Condenada pela morte de Maria Cláudia Del’Isola é copeira do GDF

Secretaria de Justiça e Cidadania informou, em nota, que Adriana de Jesus Santos tem autorização da Vara de Execuções Penais para prestar serviço externo. No regime semiaberto, ela é contratada da Funap desde outubro de 2018

Condenada pelo assassinato da estudante Maria Cláudia Siqueira Del’Isola (foto em destaque), Adriana de Jesus Santos cumpre pena em regime semiaberto e trabalha como copeira no Governo do Distrito Federal (GDF). Ela é contratada da Fundação de Amparo ao Trabalhador Preso (Funap-DF) desde outubro de 2018. A informação foi confirmada pela Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus).

O crime ocorreu em dezembro de 2004 e foi considerado um dos assassinatos mais bárbaros da capital da República. A Sejus informou, em nota, que a presa tem autorização da Vara de Execuções Penais (VEP) para trabalho externo.

A Funap integra a administração indireta do GDF e é vinculada à Secretaria de Justiça e Cidadania. A entidade tem como função “contribuir para a inclusão e reintegração social das pessoas presas, oportunizando melhorias em suas condições de vida por meio da qualificação profissional e oportunidades de inserção no mercado de trabalho”. Atualmente, a Funap presta serviços para outros órgãos do Executivo local, do governo federal e a três empresas particulares.

Até a última atualização deste texto, a reportagem não havia conseguido contato com a defesa de Adriana.

Morte no Lago Sul
Bernardino do Espírito Santo era caseiro da família de Maria Cláudia Del’Isola, enquanto Adriana de Jesus, sua namorada, trabalhava como empregada doméstica na mesma residência. O caso aconteceu no Lago Sul, um dos bairros mais nobres de Brasília.

A dupla foi condenada pelos crimes de homicídio triplamente consubstanciado, estupro, atentado violento ao pudor, ocultação de cadáver e furto qualificado. Preso em 2007, Bernardino Espírito Santo obteve progressão para o semiaberto em 2016. Adriana está no mesmo regime, com trabalho externo.

Antes de sair para a faculdade, a vítima foi abordada pelo casal, agredida com um soco e obrigada a informar a senha do cofre. Em seguida, foi estuprada, esfaqueada e morta com um golpe de pá na cabeça. A dupla enterrou a universitária debaixo da escada principal da residência. O corpo foi encontrado três dias depois.

Em março de 2019, o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) conseguiu decisão favorável no Superior Tribunal de Justiça (STJ) para aumentar as penas de Adriana e do outro condenado pelo crime. De acordo com a sentença inicial, as penas eram de 65 e 58 anos, que posteriormente foram reduzidas para 44 e 38 anos, respectivamente.

Após despacho do STJ proferido em 29 de março, Bernardino do Espírito Santo Filho deve receber a pena de 50 anos e 6 meses, enquanto Adriana de Jesus Santos deverá cumprir 40 anos de reclusão.

 Fonte: https://www.metropoles.com/distrito-federal/condenada-pela-morte-de-maria-claudia-delisola-e-copeira-do-gdf

No regime semiaberto, assassina de Maria Cláudia Del’Isola dá expediente no GDF


Helena Mader

Condenada por estupro, ocultação de cadáver e pelo homicídio da estudante Maria Cláudia Del’Isola, Adriana de Jesus Santos obteve a progressão para o regime semiaberto e hoje trabalha na Secretaria de Justiça e Cidadania do Distrito Federal. Ela é contratada pela Fundação de Amparo ao Trabalhador Preso (Funap). Quase 15 anos depois de um dos crimes mais chocantes da história de Brasília, Adriana conseguiu autorização judicial para o trabalho externo. Ela dorme na Penitenciária Feminina e dá expediente no GDF, mas não atua no atendimento ao público. Ela trabalha na área administrativa.

