Agências do trabalhador oferecem 305 vagas de emprego

Há oportunidades para técnicos em enfermagem, padeiro, fiscal de loja, e operador de caixa. Salários variam de R$ 600 semanais a R$ 3 mil mensais, mais benefícios

As agências do trabalhador no Distrito Federal oferecem 305 vagas de emprego para terça-feira (8/9). São oportunidades para pessoas de todos os níveis de escolaridade, que tenham ou não experiência, e os salários variam de R$ 600 semanais, a R$ 3 mil mensais, mais benefícios.

A maioria das vagas, é voltada à área de saúde. Há espaço para 116 técnicos em enfermagem, das quais seis ofertam salário de R$ 1.444; outras 10 pagam R$ 1.045; e o restante, remuneração de R$ 2 mil.

Há ainda quatro vagas para auxiliar técnico em laboratório, e uma para técnico de laboratório. Para ambas, é preciso ter concluído o Ensino Médio. Os salários são de R$ 1.045 para o auxiliar, e R$ 1.860 para o técnico.

Com experiência
Também são oferecidas 10 vagas para sushiman, uma para padeiro, e uma para confeiteiro. É exigido Ensino Fundamental completo, e as remunerações vão de R$ 1,3 mil a R$ 1,6 mil, mais benefícios.

Quem tem experiência no comércio pode procurar uma das 16 vagas para vendedor pracista, supervisor de vendas de serviço, uma de gerente de mercado, uma para gerente comercial, quatro para fiscal de loja, sete para operador de caixa, e três para encarregado de hortifrutigranjeiros.

Para se candidatar, é preciso estar dentro do perfil solicitado e procurar uma das agências do trabalhador, de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h. Devido à pandemia do novo coronavírus, apenas 15 das 18 unidades fazem o atendimento presencial. O aplicativo Sine Fácil, também disponibiliza o serviço.

*Com informações da Agência Brasília

Fonte:  https://bit.ly/3h5ywob

Covid-19: taxa de transmissão brasileira volta ao nível de descontrole

Com o fechamento da semana 36, o Imperial College avaliou que a Rt está em 1, ou seja, cada infectado transmite a doença para mais uma pessoa.

A taxa de transmissão (Rt) da covid-19 no Brasil subiu esta semana e voltou aos patamares de descontrole da doença. Na nova avaliação do Imperial College de Londres, o índice é de 1, ou seja, está no limiar dos níveis de descontrole. Isso significa que cada infectado transmite a doença para mais uma pessoa.

Na avaliação anterior, o país registrou a menor marca desde a intensificação da pandemia, com Rt em 0,94, mas não conseguiu manter a queda. Índices de 1 para cima indicam descontrole da transmissão e, com isso, o Brasil volta ao rol de nações com a doença sendo considerada ativa.

Até agosto, o Brasil chegou a ficar por 16 semanas consecutivas com Rt acima de 1, sendo o país da América Latina com mais longa permanência nos altos patamar de transmissão. O status do contágio continua sendo considerado lento a estagnado.

Este é um dos indicadores que ajuda no controle da epidemia, mas, para se manter baixo, precisa estar alinhado com outros elementos, como números de novos casos e óbitos, taxa de ocupação de leitos, e dados de Síndrome Respiratória Aguda Grave (Srag).

No rol dos 72 países avaliados, o Brasil tem a 35ª maior taxa de contágio, uma piora de 12 colocações em relação a semana passada. Não há países da região latino-americana entre as cinco piores marcas de transmissão essa semana.

Mesmo diminuindo a taxa de 1,32 para 1,20, o Paraguai está com a pior marca entre os países da região, seguido pela Argentina, que, esta semana, registrou aumento na Rt de 1,09 para 1,17. Também com a transmissão sendo considerada descontrolada na América Latina estão: República Dominicana (1,13), Bolívia (1,07), Honduras (1,06), Costa Rica (1,04), Chile (1,02), Venezuela (1,02) e Brasil.

Fonte: https://bit.ly/3bBSXIe

Detran divulga prazos finais para renovação de licenciamento anual de veículos

Datas variam de acordo com números finais das placas. Para as que terminam em 1 e 2, o prazo é até 30 de setembro

O Departamento de Trânsito (Detran-DF) publicou, no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF) desta quinta-feira (3/9), o prazo para renovação de licenciamento anual de veículos. Donos de carros com placas de finais em 1 e 2 têm até 30 de setembro para cumprir as normas.

