Estudante é mordido por naja exótica no DF e está em coma

A naja é altamente nociva ao ser humano e o soro só é produzido em São Paulo: estudante está em coma desde terça

Pedro Henrique Santos Krambeck Lehmkuhl na Uniceplac, mas ainda não se sabe de onde veio a cobra que o mordeu.

Um estudante de 22 anos foi picado por uma cobra naja nesta terça-feira (7/7). O jovem foi levado ao Hospital Maria Auxiliadora e está em coma na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI). O soro antiofídico necessário para o tratamento do veneno, que só é estocado pelo Instituto Butantan em São Paulo, chegou em Brasília durante a noite de terça-feira.

Pedro Henrique Santos Krambeck Lehmkuhl é estudante de medicina veterinária e segue em coma. De acordo com Carlos Eduardo Nóbrega, diretor de répteis, anfíbios e artrópodes do zoológico de Brasília, a naja é originária da Ásia e não tem postura agressiva. “Essa espécie só ataca quando se sente muito ameaçada. Porém, é muito nociva ao ser humano e pode levar à morte 1h depois da picada”, diz. Ele explica que o veneno age diretamente no sistema nervoso central. “A pessoa pode perder a noção de espaço e ficar sonolenta”, explica.

A naja não é típica do Brasil e, para ser importada, é preciso trazer o soro antiofídico.

Carlos afirma que a naja se assemelha com a espécie brasileira coral verdadeira. Ele ressalta que é importante não trazer animais exóticos para o Brasil sem autorização dos órgãos ambientais. “Antes de trazer o animal, é necessário importar o soro. Caso contrário, a pessoa pode responder por crime ambiental”, diz.

Sobre a cobra
Segundo o major Elias Costa do Batalhão de Polícia Militar Ambiental (BPMA), a polícia ainda tenta falar com a família do estudante picado para tentar recolher o animal. “Queremos colocá-lo em um ambiente adequado e não pode ser solto no Distrito Federal”, diz. Ele ressalta a importância de não domesticar animais silvestres nem peçonhentos. “Caso alguém que não tenho o conhecimento necessário tentar manipular esses animais, o risco de acidentes é grande”, explica.

Carlos Eduardo diz que, ao encontrar uma cobra, é necessário ter calma. “O primeiro passo é se afastar do animal e tentar desviar o caminho. Se não for possivel, pegar um galho comprido e encostar na cobra fará com que ela se incomodade e então saia do caminho.”

Fonte: https://www.correiobraziliense.com.br

Pacientes internados no Hran e HRG reclamam que estão sem água quente


Os servidores das unidades estão esquentando água para os internados tomarem banho.
Pacientes do Hospital Regional da Asa Norte (Hran) e do Hospital Regional do Gama (HRG) reclamam que as unidades estão sem água aquecida nos chuveiros. Os agentes de saúde estão orientando aos familiares a levarem baldes de água para dar banho nos internados.
Uma mulher que preferiu não se identificar afirmou para o Correio que o pai está no Hran há três dias internado e que leva mergulhões para dar banho ao familiar. “No primeiro dia que ele foi internado, as enfermeiras me disseram que o hospital está com esse problema tem algumas semanas e que estão tentando ajudar os pacientes esquentando a água, mas pedem para quem puder levar baldes ou mergulhões, que seria de grande ajuda”, conta.
O mesmo problema acontece no HRG. A Secretária de Saúde do Distrito Federal (SES/DF) informou que, há 40 dias, obras foram iniciadas para substituir a antiga tubulação. O objetivo é ampliar a capacidade de vazão de água quente em todos os setores. A pasta salientou que a tubulação que está sendo retirada foi instalada em 1967, quando o hospital foi entregue, e que 80% do HRG já tem água quente. A equipe trabalha para concluir o serviço nos setores restantes nos próximos 15 dias.
Em relação ao Hran, a SES esclareceu que a direção da unidade conta com equipes de manutenção trabalhando para resolver o problema o mais rápido possível. A resistência do aquecimento queimou e foi substituída duas vezes nos últimos 15 dias, mas segue apresentando problemas.

Estagiário sob supervisão de Nahima Maciel

Fonte: https://www.correiobraziliense.com.br/

Artigo: Filantropia, caridade ou assistencialismo?

”O que é mais importante, a vida ou a economia? Cruzar os braços ou ser solidário? Fazer filantropia ou assistencialismo? No atual momento, rotular também não é caminho”


(foto: Ed Alves/CB/D.A Press)

A covid-19 tem pavimentado perigoso atalho para a desinformação, dando voz a novos pseudoespecialistas. Em poucos dias, temas que demandam anos de estudo e experiência ganharam porta-vozes que disponibilizam uma enxurrada de informação, acessível nas mais diversas formas. É muito difícil conseguir discernir o que é bom ou ruim, o que é verídico ou falso. A verdade dos muitos experts da pandemia tem desorientado a todos e nos levado a lugar nenhum. Os excluídos, os invisíveis, os que vivem à margem de um país desigual ficaram ainda mais vulneráveis. Se neles pensamos, palavras de nada valem. É preciso agir.