Em nota, a Secretaria de Justiça e Cidadania informou que “Adriana de Jesus Santos está no regime semiaberto e tem autorização da Vara de Execuções Penais para trabalho externo. Ela está contratada pela Fundação de Amparo ao Trabalhador Preso (Funap) e trabalha normalmente”.

A assessoria de imprensa do Tribunal de Justiça do DF informou que o processo de execução penal da assassina de Maria Cláudia “está tramitando em segredo de justiça, por determinação judicial”. “Dessa forma, somente podem ter acesso às informações contidas no processo a interna, sua defesa constituída e o representante do Ministério Público que atua junto à Vara de Execuções Penais”, informou o TJDFT.

Adriana de Jesus Santos preencheu as determinações legais para receber o benefício de progressão para o regime semiaberto. A Lei de Execuções Penais estabelece requisitos como o cumprimento de um sexto da pena no regime inicial e bom comportamento carcerário, atestado pelo diretor do presídio.

Barbárie
Maria Cláudia tinha apenas 19 anos quando foi morta, em 9 de dezembro de 2004, na própria casa, no Lago Sul. Os autores do crime foram Adriana, à época empregada da família, e o então caseiro, Bernardino do Espírito Santo. A dupla queria forçar a jovem a abrir um cofre. Eles imobilizaram, agrediram e estupraram a estudante. Por fim, a dupla esfaqueou Maria Cláudia e acertou a cabeça dela com uma pá. O corpo da universitária foi enterrado embaixo da escada da casa da família Del’Isola e a polícia só conseguiu localizar o cadáver três dias depois.

Em 2007, Adriana de Jesus Santos foi condenada a 58 anos de prisão por homicídio, estupro, atentado violento ao pudor e ocultação de cadáver. Mas, em 2010, o Tribunal de Justiça aceitou reduzir a punição da ré e excluiu a condenação por atentado violento ao pudor. Isso foi possível por conta da Lei Federal nº 12.015/09, que unificou os crimes de estupro e atentado violento ao pudor. Com isso, a pena caiu para 38 anos e três meses de reclusão.

Em abril deste ano, o Superior Tribunal de Justiça acatou um recurso do Ministério Público e aumentou novamente as penas dos réus. A pena final de Adriana foi de 40 anos de reclusão.

Fonte: http://blogs.correiobraziliense.com.br/cbpoder/no-regime-semiaberto-assassina-de-maria-claudia-delisola-da-expediente-no-gdf/

A ASSASSINA ESTÁ LIVRE

Por Marcelo Abreu (jornalista), no Facebook de hoje, dia 6 de junho de 2019
A ASSASSINA ESTÁ LIVRE
Conseguir entrar nessa casa, ver o local onde a filha foi enterrada e ouvir os pais sobre o horror, a pior dor da vida deles, foi um das coisas mais difíceis ao longo de todos os meus anos de profissão. Foi a primeira vez que a família recebeu um repórter dentro de casa, para falar da tragédia, numa matéria exclusiva. O jornal desse domingo, 9 de janeiro de 2005, esgotou-se em todas as bancas do DF em menos de quatro horas. O crime foi em 9 de dezembro de 2004.
O crime? O caseiro, que angelicalmente se chama Bernardino do Espírito Santo, e a empregada da família, Adriana de Jesus Santos, torturaram, estupraram, mataram e enterraram a filha do casal, a estudante da UnB, Maria Cláudia Del’Isolla, então com 19 anos. Maria Cláudia estava sozinha em casa, no Lago Sul. Eles a enterraram no jardim de inverno. O crime chocou Brasília e o país. Manchete dos telejornais e de todos os jornais.
Quase 15 anos depois, a empregada, “em cumprimento ao regime de progressão da pena e pelo bom comportamento”, desde o início desta semana, goza do sistema semiaberto. Está trabalhando num órgão do GDF, que ampara presos nesse regime. Ela trabalha durante o dia, em função administrativa, e, à noite, volta para o presídio. Ganha salário.
E a dor desses pais, quando irá para o sistema semiaberto? Quando doerá menos? Quem amenizará o buraco profundo que se formou nessa família? Esses pais nunca mais foram os mesmos. Tiveram que arrumar um jeito para continuar sobrevivendo. E, ainda assim, pela metade. Cada um ali — o pai, a mãe e a única irmã — morreu de alguma forma. Pra sempre.
Há crimes que mereciam a prisão perpétua. Há crimes, tão monstruosos como esse, que não poderiam ter o perdão ou a condescendência da lei.