Para veículos com placas terminando em 3, 4 e 5, o prazo final de renovação é 30 de outubro; placas com finais 6, 7 e 8, até 30 de novembro; e com final 9 e 0, até 31 de dezembro.

Vale lembrar que o Certificado de Registro e Licenciamento de Veículo (CRLV) só será emitido ao proprietário que tiver quitado débitos referentes ao Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores (IPVA), eventuais multas de trânsito e ambientais, seguro obrigatório (DPVAT), além do próprio licenciamento anual de veículos automotores. O mesmo vale para o CRLV eletrônico.

Para condutores de veículos reboque, semi-reboque, ou automotor registrado no DF, será possível emitir o documento eletrônico diretamente no portal do Detran, a partir do quinto dia útil após quitação de débitos, caso a emissão não aconteça automaticamente.

Neste ano, em virtude das medidas adotadas para combate à pandemia causada pelo novo coronavírus, o Detran adotou alguns novos protocolos: Se o condutor não estiver portando o documento de 2019 e a verificação no sistema informatizada não for possível, o fiscal poderá liberar o veículo. Serão multados os condutores que estiverem sem o devido licenciamento de 2019 ou 2020, com débitos abertos ou vencidos.

Prazos de renovação
Placas com final 1 e 2 – prazo final até 30 de setembro;
Placas com final 3, 4 e 5 – prazo final até 30 de outubro.
Placas com final 6, 7 e 8 – prazo final até 30 de novembro.
Placas com final 9 e 0 – prazo final até 31 de dezembro.

Fonte: https://bit.ly/31ZNEPT

O livreiro…

O livreiro Chiquinho vislumbra reaver leitores no pós-pandemia
Em casa, isolado, o livreiro Chiquinho mergulha na leitura e em projetos imaginários que podem tomar forma após a pandemia: sair em busca do leitor é um deles.
Chiquinho tem vários projetos para quando a pandemia arrefecer e o coronavírus permitir que ele saia à rua com segurança. O livreiro de 60 anos quer reencontrar o leitor. Ele sabe que, talvez, o encontro presencial não seja mais uma realidade. O isolamento gerado pela pandemia criou um novo modo de vida e o espaço virtual passou a dominar, mais do que nunca, o cotidiano do mundo. Seja para o consumo, seja para a socialização, a internet esticou os tentáculos e Francisco Joaquim de Carvalho sabe bem disso, mas não desiste do romantismo com o qual encara a própria profissão. Página no Facebook, ele já tem, mas não gerencia. Deixou por conta de um amigo e cliente, doutorando em literatura.

Chiquinho queria mesmo é sentar na porta da Livraria do Chico, na UnB, para orientar os leitores sobre bibliografias disponíveis para cada perfil. Mas não tem sido fácil manter essa esperança. Desde março, quando decretos do GDF ordenaram o fechamento do comércio, o livreiro está com a livraria fechada. Passou apertos no início, não sabia se conseguiria manter o aluguel da loja nem pagar as contas, mas um grupo formado por professores, alunos, clientes e admiradores do livreiro fez uma vaquinha que o ajudou a pagar os boletos e aumentou sua esperança na humanidade. “Me salvou. Me deu uma calma material de não ficar num desespero profundo”, conta. “Só tenho que agradecer à amizade, que é uma das coisas mais importantes do ser humano. Sempre tem alguém ajudando o próximo nos grotões mais distantes, isso é uma coisa que as pessoas estavam esquecendo, esse lado da simplicidade. É o retorno à simplicidade. Esse é um dos momentos mais sérios da humanidade, importante compreender, interpretar esse momento. Uma questão civilizatória, uma questão da humanidade.”

Chiquinho tem lido muito. Especialmente sobre o mercado. Ele anda muito interessado na vida de editores e livreiros, de gente como Monteiro Lobato, que escrevia, editava, imprimia e vendia os próprios livros, e José Olympio, que fez de sua livraria no Rio de Janeiro o ponto de encontro da intelectualidade e da cena literária carioca na década de 1940. “O que eu vejo é que, antes de 12 de março, quando começou a pandemia no Brasil, as pessoas tinham uma vida muito corrida. Hoje está mais adequada, o isolamento acalmou, e o livro é uma peça essencial para as pessoas se acalmarem. Então, o livro e o livreiro, nesses tempos agora e no futuro, vão ser uma peça importante, especialmente o livreiro, que faz essa mediação entre o autor, o leitor e o editor”, aponta Chiquinho.