Entretanto, quando partimos para a ação, nos deparamos com algumas encruzilhadas. O que é mais importante, a vida ou a economia? Cruzar os braços ou ser solidário? Fazer filantropia ou assistencialismo? No atual momento, rotular também não é caminho. Não se consegue empoderar adultos antes de matar a fome deles e de suas crianças. E, na casa dos acometidos pela vulnerabilidade social, falta comida, os filhos choram de fome, o desespero desestrutura, a violência encontra espaço fácil.

A situação desumana que se vê nas regiões de baixíssimo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) no Brasil também existe em Brasília, se inquieta a 14 quilômetros do centro da capital. Tenho conhecimento da realidade de favelas, invasões ou mesmo bairros sem qualquer infraestrutura, desde jovem. Mas passei a, efetivamente, vivenciar a realidade dos vulneráveis extremos depois de uma tragédia familiar. Nos meus tempos de criança, me encantei e me surpreendi com um trabalho realizado por um grupo de estudantes acompanhado por um professor, em minha cidade natal.

A favela do Coque, em Recife, era e ainda é uma das regiões mais carentes da capital pernambucana. Os índices de mortalidade infantil eram altíssimos. O grupo de alunos desenvolveu um projeto para ensinar famílias a fabricarem sabão. O segundo passo foi explicar aos adultos sobre a importância de lavar as mãos. Por fim, professor e alunos orientaram os moradores a gerar alguma receita que pudesse ajudar no sustento dos lares.

Se o sabão que produzissem pudesse também ser vendido, ele se transformaria em recurso muito bem-vindo. Maravilhoso, não? A cadeia produtiva estava montada e funcionou bem. Ofereceu-se dignidade, reduziu-se a mortalidade infantil pela mudança de hábitos de higiene e ainda gerou-se renda. O exemplo e a determinação daqueles adolescentes liderados por um mestre pragmático me marcaram muito.

O tempo passou. Não estudei sociologia nem assistência social, me mudei e construí minha vida em Brasília, mas o projeto que relatei ficou marcado em mim. Quando o destino me trouxe o maior revés da trajetória de qualquer pai e avô, interrompendo o curso natural da vida, fui apresentado a um lugar bem parecido com a favela do Coque. Em 2013, perdi minha filha, Rafaela, e minha neta, Clara, em um acidente de carro.

E ninguém, absolutamente ninguém, está preparado para tal perda. A dor não pode ser descrita, não existem palavras que traduzam a dor que atinge a alma. Fiquei sem chão, sem esperança e sem perspectiva. Para sobreviver, precisei ressignificar tudo. A Rafa tinha acabado de concluir um mestrado em nutrição, no Canadá, e sonhava voltar ao Brasil para amparar e nutrir crianças vulneráveis. Realizar o desejo dela permitiu que eu seguisse em frente.

A solidariedade encapsulou a dor. Recordei o que vi na favela do Coque e passamos, eu, minha esposa, minha família e amigos, a idealizar o projeto chamado Doando Vida. Conheci a região de menor IDH do Distrito Federal, a Chácara Santa Luzia. Lá, começamos a concretizar o sonho da Rafaela, tirando crianças da terrível situação de vulnerabilidade nutricional e social. Desde 2014, atuamos na região devolvendo a infância às crianças e levando dignidade a suas famílias.

Fundamos o Instituto Doando Vida por Rafa e Clara. Nele, amparamos a garotada para que os pais, ex-catadores do maior lixão a céu aberto da América Latina, possam trabalhar. A missão do Instituto é cuidar dos filhos da pobreza e do descaso, alimentando-os, educando-os para crescerem numa cultura de paz, com saúde física e mental. Nosso segundo propósito é levar capacitação e condições para que os adultos possam ganhar o sustento com o próprio esforço e trabalho. Lembra da favela do Coque e do projeto da fabricação de sabão?

No Instituto Doando Vida por Rafa e Clara, acreditamos que as crianças são o presente. Se não cuidamos delas, o futuro é sombrio. É desafio diário. Lutar contra a extrema vulnerabilidade demanda doses também extremas de dedicação e amor ao próximo. Os filhos das comunidades desestruturadas são vítimas da miséria humana, convivem com a mais dura violência e tudo que vem com ela. Escolhemos, diariamente, não abandonar o abandono. As 66 crianças que acolhemos estão resgatando o brilho nos olhos, a inocência, a autoestima. Vê-las se desenvolver e proporcionar o que elas têm direito traz uma alegria que também não pode ser descrita.