Nova lei do DF limita horário para telemarketing e permite bloqueio de chamadas


Uma nova lei distrital, que começa a valer nesta sexta-feira (31), define horários para ligações de telemarketing e cria um recurso dentro do Instituto de Defesa do Consumidor (Procon) que permite ao cliente bloquear o recebimento das chamadas.

Pela norma (nº 6.305), as ligações somente poderão ser feitas de segunda a sexta-feira, das 9h às 20h, e aos sábados das 9h às 13h. Chamadas são proibidas aos domingos e feriados.

Mesmo com restrição de horários, quem não quiser receber as ligações pode acionar o Procon e inserir o número de telefone no cadastro “Me respeite” – criado especialmente para garantir o direito dos titulares de linhas telefônicas. O formulário do cadastro ficará disponível no site do Procon e nos postos do Na Hora.

Um levantamento feito pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública aponta que 92,5% dos consumidores que utilizam a plataforma do governo federal consumidor.gov.br recebem ligações indesejadas.

Segundo a pesquisa, quase metade dos telefonemas (48,7%) são realizados por um robô e cerca de 65% dos entrevistados disseram receber até dez ligações por semana, incluindo aquelas que não se completam ou que ficam mudas.

Outras regras
A lei distrital prevê, ainda, outras regras que limitam a atuação das empresas por meio do telemarketing e ampliam os direitos dos consumidores. O número usado para fazer a ligação, por exemplo, necessariamente precisa ser válido para receber chamadas de volta.

As empresas também não podem forjar pesquisas, sorteios e ofertas quando a intenção final da ligação for a venda de algum produto ou serviço. As chamadas devem, ainda, dispor de recurso para retirar o contato telefônico do cadastro de telemarketing da empresa por seis meses.

Também passa a ser obrigação dos fornecedores a disponibilização de um “canal direto e facilitado, por meio telefônico e a custo de ligação local” para que o consumidor manifeste interesse ou peça que o número seja retirado do anúncios de produtos ou serviços oferecidos pelas empresas.

As prestadoras não podem fazer mais de três chamadas para o mesmo consumidor em um único dia. E, quando o consumidor recusar o serviço ou produto oferecido, a empresa fica proibida de reiterar a oferta por meio de ligação.

Nenhuma das regras definidas pela lei se aplicam às instituições filantrópicas e às organizações de assistência social, educacional e de saúde sem fins econômicos que tenham o Certificado de Entidades Beneficentes de Assistência Social.

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Rios do mundo inteiro estão contaminados por antibióticos, revela estudo global inédito

Quase dois terços dos rios estudados continham antibióticos suficientes para contribuir com o crescente problema da resistência bacteriana. Quarta-feira, 29 Maio

Alejandra Borunda

(Foto: Jonas Bendiksen, Nat Geo Image Collection)

Rio Bramaputra, Bangladesh. Alguns pontos do rio em Bangladesh possuem níveis de antibióticos 300 vezes acima do nível considerado seguro ao meio ambiente.

A cada ano, os humanos produzem, prescrevem e ingerem mais antibióticos do que no ano anterior. Esses medicamentos fazem maravilhas à saúde pública, salvando milhões de pessoas de infecções que poderiam matar se os remédios não existissem.