Receio
Ele tem medo que o mundo caia numa espécie de esquecimento, de tão focado que está em combater um vírus e uma doença desconhecidos. “Isso está me preocupando muito, esse negócio de a gente esquecer o que teve de muito bom e hoje só ficar preocupado com essas tensões da saúde pública e da saúde mesmo. Precisamos nos preocupar com a saúde memorialista”, diz. Por enquanto, para manter viva a memória, ele acalenta dois projetos. Quer escrever algo sobre a importância de livreiros e editores ao longo da história da sociedade brasileira.

A ideia é fazer uma pesquisa do início do século 20 até os tempos atuais. Monteiro Lobato nos anos 1920, José Olympio nos 1930, a Editora Martins na década de 1940, a Record em 1950 e por aí vai. A trajetória equivaleria a um roteiro sentimental das editoras brasileiras e o que elas representaram em cada momento da história nacional. “Cada editora teve uma importância na época, uma importância cultural, memorial e depois as editoras foram fechando”, conta. “Quero fazer um roteiro histórico dessas editoras. E ver como vai ser a fidelidade dos leitores com o livreiro diante da pandemia, como vai ser a proximidade, se on-line, ou física, pessoal. Estou nesse interregno de entender como é a história civilizatória da editora, como cada uma descobriu seu nicho, como foi a importância para o Brasil. E quero falar até o ano 2000, a última sendo a Cosac. Nos anos 1990, tem a Companhia das Letras, nos 1980, a Brasiliense, nos 1970, a Perspectiva, nos 1960, a Civilização Brasileira.”

Outro projeto é gravar vídeos com resenhas bibliográficas e entrevistas com especialistas para serem publicados na página da livraria no Facebook. “Quero fazer um breviário bibliográfico de autores. Falando de obras de vários autores e, se der certo, convidar pessoas especialistas em cada área para fazer resenhas bibliográficas”, avisa. É uma tarefa particularmente interessante e desafiadora num momento em que se discute a isenção de impostos para os livros, tidos como produtos de elite pelo atual governo e, portanto, não merecedores de taxas menores. Para Chiquinho, a postura é mais um disparo que pode ser letal para um país que já lê tão pouco. “É mais um ataque ao livro, que já é uma coisa que, materialmente, não se sustenta. É um ataque ao livro, às pessoas que trabalham com livro. Muito duro, porque, se isso passar, vai ser um caos. Será o fim. Fico apreensivo com essas questões. Mas, ao mesmo tempo, tem que trabalhar para o futuro com ideia de deixar um legado bem memorizado, ajudar leitores, professores, educadores e a sociedade no geral a se conhecer”, acredita o livreiro.

Fonte: https://www.correiobraziliense.com.br/

Universitário acusado de série de estupros no DF também maltratava animais

Gabriel Bogdezevicius foi preso após divulgação de um vídeo em que ele e um amigo colocam lança-perfume para um filhote de cachorro cheirar

O universitário de 21 anos, preso nesta quinta-feira (27/8), acusado de cometer uma série de crimes sexuais contra adolescentes no Distrito Federal, já havia estado atrás das grades anteriormente, detido pelos mesmo policiais da 4ª Delegacia de Polícia (Guará). Em 19 de julho deste ano, Gabriel Alves dos Santos Bogdezevicius (foto em destaque) foi levado por investigadores após divulgação de um vídeo no qual ele e um amigo colocam lança-perfume para um filhote de cachorro cheirar.

Na época, a ação, batizada de Belle 2, ocorreu em apoio ao projeto de proteção aos animais Plante Sementes. Gabriel era o tutor do animal e disse aos policiais que havia adotado o filhote duas semanas antes. Os policiais constataram que o cão estava com vermes, desidratado e não havia sido vacinado.

O cachorrinho (foto abaixo) estava com o pelo coberto de cinzas de cigarro e ficava na varanda do apartamento, em local sujo de fezes. O universitário foi indiciado por maus-tratos e respondia ao processo em liberdade até ser preso novamente nesta quinta.