O trabalho do Instituto nunca abraçou o assistencialismo. Mas, na pandemia, estamos dando o peixe para lutar contra a fome dos que estão sem renda. Sabemos que, em momentos extremos, a racionalidade se perde e os índices de criminalidade e violência doméstica aumentam. Pesquisas sérias escancaram essa verdade. Afogar-se em discursos, achismos e movimentos inócuos não mudará a realidade dos que vivem no desabrigo, no desamparo, no desdém. É preciso agir e fazer a diferença na vida dos que são visíveis aos olhos de quem quer ver. O Instituto Doando Vida por Rafa e Clara não quer mudar o mundo. Vamos apenas realizar um sonho e construir um futuro digno para as crianças da Chácara Santa Luzia e da Estrutural.

* Fundador do instituto Doando vida por Rafa e Clara

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Baixas temperaturas antecipam a florada dos ipês


O ipês podem florescer mais de uma vez em uma mesma estação
(foto: Antonio Cunha/CB/D.A Press)

A floração dos ipês-roxo chegaram mais cedo este ano. A antecipação é ocasionada pelas condições climáticas atípicas de 2020, segundo a Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap).

O chefe do Departamento de Podas e Jardins, Raimundo Silva, explica que o frio fez com que as flores desabrochassem mais cedo. O ipê-roxo, geralmente, floresce entre junho e agosto.

A planta pode florescer mais de uma vez na mesma estação, segundo Silva.Porém, a primeira é com menos intensidade, podendo ser observada em alguns galhos, como o que está acontecendo em Brasília, segundo ele.

Novas árvores
Em 2020, a Novacap plantou 30 mil novas árvores no DF. A Estrada Parque Taguatinga (EPTG) recebeu 2,3 mil ipês. Essas árvores devem florescer em cinco anos.

Já as árvores adultas se encontram ao longo dos Eixos Norte e Sul, nas superquadras 216 Norte e 114 Sul, na via W5 Sul, na Avenida das Ações, em frente à Embaixada do Iraque, na Epia e na Região Administrativa do Cruzeiro. Vegetação isolada também pode ser encontrada em diversos pontos do Distrito Federal

*Com informações da Novacap e Agência Brasília

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Brincar que Cura!

Esta Live celebra a semana mundial do Brincar e é organizada pelo Instituto Olinto Marques de Paulo. Neste encontro teremos Wellington Nogueira, fundador dos Doutores da Alegria e Reinaldo Nascimento, cofundador da Pedagogia de Emergência no Brasil e coordenador pedagógico do time internacional da Pedagogia de Emergência. Wellington e Reinaldo se encontraram há três anos e nunca mais deixaram de brincar juntos, pois ambos acreditam no poder das brincadeiras e dos jogos na cura de crianças, adolescentes, jovens e adultos.
A cada 10 participantes, uma cesta básica será doada para uma organização social no extremo sul da cidade de São Paulo que cuida de jovens e adultos com deficiências intelectuais e múltiplas.
Venha brincar conosco e contribuir com a alimentação de famílias que neste momento precisam da nossa contribuição.

Campanha on-line pede doação de leite materno: estoques estão baixos no DF


A partir de terça-feira (19/5), cada banco de leite vai fazer uma live temática
(foto: Minervino Junior/CB/D.A Press)

A Semana Distrital de Doação de Leite Materno começa nesta segunda-feira (18/5). Entretanto, em virtude da pandemia do novo coronavírus, a campanha terá uma novidade: as atividades serão realizadas a distância, através da internet. Atualmente, o Banco de Leite Humano do DF está com um déficit de 11% nos estoques.

A queda nas doações de leite ocorreram em função do contexto de pandemia e de isolamento social. “O objetivo dessa Semana Distrital de Doação de Leite Materno é incentivar as mulheres que amamentam a se tornarem doadoras de leite materno”, pontuou o secretário de Saúde, Francisco Araújo. O secretário fez um apelo para que as mulheres voltem a doar e a participar da campanha Eu divido o meu leite.

A abertura da Semana Distrital será por videoconferência da Rede Universitária de Telemedicina (Rede Rute) e, a partir de terça-feira (19/5), cada banco de leite vai fazer uma live temática para as redes sociais do Amamenta Brasília. Através de uma parceria com a Fábrica Social, a Secretaria de Saúde vai entregar uma camiseta infantil para cada mãe doadora de leite materno com a frase “Eu divido o meu leite”.