Mas os medicamentos continuam atuando no meio ambiente muito depois de terem cumprido seu papel no corpo humano. Eles acabam chegando ao mundo externo, onde podem permitir o desenvolvimento de cepas bacterianas “resistentes a antibióticos”.

Em um novo estudo que analisou 72 rios em todo o mundo, pesquisadores encontraram antibióticos nas águas de quase dois terços de todos os locais amostrados, do rio Tâmisa ao Mekong e ao Tigre.

Essa descoberta é séria, afirma Alistair Boxall, um dos cientistas que liderou o estudo e químico ambiental da Universidade de York, no Reino Unido. “São moléculas biologicamente ativas, e nós, como sociedade, estamos descartando toneladas delas no meio ambiente”, afirma ele.

Isso pode ter grandes efeitos na ecologia dos rios, bem como na saúde humana.

A resistência cresce

Os antibióticos impedem o desenvolvimento de infecções, salvando milhões de vidas todos os anos. Mas as populações de bactérias conseguem evoluir como resposta à ameaça de um medicamento, modificando-se para escapar dos efeitos dos medicamentos criados para eliminá-las. Isso significa que uma infecção causada por uma dessas cepas bacterianas “resistentes” é mais difícil e, às vezes, impossível de tratar.

A diretora médica do governo do Reino Unido, a professora Dame Sally Davies, afirma que o problema piora a cada ano, “ameaçando de forma catastrófica” a capacidade dos médicos de tratarem infecções simples no futuro.

Um relatório de 2016 descobriu que a cada ano cerca de 700 mil pessoas morrem anualmente em todo o mundo de infecções resistentes aos antibióticos que temos hoje. Cientistas, médicos especialistas e oficiais de saúde pública temem que esse número aumente exponencialmente conforme aumenta a resistência aos medicamentos normalmente utilizados.

Em 2014, um estudo solicitado pelo Reino Unido alertou que até 2050 infecções resistentes a antimicrobianos podem ser a principal causa de morte em todo o mundo.

E a “poluição” de antibióticos ajuda a acelerar o desenvolvimento de cepas resistentes, pois antibióticos em excesso atingem os sistemas naturais e influenciam as bactérias que lá habitam. Essa poluição também rompe o delicado equilíbrio ecológico de rios e córregos, alterando a composição das comunidades bacterianas.

Isso pode afetar todos os tipos de processos ecológicos, afirma Emma Rosi, ecologista aquática do Instituto Cary de Estudos do Ecossistema, em Millbrook, Nova York, porque muitas bactérias desempenham papéis essenciais no ecossistema dos rios, por exemplo, ajudando a reciclar nutrientes como carbono ou nitrogênio.

Um grande problema para os cientistas é que ninguém sabe exatamente como, onde e quando os antibióticos vão parar no meio ambiente. Muitos países possuem poucos ou nenhum dado sobre a concentração de antibióticos em seus rios. Então Boxall e colegas decidiram começar a mapear o tamanho do problema.

Pesca de antibióticos

A equipe, que apresentou seus resultados na segunda-feira na Sociedade de Toxicologia e Química Ambiental em Helsinque, reuniu um grupo de colaboradores de todos os cantos do mundo e cada um coletou amostras dos rios de suas localidades: 72 no total, em todos os continentes, exceto na Antártida.

Os cientistas acessavam uma ponte ou píer, jogavam um balde dentro do rio, coletavam um pouco de água como amostra, cuidadosamente filtravam a amostra, a congelavam e a enviavam por correio aéreo para o Reino Unido para análise.

As amostras foram analisadas quanto à presença de 14 tipos diferentes de antibióticos normalmente empregados. Nenhum continente está imune: eles encontraram traços de pelo menos um medicamento em 65% de todas as amostras estudadas.

“O problema realmente é global”, afirma Boxall. Não é surpreendente, diz Rosi, porque “em todos os lugares as pessoas usam medicamentos todos os dias, vemos as evidências correndo rio abaixo.”