O animal foi apreendido e deixado aos cuidados da fundadora do projeto Plante Sementes. A denominação Belle faz referência a uma cadela americana, da raça Beagle, que ajudou a salvar a vida do dono.

Filhote de cachorro foi obrigado por Gabriel a cheirar lança-perfume

Estupros

Gabriel foi preso novamente acusado de cometer uma série de crimes sexuais contra adolescentes, quase sempre em festas fechadas e encontros de jovens. Ele é investigado pelos crimes de estupro, estupro de vulnerável, importunação sexual, registro não autorizado de intimidade sexual e de divulgação de cenas de sexo, inclusive com participação de menores.

De acordo com as investigações, Gabriel pertence a uma família de classe média e tem muita popularidade nas redes sociais. Usando sua influência, ele procurava conhecer garotas, a maioria adolescentes ou jovens entre 18 e 20 anos. Ele atuava com o seguinte modus operandi: após conhecer as vítimas, passava a cortejá-las e insistia em encontrá-las pessoalmente, aparecendo na residência da garota sem ser convidado.

“Em seguida, Gabriel insistia em ficar com as vítimas e, em alguns casos, as forçava a beijá-lo e, sem autorização, passava as mãos em suas partes íntimas, como seios, nádegas e vagina”, explicou o delegado-adjunto da 4ªDP, João de Ataliba.

Ao delegado, vítimas relataram que o autor tinha o costume de dar beijos à força em algumas meninas, além de morder o pescoço delas, deixando marcas. “Quando conseguia ficar com a vítima, Gabriel insistia em manter relações sexuais com elas, existindo ao menos um relato de que ele tenha forçado uma menor de idade, mediante violência, a manter conjunção carnal com ele”, ressaltou Ataliba.

Gravações

A investigação ainda aponta que o autor gravou em vídeo a relação sexual que manteve com uma vítima adolescente, de forma clandestina, ou seja, sem o seu conhecimento, e que ele teria divulgado as imagens em redes sociais. A polícia suspeita que Gabriel tenha em seu poder outros vídeos de cunho sexual gravados de forma clandestina.

Na busca realizada na casa dele, os policiais encontraram um vídeo de sexo do autor. Entretanto, aparentemente, foi gravado com autorização da parceira. No imóvel, os policiais encontraram 19 porções de maconha, já fracionadas para difusão ilícita (vídeo abaixo), uma balança de precisão, um papel filme e a quantia de R$ 759.

Quando os policiais chegaram a casa, havia um menor de idade e uma jovem de 18 anos. Foram encontradas provas de que Gabriel e o menor estavam vendendo drogas de forma associada.

Diante de tais fatos, foram presos em flagrante pelos crimes de tráfico de drogas e de associação para o tráfico de drogas. Gabriel foi autuado na 4ª DP e o menor, apresentado na Delegacia da Criança e do Adolescente (DCA).

Pelos crimes previstos na Lei de Drogas, Gabriel está sujeito a uma pena que pode alcançar os 25 anos de prisão. Por cada crime sexual, ele pode pegar de 1 a 15 anos, dependendo do fato praticado: importunação sexual, estupro, estupro de vulnerável, divulgação de vídeo e registro não autorizado de cena de sexo, entre outros.

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Bebês com síndrome de Down aguardam há meses por cirurgia cardíaca

O ICDF suspendeu cirurgias eletivas na última segunda-feira por falta de material e os bebês com síndrome de Down que precisam do procedimento estão com a saúde ameaçada

Lucca Rafael Freitas de Azevedo está internado desde que nasceu e aguarda cirurgia – (foto: Arquivo Pessoal Roseane Freitas Roque )

Mães de bebês com síndrome de Down reclamam que as crianças estão há meses aguardando por cirurgias cardíacas necessárias para bebês que nascem com o distúrbio genético. Segundo relataram, os hospitais estão sem insumos necessários para a realização do procedimento, em especial o Instituto Cardiológico do Distrito Federal (ICDF), hospital referência para cirurgias cardíacas infantis e de alta complexidade.