De acordo com Miriam Santos, coordenadora das Políticas de Aleitamento Materno e Banco de Leite Humano do DF, trata-se de uma lembrança para os bebês, como forma de agradecimento pelo gesto voluntário. “Partilhar o leite é o primeiro ato de solidariedade da criança, que está dividindo seu alimento e ajudando outros bebês. Em 2019, a nossa coleta foi bem menor comparada ao ano de 2018. Em 2020, devido à pandemia, houve uma queda na doação de leite materno. Precisamos sensibilizar as mulheres para doarem”, disse.

Por meio de uma colaboração entre a Secretaria de Saúde e o Corpo de Bombeiros Militar do DF (CBMDF), as mulheres podem doar o leite materno sem se preocupar com o transporte. “São 30 anos de parceria e esse é um trabalho essencial para o sucesso do nosso trabalho”, destaca Miriam.

Atendimento
Os bancos de leite têm realizado atendimento com horário marcado, por WhatsApp, através de videochamadas. No entanto, quem chega no local, mesmo sem horário marcado, tem sido atendido. Para doar leite, as interessadas devem ligar no telefone 160 – opção 4. A Semana Distrital de Doação de Leite Materno faz parte do calendário institucional do Governo do Distrito Federal.

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Veja quais são os pontos de distribuição gratuita de máscaras no DF


(foto: Ed Alves/CB/D.A Press)

Começa nesta quinta-feira (30/4) a distribuição gratuita de máscaras para a população do Distrito Federal. A medida, comandada pela Secretaria de Governo, tem como objetivo contribuir para prevenção da disseminação do coronavírus na capital federal. Os equipamentos de proteção individual serão distribuídos nos terminais de ônibus e nas estações de metrô aos cidadãos que não têm condições de comprar os próprios itens (veja relação completa de locais abaixo).

A multa para quem circular sem máscara no DF, antes prevista para começar também nesta quinta-feira, foi adiada para 11 de maio, conforme decisão divulgada na quarta-feira (29/4) pelo Governo do Distrito Federal. Agora, portanto, os usuários do Sistema de Transporte Público Coletivo do Distrito Federal (STPCDF) ainda poderão circular nos ônibus e no metrô sem usar o equipamento de proteção individual, informou a Secretaria de Mobilidade.

Antes de exigir o uso obrigatório das máscaras, a Semob, em parceria com o Governo do Distrito Federal, fará uma campanha educativa sobre a importância do uso do equipamento durante a pandemia, reforçou a pasta. “Além disso, a Secretaria já determinou às empresas que orientem colaboradores e passageiros sobre o uso da máscara”, destacou, em nota.

Os equipamentos que começam a ser distribuídos hoje são laváveis e reutilizáveis e serão limitados ao estoque disponível e à quantidade máxima de duas unidades por pessoa. Confira abaixo dicas de como usar e higienizar as máscaras.

Mesmo com o uso desses itens, as autoridades sanitárias e os especialistas reforçam que a principal e mais eficaz medida de combate ao vírus até o momento é o isolamente. Portanto, só deve sair de casa quem realmente precisar, e tomar as medidas de prevenção, entre elas o uso desses equipamentos individuais de proteção e a higienização das mãos.

Locais onde as máscaras serão distribuídas

TERMINAL BRAZLÂNDIA CENTRO
Endereço: Área Especial, Setor Norte Lote 1

TERMINAL BRAZLÂNDIA SETOR VEREDAS
Endereço: Setor Veredas, Praça Central AE Lote 1

TERMINAL SETOR “O”
Endereço: Área Especial C, Quadra QNO 14

TERMINAL SETOR “P SUL
Endereço: QNP 24, Área Especial 1

TERMINAL SETOR QNQ/QNR
Endereço: QNR 1 Área Especial – Expansão Ceilândia

TERMINAL SETOR GAMA CENTRAL
Endereço: Setor Central Área Especial – Gama

TERMINAL GAMA SUL
Endereço: Quadra 5, Área especial – Gama

TERMINAL SANTA MARIA SUL
Endereço: Área Especial, Quadra 401 – Santa Maria Sul

TERMINAL RECANTO DAS EMAS 1
Endereço: Área Especial, Quadra 311 – Recanto das Emas

TERMINAL RECANTO DAS EMAS 2
Endereço: Avenida Ponte Alta, Quadra 400/600

TERMINAL SAMAMBAIA SUL
Endereço: QN 327, Área Especial 1 – Samambaia Sul

TERMINAL SAMAMBAIA NORTE
Endereço: QR 433 S/N Área Especial

TERMINAL DO PARANOÁ
Endereço: Quadra 33, Área Especial, Lote 1

TERMINAL DE PLANALTINA
Endereço: Avenida Independência, Setor de hotéis e diversões Projeção O

