Sua voz ainda vai amadurecer. Inclusive não há aula de canto formal nesta idade. O que existe é um processo de musicalização onde se treina a voz”, explica o músico.Diante da repercussão do vídeo, o jovem foi agraciado com uma bolsa de estudos da Fundação Amazônia de Música (FAM). A Secretaria Municipal de Educação (Semec), junto com Salomão Habib, vem orientando o aluno e a família sobre as propostas de ajuda que estão surgindo.”Agradecemos todos da escola e do projeto que estão nos ajudando a encaminhar o Ronald para uma escola de música e realizar o sonho dele”, comenta seu Raimundo, que ao mesmo tempo em que incentiva o filho, o orienta a ter cautela sobre o futuro.

Fonte: https://www.oliberal.com

Após fuga de três presos, juíza interdita bloco na Papuda

VEP determinou ainda que os detentos sejam retirados para a reforma do Bloco I da Ala A do Centro de Detenção Provisória

Brasília(DF), 20/02/2016 – Papuda – centro de internamento e reeducação Papuda. Foto: Rafaela Felicciano/Metrópoles

Após a fuga de três presos, a juíza da Vara de Execuções Penais do DF, Leila Cury, decidiu interditar o Bloco I da Ala A do Centro de Detenção Provisória (CDP) do Complexo da Papuda. A medida foi tomada diante da constatação da fragilidade da construção, cuja estrutura arquitetônica foi erguida ainda na década de 1960 e é a mais antiga do DF.

Segundo informações do Núcleo de Inteligência do CDP, após a fuga de André Cândido Aparecido da Silva, Carlos Augusto Mota de Oliveira e Roberto Barbosa dos Santos – presos provisórios que ocupavam a cela 15 –, outros detentos também demonstraram intenção de escapar do presídio, o que levou à necessidade de reforçar a segurança e adotar novas medidas.

“Entendo necessária a retirada dos presos daquela ala para que a administração penitenciária providencie os devidos reparos e com a devida urgência, sobretudo para evitar a ocorrência de novas evasões”, disse a juíza.

Buraco por onde os presos escaparam
Ainda sobre as medidas cabíveis, a magistrada prossegue: “Considerando que não há possibilidade alguma de os internos permanecerem na ala interditada, sob pena de inviabilizar a realização da obra, autorizo o remanejamento deles para os demais blocos da unidade prisional, desde que sejam respeitadas as características processuais e pessoais de cada um”.

A decisão da juíza foi tomada com base no artigo 66 da Lei de Execuções Penais, que autoriza a autoridade judicial a “interditar, no todo ou em parte, estabelecimento penal que estiver funcionando em condições inadequadas ou com infringência os dispositivos da lei”. Agora, a Sesipe (Subsecretaria do Sistema Penitenciário do Distrito Federal) tem 120 dias para apresentar à VEP plano detalhado de obras para recuperação da ala interditada.

As alas B e D do mesmo Bloco I do CDP já foram interditadas em outras ocasiões para realização de reformas e pelos mesmos motivos.

A Sesipe abriu investigação para identificar a possível facilitação da fuga, ocorrida na madrugada dessa terça-feira (28/01/2020). Conforme o Metrópoles mostrou, em primeira mão, os presos cavaram um buraco em cima da porta e saíram pelo telhado. Eles pularam dois muros antes de ganharem as ruas. Ainda não foram localizados.


Presos que fugiram na madrugada da última terça-feira

A penúltima fuga registrada no complexo ocorreu em 21 de fevereiro de 2016, quando 10 detentos da Penitenciária do Distrito Federal 1 (PDF 1) escaparam durante chamada nominal feita por agentes, ato conhecido como “confere”. O local abriga presos que cumprem pena em regime fechado.

Denuncie
Qualquer informação para ajudar as operações de captura dos foragidos dessa terça-feira (28/01/2020) pode ser passada por meio dos telefones (61) 3234-4486, 197 e 190.

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