Roseane Freitas Roque, de 42 anos mora em Ceilândia, mas há quatro meses sua vida tem sido no hospital. Ela é mãe do pequeno Lucca Rafael Freitas de Azevedo, que nasceu com com hidrocefalia e síndrome de down no Hospital Regional de Ceilândia (HRC). Pela condição, ele tem que ser submetido a uma cirurgia cardíaca de correção, mas a mãe precisou entrar na Justiça para garantir o direito da criança. Segundo Roseane, aos quatro meses de vida, o filho Lucca já tem três decisões judiciais favoráveis, sendo uma de maio, uma de junho e uma de julho que determinam a realização do procedimento.

Depois do HRC, o bebê já passou pelo Hospital da Criança e, em 24 de julho, após a última decisão da Justiça, foi transferido para o ICDF para realização de cirurgia, que até hoje não aconteceu embora já tenha sido marcada algumas vezes. “Já marcaram umas três vezes, mas toda vez cancela. Marcam à noite e quando amanhece avisam que não tem material”, disse Roseane.

A mãe era diarista e teve que parar de trabalhar para cuidar do filho que, não conhece outro ambiente além do hospitalar. Quem vive situação parecida é Maria Luciene Gonçalves Araújo, de 39 anos, moradora do Sol Nascente.

A mãe de Davi Benjamin Araújo Reis, de apenas cinco meses, também teve que parar de trabalhar para cuidar do filho, que nasceu com síndrome de Down e precisa de uma cirurgia cardíaca. Após o nascimento, no HRC, ele ficou 23 dias internado na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal, teve alta, mas dias depois voltou ao hospital, no qual permaneceu por mais 30 dias. No começo desta semana, Davi teve uma crise e voltou ao hospital: está internado e se alimentando por sonda. “Nossa rotina é assim, casa hospital, casa hospital”, disse a mãe, Maria Luciene, angustiada.

O pediatra Getúlio Morato explica que aproximadamente metade das crianças com síndrome de Down apresentam alguma cardiopatia, mas nem todas precisam de cirurgia. Quando o procedimento é necessário, geralmente se espera chegar aos seis quilos ou aos seis meses de idade. “As cirurgias que precisam ser feitas antes disso geralmente são mais graves e, nesses casos, a demora pode agravar o quadro pois aumenta o fluxo para o pulmão, levando a quadros de hipertensão no pulmão em desenvolvimento e podendo levar a quadros variados de congestão pulmonar”, disse.

Respostas

A Secretaria de Saúde do Distrito Federal informou, por meio de nota, que possui convênio com o ICDF e que todos os pagamentos estão em dia. Já o ICDF informou que reduziu os atendimentos em função da escassez de insumos médicos e suspendeu internações e procedimentos cardíacos que não sejam de emergência desde a última segunda-feira (17/08).O Instituto disse ainda que não pretende transferir pacientes pois possui condições de atender a todos. “Os principais medicamentos que estão faltando são as drogas vasoativas, anestésicos, sedativos, relaxantes musculares e antibióticos, além de outros materiais especiais. O ICDF segue trabalhando junto ao GDF e SES/DF para equalizar o mais breve possível os estoques para mantermos o acolhimento de todos pacientes de urgência e emergência, e somente os procedimentos eletivos sejam reagendados sem risco ao paciente.”

Sobre as crianças mencionadas na matéria, a secretaria de Saúde informou que Davi foi inserido na Central de Regulação pra fazer cirurgia no ICDF, mas não deu previsão sobre quando o procedimento será realizado. “Enquanto aguarda o procedimento, recebe o suporte da equipe de pediatria do HRC, com toda assistência indicada ao caso.”

O ICDF informou ainda que o pequeno Lucca foi incluído no programa cirúrgico de quarta-feira (19/08), mas devido a questões clinicas teve a cirurgia suspensa pela equipe de UTI cardiopediatrica. O procedimento será reagendado assim que o paciente estiver em condição de cirurgia.

 

*NOTA DO ICDF NA ÍNTEGRA

O Instituto de Cardiologia do Distrito Federal (ICDF), instituição privada sem fins lucrativos, reduziu os atendimentos devido à escassez de insumos médicos/hospitalares suspendendo as internações eletivas, principalmente, para procedimentos cardíacos. Exceção feita à hemodinâmica, que também estão suspensos os tratamentos agudos. A decisão foi tomada na segunda-feira, 17/08/2020.