TERMINAL RIACHO FUNDO 1
Endereço: Quadra 4, Lotes 6 a 8 – Riacho Fundo

TERMINAL RIACHO FUNDO 2
Endereço: Área Especial QS 18 Riacho Fundo 02

TERMINAL SÃO SEBASTIÃO
Endereço: Área Especial EDF 135 – São Sebastião

MINI TERMINAL SOBRADINHO 1
Endereço: Quadra 18, Área Especial 16/18

TERMINAL SOBRADINHO 2
Endereço: Quadra AR 25, Conjunto 1, Lote 2 – Sobradinho 2

TERMINAL TAGUATINGA M NORTE
Endereço: QNM 42, Área Especial 3, Lote 3 a 7

TERMINAL TAGUATINGA SUL
Endereço: Área Especial 9

ESTAÇÕES DO METRÔ:
Ceilândia Norte
Ceilândia Centro
Guariroba
Ceilândia Sul
Centro Metropolitano
Praça do Relógio
Taguatinga Sul
Samambaia
Samambaia Sul
Furnas

Uso e limpeza das máscaras
É recomendável que cada pessoa tenha cerca de cinco máscaras de uso individual. Antes de colocar a máscara no rosto, é necessário:

» Assegurar que a máscara está em condições de uso (limpa e sem rupturas)
» Fazer a adequada higienização da mão com água e sabonete ou com preparação alcoólica a 70% (cubra todas as superfícies de suas mãos e esfregue-as juntas até que se sintam secas)
» Tomar cuidado para não tocar na máscara; se tocá-la, deve executar imediatamente a higiene das mãos
» Cobrir totalmente a boca e nariz, sem deixar espaços nas laterais; manter conforto e espaço para a respiração
» Evitar uso de batom ou outra maquiagem ou base durante o uso da máscara

Recomendações

» Não utilizar a máscara por longo tempo (máximo três horas)
» Trocar após esse período e sempre que tiver úmida, com sujeira aparente, danificada ou se houver dificuldade para respirar; higienizar as mãos com água e sabonete ou preparação alcoólica a 70% ao chegar em casa
» Retire a máscara e coloque para lavar
» Repita os procedimentos de higienização das mãos após a retirada da máscara
» Não compartilhe a sua máscara, ainda que ela esteja lavada

Lavagem

Ao contrário das máscaras descartáveis, as máscaras de tecido podem ser lavadas e reutilizadas regularmente. Entretanto, recomenda-se evitar mais de 30 lavagens. A máscara deve ser lavada separadamente, com água corrente e sabão neutro. É preciso deixar de molho em mistura de água, sabão e água sanitária, entre 20 a 30 minutos, e utilizar após secar.

Fonte: Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)

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Mais de 6 mil pessoas podem morrer por Covid-19 no DF, aponta estudo


Estudo faz projeção de cenários de acordo com medidas de isolamento
(foto: AFP/ Oscar del Pozo)

Uma nota técnica de pesquisadores da Universidade de Brasília (UnB) e infectologistas mostra possíveis cenários da pandemia da Covid-19, no Distrito Federal, até o fim de 2020. De acordo com a pesquisa, a doença pode causar mais de 6 mil mortes, caso haja um relaxamento total das medidas de contenção, e menos de 120 óbitos com ações de contenção mais rígidas que as atuais.

Também são avaliados possíveis cenários futuros. Os pesquisadores simularam quatro contextos para a evolução da pandemia, no DF, considerando flexibilizações ou endurecimento das medidas de contenção impostas pelo governo. Os parâmetros são os Decretos 40.509 e 40.539 de 11 e 19 de março, respectivamente.

O modelo utilizado para traçar os cenários também leva em conta a quantidade de leitos de unidades de terapia intensiva (UTI’s), além do número de pessoas hospitalizadas para estimar possíveis sobrecargas no sistema de saúde. Foram analisadas as informações disponibilizadas pela Secretaria de Saúde do Distrito Federal entre 7 de março e 23 de abril.

De acordo com o estudo, o cenário que apresentou resultado mais equilibrado foi o que adotou medidas ligeiramente mais flexíveis que as vigentes, considerando não ser possível manter as medidas atuais por um longo período e admitindo ser necessário substituí-las por iniciativas sustentáveis social e economicamente.

Cenário 1

O primeiro cenário é baseado no relaxamento total das medidas impostas pelos Decretos 40.509 e 40.539 e a manutenção apenas da contenção realizada pela própria população, com hábitos de higiene. O número de mortes previsto, neste contexto, é superior a 6 mil até o final de 2020.