Nosso organismo não decompõe os medicamentos e o excesso é excretado na urina ou atinge o esgoto. Em muitos países desenvolvidos, o esgoto – e sua carga de antibióticos – passa por tratamento, mas nem mesmo as usinas de tratamento mais modernas conseguem limpar todos os medicamentos. Em locais onde o esgoto não é tratado, os antibióticos atingem rios e córregos de forma mais direta.

Isso foi demonstrado pelos dados encontrados. As concentrações de muitos desses antibióticos foram mais altas à jusante de usinas de tratamento, em rios próximos de aterros sanitários e em locais aonde o esgoto ia direto para os rios.

Em um rio de Bangladesh, as concentrações de metronidazol, um medicamento normalmente prescrito para infeções cutâneas e orais, estavam 300 vezes acima do limite recentemente determinado e considerado “seguro” para o meio ambiente. Este nível também é superado no Tâmisa, que atravessa Londres.

A ciprofloxacina é a substância que ultrapassa com mais frequência o limite de segurança (detectada em 51 locais), enquanto a trimetoprima, utilizada para o tratamento de infecções urinárias, é a mais detectada.

No Danúbio, o segundo rio mais longo da Europa, os pesquisadores detectaram sete tipos diferentes de antibióticos. Eles encontraram claritromicina, utilizado para tratar infecções do trato respiratório como bronquite, em concentrações quatro vezes acima dos níveis “seguros”.

Segundo este novo estudo, os níveis aceitáveis são ultrapassados com maior frequência na Ásia e África, mas os outros continentes tampouco estão salvos da contaminação, o que revela um “problema global”, ressalta o comunicado, que detalha que os locais mais problemáticos ficam em Bangladesh, Quênia, Gana, Paquistão e Nigéria.

“De certa forma, é como o problema da poluição do plástico”, explica Boxall. “A questão é que não pensamos sobre o destino daquilo que descartamos e tudo o que jogamos fora continua influenciando o meio ambiente.”

Até mesmo discretos traços de antibióticos podem ter efeitos drásticos no desenvolvimento da resistência, afirma William Gaze, ecologista microbiano da Universidade de Exeter. As bactérias são especialmente boas em substituir seus genes, conseguindo evoluir rapidamente em resposta a uma ameaça, como um antibiótico.

Essa evolução pode acontecer na presença até mesmo de baixas concentrações do medicamento, concentrações como as encontradas pelos pesquisadores nos rios de todas as partes do mundo.

Gaze explica que ainda precisam ser realizadas mais pesquisas para que os cientistas compreendam exatamente como a evolução da resistência aos antibióticos funciona. Mas, afirma ele, agora é o momento de as comunidades encontrarem soluções que impeçam que os antibióticos atinjam os rios, pois os possíveis efeitos à saúde humana são extremamente sérios.

“Há uma tendência em dizer que devemos adotar uma abordagem de precaução”, afirma ele. “Mas quando finalmente conseguirmos obter todas as evidências científicas, pode ser tarde demais. É possível que cheguemos a uma era pós-antibiótico, com pessoas morrendo porque arranharam o dedo em uma rosa plantada no jardim e contraíram infecções intratáveis.”

Crianças espancadas pela tia em Planaltina (GO) estão internadas

Irmãos, os três sobreviventes das agressões, praticadas por um jovem de 19 anos e uma adolescente de 17, tia delas, estão sob cuidados médicos. O casal está preso por torturar e matar a quarta vítima, que não resistiu as pancadas

Terreno onde as vítimas moravam com os agressores, na periferia de Planaltina de Goiás: barraco de madeira de 10 m² e um só cômodo(foto: Vinicius Cardoso Vieira/Esp. CB/D.A Press)

As três crianças sobreviventes de uma série de espancamentos, na quarta-feira (29/5), em Planaltina de Goiás, estão internadas e sob tutela do Estado. Irmãs, elas têm 1, 3 e 9 anos. Com duas fraturas no braço, a do meio apresenta o estado mais preocupante, por isso, foi transferida nesta quinta-feira (30/5) para o Hospital Regional de Planaltina, no Distrito Federal. As outras duas serão encaminhadas para um abrigo no município do Entorno após receberem alta médica. Uma quarta, de 7 anos, morreu em função das agressões.