Ressaltamos que o ICDF não interrompeu o atendimento de cirurgias cardíacas de emergências e transplantes inclusive, hoje, está realizando transplante de fígado, coração e cirurgia de emergência do programa de cardiopediatria.

A suspensão ocorre, em parte, pela situação de pandemia do COVID-19. Desde abril o ICDF vem tendo muita dificuldade na aquisição de determinados medicamentos e materiais especiais e, quando isso se torna possível, os preços praticados estão, em média, seis vezes mais caro. O aumento dos preços e a dificuldade de compras restringiu o estoque do ICDF que já era de 30 dias no máximo antes da pandemia.

Os principais medicamentos que estão faltando são as drogas vasoativas, anestésicos, sedativos, relaxantes musculares e antibióticos, além de outros materiais especiais.

O ICDF segue trabalhando junto ao GDF e SES/DF para equalizar o mais breve possível os estoques para mantermos o acolhimento de todos pacientes de urgência e emergência, e somente os procedimentos eletivos sejam reagendados sem risco ao paciente.

Sobre os transplantes de medula óssea (TMO), informamos que permanecem acontecendo, especialmente os do tipo autólogo e os alogênicos aparentados. O TMO alogênico não aparentado está suspenso, conforme informado anteriormente por dois motivos: a Unidade de Cuidados Especiais, onde ficavam internados os referidos pacientes, está acolhendo os pacientes de COVID-19 e também temos restrições de insumos pelos motivos apontados acima.

Em relação aos pacientes atualmente internados no ICDF não temos a intenção de transferi-los e temos condições de atendê-los.

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Acusado de estuprar criança de 6 anos pode ter mais duas vítimas

O homem foi preso na madrugada de quarta (19/8) após a avó da vítima denunciar o abuso. O acusado trabalhava em uma creche

Em depoimento, uma suposta vítima contou que também foi abusada pelo acusado – (foto: Darcianne Diogo)

O homem acusado de estuprar uma criança de 6 anos pode ter feito, pelo menos, mais outras duas vítimas, segundo apontam as investigações da polícia. Na madrugada desta quarta-feira (19/8), policiais da 29ª Delegacia de Polícia cumpriram o mandado de prisão temporária contra o suspeito de 52 anos. O Correio flagrou o momento da prisão do suspeito.

Após a repercussão do caso do estupro contra a criança, uma sobrinha do acusado procurou a polícia para relatar sobre os abusos, que teriam ocorrido quando ela tinha 6 anos. A jovem contou que morava com os pais e os irmãos no mesmo lote que a avó paterna e o suspeito.

Em depoimento, ela diz ter se recordado de um dia em que estava deitada no sofá, no momento em que o tio a teria colocado a mão dentro do vestido e tocado as partes íntimas. Após isso, a menina se levantou, assustada, e correu. De acordo com o delegado à frente das investigações, Rafael Catunda, há indícios de que uma outra jovem teria sido vítima do suspeito.

O caso

O suspeito foi preso nesta quinta-feira. Após abusar da criança de 6 anos, ele fugiu para Itumbiara (GO). Sabendo que ele retornaria de viagem nesta madrugada, policiais fizeram campana na Rodoviária Interestadual de Brasília, mas o acusado desceu em outro terminal.

Por meio dos serviços de inteligência, os investigadores descobriram que o homem estava no Riacho Fundo e conseguiram capturá-lo. Segundo a apuração policial, ele era ex-companheiro da avó da vítima. No dia do crime, a idosa teria flagrado o suspeito acariciando as partes íntimas da neta, que estava sem calcinha. Na ocasião, ele se surpreendeu e desconversou, alegando que estava apenas cobrindo a criança.

“A vítima afirmou à avó que estava com as partes íntimas doendo. Na manhã do dia seguinte, na quarta-feira (12/8), a companheira confrontou o suspeito novamente. Ele não disse nada e fugiu pela janela da residência, apenas com a roupa do corpo e os documentos pessoais”, detalhou o delegado.