De acordo com o estudo, isso acarretaria em um maior isolamento social, alongando significativamente as curvas, podendo haver um colapso no sistema de saúde. Nesta simulação, o número de pacientes hospitalizados e internados em UTIs têm picos acima de 9 mil e 3 mil, respectivamente. Caso a infraestrutura hospitalar não suporte essas demandas, o número de óbitos pode ser significativamente maior, de acordo com a pesquisa.

Cenário 2

No cenário 2, foram consideradas medidas de contenção ligeiramente mais flexíveis que as atuais. Dentre as possíveis medidas a vigorar estariam: a substituição das intervenções iniciadas no Decreto 40.539 por medidas de efetividade um pouco inferiores (de 60% para 58%) e a manutenção dos hábitos de conscientização e higiene da população.

Além disso, o estudo leva em conta a manutenção dos efeitos do Decreto 40.509 ou a substituição das medidas atuais por equivalentes, com o objetivo de manter a mesma efetividade no controle da Covid-19

Neste caso, a pandemia duraria significativamente mais. Se mantendo pelo período de 27 de fevereiro de 2020 a 31 de dezembro de 2021. O número de óbitos simulados ficou abaixo de 800 e os picos de hospitalização e internações em UTIs ficaram, respectivamente, próximos de 100 e 50.

Cenário 3

O terceiro contexto avaliado pelos pesquisadores considera medidas de contenção moderadamente mais flexíveis que atuais. São elas: intervenções com efetividade menor que as iniciadas no Decreto 40.539 – que podem ocorrer com a diminuição da intensidade do controle da pandemia (de 60% para 50%) e a manutenção dos hábitos de conscientização e higiene da população.

Ainda leva-se em conta a manutenção dos efeitos do Decreto 40.509 ou a substituição das medidas atuais por similares, com o objetivo de manter a mesma eficácia no controle do coronavírus.

Nesta simulação, há um alongamento da epidemia em relação ao primeiro cenário e um encurtamento comparado ao cenário 2. Considerando que as contaminações perdurem de 27 de fevereiro de 2020 a 31 de dezembro de 2021, o número acumulado de óbitos seria de 2.500 e os picos de hospitalização e internações em UTIs ficariam, respectivamente, próximos de 1 mil e 400. O resultado é semelhante ao encontrado no primeiro cenário. No entanto, em tempo mais alongado e em escala significativamente menor.

Cenário 4

O quarto cenário é baseado em medidas de contenção mais rígidas que atuais. O estudo considerou intervenções com efetividade um pouco maior que as iniciadas no Decreto 40.539, – que podem ocorrer com o aumento da intensidade de controle (60% para 70%), além da manutenção dos hábitos de conscientização e higiene da população. O contexto também leva em conta a manutenção dos efeitos do Decreto 40.509 ou a substituição das medidas atuais por equivalentes.

A simulação mostra um encurtamento da pandemia, em relação aos outros cenários. O período de 27 de fevereiro a 31 de dezembro de 2021 foi adotado para a análise. Neste caso, o número de mortes seria o menor dentre todos os contextos prospectados: menos de 120. Além disso, os picos de hospitalização e internações em unidades intensivistas ficaram próximos de 70 e 30, respectivamente.

De acordo com o estudo, do ponto de vista de controle da pandemia, o cenário 4 é o mais favorável. No entanto, os pesquisadores ponderam que os custos social e econômico das medidas poderiam ser “altos e prolongados”, já que não poderá ocorrer relaxamento após o término dos casos, considerando que a pandemia deverá estar ocorrendo em outras localidades, o que possibilita o surgimento de casos importados, iniciando, assim, novos contágios.

Decretos

No Decreto nº 40.509, de 11 de março, o governador Ibaneis Rocha (MDB) suspendeu eventos e atividades educacionais, além de determinar que bares e restaurantes observassem a distância mínima, indicada pela Organização Mundial de Saúde (OMS), de dois metros entre mesas.

Em novo Decreto (nº 40.539), de 19 de março, Ibaneis ampliou a restrição de funcionamento para todo o comércio, incluindo lojas de rua, bares e restaurantes, além de determinar a suspensão das atividades em templos religiosos e estender as restrições para escolas das redes pública e particular.

PrEpidemia

O PrEpidemia, responsável pela nota técnica, é um observatório que tem como objetivo subsidiar os gestores públicos e a população no monitoramento espacial da disseminação do da Covid-19, abordando aspectos de diversas áreas do conhecimento, a partir de estudos e simulações apoiadas em dados e modelagem matemática.

O observatório conta com uma equipe multidisciplinar composta por pesquisadores voluntários da Universidade de Brasília (UnB) e de instituições parceiras das áreas de geociências, saúde, engenharia de produção, transportes, estatística e matemática.