Agora, a Polícia Civil de Goiás quer saber como as quatro crianças ficaram sob os cuidados de uma adolescente de 17 anos, tia delas, após os pais serem presos em fevereiro por tráfico de drogas. Na data do crime, ela foi apreendida, e o namorado, Bruno Diocleciano da Silva, 19, preso em flagrante por homicídio qualificado e tortura qualificada.

As crianças apanharam porque, em um ato de desespero devido ao abandono, elas pediram comida a um vizinho. Quando o casal voltou, o morador da casa ao lado chamou a atenção dos jovens por terem deixado as três meninas e o menino sozinhos. Segundo relatos das vítimas, eles chegaram a apanhar com um vergalhão de aço. Testemunhas acionaram o Conselho Tutelar, mas os tios não permitiram a entrada dos conselheiros no imóvel.

Enquanto a equipe saiu para pedir auxílio à Polícia Militar, a menina de 7 anos passou mal e teve uma convulsão. Vizinhos acionaram o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que esteve no local e constatou o óbito, além de vários sinais de violência nas crianças. Policiais militares chegaram em seguida e prenderam os agressores.

O delegado Antonio Humberto Soares Costa, coordenador do Grupo de Investigação de Homicídios, disse que o casal relatou a violência com “muita frieza” e que ela acontecia “havia algum tempo”. Ele contou que adolescente disse ter pegado as crianças na rua e levado para o Setor Aeroporto, na periferia do município goiano. “Elas (as vítimas) foram brutalmente espancadas. Como se não bastasse o que a criança de 7 anos sofreu, os tios ainda haviam deixado ela passar a noite no quintal, ao relento”, acrescentou.

Brutalidade

O Conselho Tutelar não tinha registros de ocorrências relacionadas à família, até quarta-feira. “No mesmo dia em que chegou a informação, estivemos lá”, afirmou o presidente do órgão, Antônio Freire. “Estive com as crianças e elas estão bem melhor, comendo biscoito e, cada uma, com duas caixas de chocolate. O povo da cidade está ajudando. Agora, esperamos que a família toda perca o vínculo. Aquilo não é família. As crianças tiveram, no máximo, genitores”, completou.

Um vizinho afirmou que era comum ouvir brigas, gritos e choro das crianças. Ele contou que, antes da morte da menina de 7 anos, viu a adolescente arrastá-la pelos cabelos no meio da rua. Sem aguentar tanta brutalidade, a mulher dele acionou a polícia. Além das agressões contra os pequenos, eram comuns cenas de violência entre o casal. “Gritavam, batiam-se, faltavam se matar. Eles chamavam uns malas o tempo todo. Sempre tinha festa e música alta”, detalhou.

De acordo com o delegado Antonio Humberto, a adolescente disse que a menina era a que mais apanhava, sobretudo dela, por ser a tia. “Ela contou que batia em todos, mas mais nessa menina, pois ela costumava urinar e defecar nas roupas.” Vizinhos ainda relataram que o casal consumia drogas e promovia brigas de galo. “No dia que aconteceu, eles não tinham usado nada. São pessoas violentas, que usavam qualquer pretexto para atacar essas crianças. Não precisavam de entorpecente para isso”, ressaltou o delegado.