O Correio apurou que o acusado trabalhava em uma creche. De acordo com a apuração policial, o homem atuava como motorista administrativo na instituição e passava a maior parte do tempo ao lado de crianças. Até o momento, não há registros de que ele tenha abusado de crianças que frequentam a creche, mas os investidores não descartam a possibilidade. No entanto, segundo a polícia, o estabelecimento não teria colaborado com as investigações. “Eu pedi pra eles entrarem em contato com o suspeito e dizer que ele tinha que ir à creche assinar alguns papéis, mas se negaram e falaram que tinha que esperar 15 dias de ausência injustificada pra demitir por justa causa. Contudo, ontem, o acusado me disse que havia pedido demissão, ou seja, mentiram para mim”, garante o delegado.

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Acusado de estuprar criança de 6 anos trabalhava em uma creche

Até o momento, não há registros de que o suspeito tenha abusado das crianças da creche, mas os investigadores não descartam a possibilidade(foto: Darcianne Diogo/CB/ DA Press)

O homem acusado de estuprar uma criança de 6 anos trabalhava em uma creche, segundo as investigações da polícia. Na madrugada desta quarta-feira (19/8), policiais da 29ª Delegacia de Polícia cumpriram o mandado de prisão temporária contra o suspeito de 52 anos. O Correio flagrou o momento da prisão.

De acordo com a apuração policial, o homem atuava como motorista administrativo na instituição e passava a maior parte do tempo ao lado de crianças. Até o momento, não há registros de que ele tenha abusado das crianças que frequentam a creche, mas os investigadores não descartam a possibilidade. O Correio apurou que a proprietária do estabelecimento deve prestar depoimento em breve à polícia. A reportagem tenta contato com a creche.

O crime ocorreu na terça-feira (11/8). Segundo as investigações, ele era ex-companheiro da avó da vítima. No dia do crime, a idosa teria flagrado o suspeito acariciando as partes íntimas da neta, que estava sem calcinha. Na ocasião, ele se surpreendeu e desconversou, alegando que estava apenas cobrindo a criança.

“A vítima afirmou à avó que estava com as partes íntimas doendo. Na manhã do dia seguinte, na quarta-feira (12/8), a companheira confrontou o suspeito novamente. Ele não disse nada e fugiu pela janela da residência, apenas com a roupa do corpo e os documentos pessoais”, detalhou o delegado à frente das investigações, Rafael Catunda.

De acordo com o delegado, a creche não teria colaborado com as investigações. “Eu pedi pra eles entrarem em contato com o suspeito e dizer que ele tinha que ir à creche assinar alguns papéis, mas se negaram e falaram que tinha que esperar 15 dias de ausência injustificada pra demitir por justa causa. Contudo, ontem, o acusado me disse que havia pedido demissão, ou seja, mentiram para mim”, finalizou.

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“A criança não voltará para casa”, diz governador do Espírito Santo sobre menina de 10 anos estuprada

Governador Renato Casagrande admite, em conversa no CB.Poder, possibilidade de incluir a menina de 10 anos estuprada no Espírito Santo em programa de proteção a vítimas. Internada desde domingo em Pernambuco, garota deixou o hospital nesta quarta

(foto: Ed Alves/CB/D.A.Press)

As tratativas de mudança de endereço e identidade da menina de 10 anos que engravidou após ser estuprada pelo tio, no Espírito Santo, já começaram. Foi o que revelou o governador do estado, Renato Casagrande (PSB), em entrevista ao CB.Poder — parceria do Correio e da TV Brasília. Segundo ele, o programa de proteção a vítimas do estado está à disposição da criança e da família. O caso ganhou repercussão nesta semana, após a Justiça permitir que a garota interrompesse a gestação. Confira a seguir os principais trechos da entrevista.

Qual apoio o estado do Espírito Santo dará à criança de 10 anos estuprada pelo tio?
O programa de proteção a vítimas que temos, aqui, no Espírito Santo, está à disposição da menina e da família. Certamente, eles já estarão protegidos por esse programa para que a menina possa passar por essa fase de recuperação psicológica e sua vida seja estabilizada. É um programa que dá toda a assistência e é coordenado pelo estado do Espírito Santo.