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Lis e Mel dão lição de vida um ano depois da cirurgia de separação


A imagem do abraço das duas é uma das que a mãe guarda com mais carinho. Este ano, as meninas se divertiram no carnaval fantasiadas
(foto: Arquivo pessoal)

Brincar, passear na rua, ir para a escola, comer com as mãos. Esses hábitos banais na vida de qualquer criança, têm sabor de grande vitória para as irmãs Lis e Mel. Há exatamente um ano, as gêmeas que nasceram unidas pela cabeça entravam no centro cirúrgico do Hospital da Criança de Brasília José de Alencar para um desafio imenso: resistir à rara e delicada cirurgia que as separaria.

Foram mais de 20 horas de operação, seguidas de 36 dias de internação e muita fisioterapia e, a partir disso, é possível constatar, hoje, que essas pequenas brasilienses tiraram de letra. Para a emoção da mãe, Camilla Neves, 26 anos. “É engraçado, porque vai chegando esse um ano da cirurgia e, o que eu não chorei na época, eu choro agora. Hoje, quando paro para pensar em tudo, choro de emoção. É muito gratificante vê-las. E ver o milagre que Deus fez nas nossas vidas. Para mim, elas são um milagre”, conta a servidora do Ministério da Saúde.

Por causa da pandemia de Covid-19, as três têm ficado o tempo todo na casa onde moram com a mãe de Camilla, Maria Vieira, 75 anos, em Ceilândia, e preferem não receber visitas. A conversa com o Correio, então, ocorre pelo telefone. Quando solicitada para enviar uma imagem que melhor represente a vida das filhas após a cirurgia, Camilla pede tempo para pensar e, no dia seguinte, manda a foto das irmãs usando o uniforme da escola e se abraçando, com sorrisos largos no rosto.

A jovem mãe explica a escolha. Sabe que as meninas não estão com o cabelo arrumado e a pose não é das mais fotogênicas. Mas a cena representa a realização do que ela sempre sonhou para Lis e Mel: uma vida comum e repleta de amor entre irmãs, com a possibilidade de se tocar porque se gostam, e não porque nasceram dividindo parte do crânio. “Elas se abraçam o tempo todo”, diz Camilla, sem esconder a felicidade.

Esses abraços são uma das várias “pequenas realizações” das meninas desde que deixaram a sala de cirurgia. Elas reaprenderam a fazer coisas básicas — como controlar o pescoço e engatinhar — e ganharam novas habilidades, como caminhar, falar os próprios nomes e as primeiras palavras, e conviver com os coleguinhas de escola. Aprenderam também a curtir a vida: amam brincar de boneca e passar os dias mais quentes na piscininha de plástico. E como a amizade é grande demais, pedem para dormir no mesmo berço, como fizeram nos primeiros 10 meses de vida.

Enquanto aprendem, porém, Lis e Mel dão várias lições. “Eu achei que eu ia ensinar muito a elas, mas a cada dia que passa são elas que me ensinam. Eu aprendi muito sendo ‘pai de menina’. Tem sido incrível esse primeiro ano. O aprendizado é constante”, comenta o pai delas, o supervisor comercial Rodrigo Aragão, 31 anos. Camilla revela um sentimento parecido. “Aprendi a dar mais valor às pequenas coisas da vida. Quando você passa por um baque muito grande, começa a ver tudo de forma mais positiva. Por pior que seja, tenta ver o propósito daquela situação”, analisa.


(foto: Arquivo pessoal)

Diferenças
As personalidades das gêmeas também vão ficando cada vez mais evidentes à medida que crescem, e se destacam quando as meninas ficam nervosas ou chateadas. Mel é alegre, risonha, simpática e agitada. Lis é delicada, carinhosa, meiga e tímida. Mel é mais risonha, mas também mais nervosa. Lis é mais reservada, mas também mais fácil de ser conquistada.

A agenda de Mel e Lis é concorrida e agitada. Elas chegam cedo à creche, que fica perto de onde moram, em Ceilândia. Antes das 7h, são recebidas pelos monitores na porta e se despedem da mãe. Às terças e quintas, as meninas fazem aula de natação e, às quartas e sextas, batem ponto no Programa de Educação Precoce, onde fazem atividades com o acompanhamento de fonoaudiólogos e de fisioterapeutas.

Recuperação
Apesar de terem passado por uma cirurgia complexa e delicada, Lis e Mel não ficaram com sequelas. A única lembrança da operação é a cicatriz na testa das meninas. O médico que capitaneou a cirurgia de separação, o neurocirurgião Benício Oton, comemora a recuperação das pequenas e explica que as gêmeas têm o desenvolvimento cognitivo normal para crianças da idade delas.

“Elas estão se recuperando muito bem. Sem falar que começaram a ganhar mais habilidades depois que foram separadas e começaram a ter estimulação. Lis e Mel têm dois nascimentos, o de verdade e o da separação. Esperamos que elas aprendam coisas novas a cada dia”, comemora.