Fonte: https://www.correiobraziliense.com.br

Homem invade igreja, abre fogo e atinge diversos fiéis em Paracatu (MG)

Suspeito deu uma facada no pescoço da ex-namorada e, depois, abriu fogo contra fiéis de uma igreja evangélica na cidade mineira

Um homem entrou em uma igreja da cidade de Paracatu, cidade mineira a 234km do Distrito Federal, e efetuou vários disparos de arma de fogo na noite desta terça-feira (21/5). O crime aconteceu na Igreja Batista Shalom, no Bairro Bela Vista. O atirador foi identificado como Rudson Aragão Guimarães, 39 anos, ex-militar da Aeronáutica. Ele foi atingido por um tiro de fuzil, disparado pela Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), e levado ao hospital logo em seguida. No total, quatro pessoas foram mortas pelo suspeito.

Segundo a PM mineira, antes de abrir fogo no templo religioso, o suspeito esteve na casa da ex-namorada. Enfurecido, ele desferiu uma facada no pescoço da ex-companheira, que morreu na hora. A mãe e a irmã da jovem também estavam em casa na hora do crime, mas não foram atingidas.

Após cometer o primeiro homicídio, o atirador foi para a igreja, onde abriu fogo contra os fiéis. Inicialmente, Rudson matou dois idosos, ambos com disparos na cabeça. Depois, o atirador pegou uma mulher como refém. Assim que os militares chegaram ao local da ocorrência, o homem efetuou um novo disparo e tirou a vida da refém.

Para conter Rudson, policiais militares atiraram contra ele, atingindo-lhe a clavícula. O homem foi levado ao hospital da cidade em estado grave e, até a última atualização desta reportagem, estava internado na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI). Populares tentaram invadir o hospital de Paracatu e a polícia precisou cercar o local.

De acordo com o Corpo de Bombeiros, o pastor da igreja sofreu um ferimento no tornozelo. Não há informações sobre o estado de saúde dele.

O porta-voz da Polícia Militar, major Flávio Santiago, disse que policiais que estavam a patrulha próximo ao local evitaram um massacre maior. “Temos a informação de que ainda haviam 20 pessoas no local e ele estava com mais 6 munições intactas, se a PM não tivesse chegado a tempo, a situação seria muito pior”, disse o militar.

Um militar que frequentava os cultos religiosos informou que Rudson frequentava a igreja. A PM diz que ele já teve problemas com drogas e que esse teria sido o motivo de sua saída da congregação. Segundo moradores de Paracatu, o homem reclamava de ouvir vozes. “Tudo indica que foi um surto psicótico”, afirmou o tenente-coronel Luiz Magalhães, do 45ª Batalhão de Polícia Militar de Paracatu.

O atirador usou uma garrucha com capacidade para um tiro. A arma foi apreendida com seis munições não deflagradas.

Fonte: https://www.correiobraziliense.com.br/

Servidora é morta na sede da Secretaria de Educação

Crime aconteceu na manhã desta segunda-feira. Policial civil entrou, disparou contra a companheira e se suicidou logo em seguida

Uma servidora da Secretaria de Educação foi assassinada em um prédio do órgão, na manhã desta segunda-feira (20/5). O crime aconteceu no interior da Coordenação Regional de Ensino do Plano Piloto e Cruzeiroo, na 511 Norte, onde funciona, desde o fim de abril, a Subsecretaria de Gestão de Pessoas da pasta.

A vítima, Debora Correa, e o assassino, Sergio Murilo dos Santos

Segundo informações da Polícia Miliitar do Distrito Federal (PMDF), o policial civil Sergio Murilo dos Santos, que teve relacionamento com a vítima, entrou no prédio, foi até o terceiro andar e disparou contra ela ao menos duas vezes. Ele se matou em seguida. A servidora foi identificada como Debora Tereza Correa, 43 anos.

As informações foram confirmadas ao Correio pelo secretário Rafael Parente, que cancelou a agenda da manhã e se deslocou para o local do crime. Logo depois, ele confirmou o crime também pelo Twitter. “Houve um homicídio agora na nova Sede II, na 511 norte. Estou a caminho. A Caravana da Educação da Regional do Núcleo Bandeirante está suspensa”, escreveu.

Fonte: www.correiobraziliense.com.br