Para garantir o cumprimento da decisão judicial de interromper a gestação, houve obstáculos. Como foi esse processo?
A partir da decisão do juiz da comarca de São Mateus, tomada a partir de uma representação do Ministério Público, o MP e o Poder Judiciário estiveram em contato com o governo do estado, com a Secretaria de Saúde, para pedir ajuda no cumprimento da decisão judicial. E isso foi feito. A princípio, buscou-se fazer o procedimento no estado do Espírito Santo, mas o hospital não se sentiu em condições de fazer. Fomos, então, em busca de um hospital de referência em Uberlândia (MG), mas, como os números da covid-19 estão altos na região, eles acharam que não deveriam receber a criança. Então, entramos em contato com o doutor Olímpio (Moraes, diretor clínico do Centro Integrado de Saúde Amaury de Medeiros – Cisam), no Recife, que a recebeu e fez os procedimentos. Quando concluído, nós viabilizamos o retorno dessa criança para o nosso estado.

Como foi a atuação do Estado nesse caso? Eficiente?
O Estado deve dar apoio à família e à criança, protegê-la, em especial. Esse é o papel do Estado e, no cumprimento da decisão judicial, ele tomou todas as medidas necessárias. Também tivemos uma ação muito rápida da nossa equipe de segurança da Polícia Civil na busca pelo estuprador. Nós identificamos que ele estava em Betim, Belo Horizonte, e nossa equipe conseguiu alcançá-lo. Agora, está sob custódia no sistema prisional capixaba. O Estado, além de proteger a criança, precisa fazer justiça, com um julgamento legal nos termos da Constituição dessa pessoa autora desse fato triste e lamentável. Esse é um fato que teve repercussão, mas sabemos que existem crianças sendo abusadas todos os dias. É um assunto que deve ser denunciado. No caso dela, já estava sendo abusada havia 4 anos. Em geral, a maioria dos abusos acontece dentro das próprias famílias, então, é importante que as denúncias sejam feitas para que a gente possa tomar as providências contra quem comete esse tipo de crime.

Após a confusão na porta do hospital onde a criança estava internada, provocada por pessoas contrárias ao aborto, como fica a segurança da menina a partir de agora? Ela voltará para casa?
A criança não voltará para casa. O programa de proteção à vítima oferta uma outra residência, temporária e provisória, para ela e a família. O local é sigiloso. Ela ficará lá até o processo se estabilizar. Voltar ao normal após o que houve, acredito, é impossível. A dor é muito forte. Já houve conversas sobre isso hoje (ontem) de manhã. É importante a colaboração da imprensa e o apoio das pessoas nas redes sociais, porque a exposição dessa menina é muito ruim. Temos pessoas de todos os povos, e muitas pessoas são intolerantes. Existe quem defenda o procedimento e quem não defenda, e isso tem gerado tensões.

A extremista Sara Winter divulgou o nome e informações da criança, além de mobilizar um protesto contra o aborto em frente ao hospital. Como o senhor viu o episódio?
Cada um tem que saber da sua responsabilidade e consequências dos seus atos. A Sara Winter é uma pessoa muito influente nas redes sociais. Então, tudo o que ela faz, ela sabe que tem impacto. E, desta vez, foi grande, tanto que a rede social retirou a postagem do ar. Mas, expõe a família e a criança. Neste momento, em que usamos tanto as redes sociais, muitas vezes, acreditamos que podemos ir além daquilo que a lei nos permite, que podemos passar por cima da proteção, da inviolabilidade das pessoas. Mas, não, as redes são como a vida real. Se eu acusar alguém injustamente, posso, e devo, ser processado. (leia mais na reportagem ao lado)

*Estagiário sob a supervisão de Andreia Castro

Hambúrguer antes de sair do hospital

Antes de ter alta do hospital, nesta quarta-feira (19/8), no Recife, a menina de 10 anos que foi submetida a um aborto pediu para realizar um sonho: comer um hambúrguer. A criança estava internada desde domingo, no Centro Integrado de Saúde Amaury de Medeiros (Cisam), na capital pernambucana. “Ela disse que tinha um sonho, que foi realizado, que era comer um sanduíche do McDonald’s. Não sei dizer ao certo, mas, aparentemente, ela nunca havia comido um hambúrguer”, contou ao Correio o médico responsável por atender à criança, Olímpio Moraes. De acordo com o obstetra, antes de ser liberada, a garota foi presenteada com cartas, brinquedos, jogos eletrônicos e tablets. “Ela, finalmente, está segura, e sinto que fiz o meu papel como profissional da saúde, que é atenuar o sofrimento das pessoas e não julgar ou maltratar ninguém.” (Hellen Leite)

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