O neurocirurgião lembra que, por causa da gravidade do caso, as meninas corriam riscos de ficar com lesões cerebrais importantes. “Outras crianças não têm a mesma recuperação que elas tiveram. Elas são abençoadas. Comemoramos todos juntos, tem muita gente para celebrar esse um ano de cirurgia de separação com a Lis e a Mel”, diz o médico.

Atualmente, 90% dos médicos que acompanham as gêmeas desde o nascimento já assinaram a alta das meninas, mas elas ainda não estão liberadas de todos os cuidados após a operação. Por enquanto, ainda têm rotina de consultas a cada seis meses com as especialidades de neurocirurgia, gastroenterologia e dermatologia, mas não há previsão de que façam novas cirurgias. “Achamos que não é o momento de cirurgia plástica e também não sabemos se vamos fazer futuramente”, diz Camilla.

Memória
(foto: Luci Vânia/Divulgação – 29/4/19)

Nascimento
Camilla Vieira e Rodrigo Aragão descobriram que seriam pais de gêmeas siamesas na 10ª semana de gestação. Provavelmente, um dos casos mais precoces do mundo de detecção de gêmeos siameses craniópagos. As meninas nasceram em 1º de junho de 2018 e passaram 10 meses conectadas pelo lóbulo frontal direito dos crânios, uma ligação que poderia ser rompida sem comprometer o desenvolvimento delas a longo prazo.


(foto: Humberto Souza/ Divulgação/Hospital da Criança – 29/4/19)

Separação
Após meses de estudos, inclusive com o auxílio de médicos norte-americanos do Children´s Hospital at Monte Fiore, em Nova York, a cirurgia de separação das gêmeas ocorreu em 27 de abril de 2019. Dividido em 36 etapas, o procedimento começou às 6h30 de sábado e só terminou às 2h30 do domingo. Mais de 50 profissionais participaram da cirurgia, toda feita pelo SUS, no Hospital da Criança de Brasília José de Alencar. Foi o primeiro procedimento do tipo no Distrito Federal e o terceiro no Brasil.


(foto: Maria Clara Oliveira/HCB – 21/5/19)

Reencontro
Após o sucesso da cirurgia, Lis acordou primeiro, Mel, depois, mas saiu primeiro da unidade de terapia intensiva (UTI). As duas se reencontraram em 21 de maio, 22 dias após separadas. As meninas comemoraram o aniversário de um ano no hospital, em 1º de junho de 2019, com direito a festa junina, bolo, doces e brinquedos infláveis (foto). Dois dias depois, em 3 de junho, Mel e Lis receberam alta médica para os cuidados pós-operatórios em casa.

Fé e superação
A história das meninas emocionou muita gente. Mas, para a família das gêmeas, elas também despertaram um sentimento maior: a fé. “Foi muito bonito ver tantas pessoas torcendo pela saúde das nossas pequenas, ver que se sensibilizaram, fizeram correntes de oração, pediram a Deus a melhora delas. Eu todos os dias lia os comentários no Instagram das páginas que tinham reportagens delas e aquilo me deixava emocionado e muito feliz, ver que a história delas pôde tocar no coração das pessoas e mostrar o lado bom, de compaixão que todos temos”, comenta Rodrigo.

Gerar esperança para quem enfrenta momentos difíceis, inclusive, foi um dos motivos que fizeram Camilla e Rodrigo se abrirem à divulgação da história de Lis e Mel. “Nós não queríamos falar sobre a história, mas decidimos nos abrir após eu me sentir amparada pela história das gêmeas siamesas de Fortaleza, Maria Ysabelle e Maria Ysadora. Às vezes, as pessoas estão perdidas, sem esperança e precisam apenas de uma história como esta para perceber que nada está perdido”, revela Camilla.

A mãe das meninas diz que um ano depois da divulgação do caso, a família das gêmeas ainda recebe mensagens carinhosas de quem foi tocado pela história. “Teve uma mensagem que mexeu muito comigo. Uma mãe me contou que o filho também estava esperando cirurgia de neuro no Hospital da Criança, mas ela já estava sem fé. Foi a história da Lis e da Mel que deu forças pra ela lutar a batalha do filho dela, isso me deixou muito feliz.”

Frequentemente as pessoas reconhecem as gêmeas na rua, no shopping e até em bloquinhos de carnaval. “Muita gente aborda a gente na rua quando estamos com elas. Querem saber da recuperação, saber como elas estão, querem tirar fotos. Nós deixamos. Nem sempre elas querem, mas na maioria das vezes dá certo”, conta Camilla, sorrindo.

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