Maria Eduarda: vítima da violência que não dá trégua em Ceilândia

Segundo vizinhos da menina de 5 anos, tiroteios são comuns na região. Há dois meses, a casa da criança já tinha sido alvo de disparos


O ataque à casa da família de Maria Eduarda Rodrigues de Amorim, 5 anos, ocorrido na noite dessa segunda-feira (21/5) em Ceilândia, é o segundo em dois meses. Só que, desta vez, a menina morreu baleada enquanto passava no quintal na intenção de pegar milho de pipoca para a tia. O alvo dos disparos, segundo os familiares, seria um irmão da vítima, mas não o que foi baleado. De acordo com vizinhos, tiroteios são comuns na região.

Maria Eduarda levou três tiros – na cabeça, no tórax e na nádega. Ao ser atingida, caiu no corredor da casa. Foi levada por parentes ao Hospital Regional de Ceilândia (HRC), mas chegou à unidade de saúde sem os sinais vitais.

A menina, que ia completar seis anos em agosto, morava com a família nos fundos da casa da avó, na QNO 18, Conjunto 36, em Ceilândia. O irmão, Marcos Rodrigues de Amorim, 19, entrava no quintal na noite de segunda quando dois homens chegaram em um Voyage preto e fizeram vários disparos. O rapaz levou um tiro no joelho. Ele está internado no HRC, mas não corre risco de morte.

O auxiliar administrativo Alan Jones Ferreira de Carvalho, 36, tio das vítimas, acredita que o alvo não era Marcos e, sim, o irmão dele, 15, que teria envolvimento com drogas. “Tentaram matá-lo há cerca de dois meses, aqui mesmo no quintal. Deram vários tiros, mas felizmente ninguém saiu ferido. Depois disso, ele foi embora e não sabemos onde está”, afirmou. As marcas de balas estão nas janelas e no portão da casa. A Polícia Civil não deu nenhuma informação sobre o caso nesta terça (22).

Rastros da violência
O muro da Escola Classe 56, onde a menina estudava, tem pichações que mostram a guerra de gangues na região. Segundo a diretora do colégio, Marlene de Oliveira, os educadores da instituição de ensino estão fazendo um trabalho com as crianças sobre a cultura da paz e da não violência.

Com base no relato de uma moradora da quadra onde a menina foi assassinada, a dona de casa Filomena Santiago, 59, os tiroteios são constantes na região. “Tenho vontade de ir embora em virtude da violência. Morro de medo por conta das minhas netas e filhas. Os bandidos estão na rua, matando e roubando. Nós, que somos honestos, ficamos trancados dentro de casa. Não temos sossego”, desabafou.

Conforme também contou o motorista Cláudio Miranda, 46, este não foi o primeiro tiroteio na quadra. “A minha casa já havia sido atingida em um dos casos. Fico com medo por conta das minhas duas filhas. O complicado é que a maioria dos criminosos são menores, então não existe punição. A Justiça manda soltar. É preciso mudar as leis”, pontua.

A aposentada Maria Cristina de Araújo, 54, garante ter ouvido vários tiros na região há umas duas semanas. “Era meio-dia e fizeram vários disparos. A gente vive com medo. Raramente a polícia passa por aqui. A impressão é de que eles têm medo dos bandidos, pois andam mais armados do que os próprios policiais”, destacou.

Clima de tristeza
Na quadra onde a menina morava, o clima é de tristeza e revolta. Assim como na escola. Na quarta (23), as aulas serão suspensas para que todos possam participar do enterro da criança. “Faremos cartazes em homenagem à Maria Eduarda pedindo paz. Ela cursava o segundo período da educação infantil, anterior ao primeiro ano. Era uma aluna tranquila, participativa e muito querida”, disse a diretora da instituição de ensino, Marlene de Oliveira.

Ela mostra um dos últimos trabalhos da garota no colégio, uma homenagem com a foto de Maria Eduarda em que a criança declarava amor à mãe, Cláudia Barbosa Rodrigues, 39. A mulher, muito abalada, não consegue falar sobre a tragédia que tirou a vida da única filha.

Guerra de gangues
É a segunda morte na região em menos de 24 horas. Por volta das 21h30 desse domingo (20), um adolescente de 17 anos foi morto a tiros na frente da irmã, de 12, em uma parada de ônibus na QNO 17. A vítima não possuía passagens pela polícia e teria morrido, conforme dados preliminares dos investigadores, em razão de uma guerra entre gangues na área.

De acordo com informações dos agentes, o garoto esperava um ônibus na parada, em companhia da irmã, quando foi abordado por dois homens, ambos de bicicleta. Os suspeitos teriam perguntado à vítima se ela estava envolvido na guerra existente entre os moradores da QNO 17 e da QNO 18.

Mesmo após negar qualquer envolvimento na disputa, o adolescente foi baleado ao menos quatro vezes. Um dos disparos atingiu a cabeça do jovem, que morava com a família na QNO 16. Até a última atualização desta reportagem, nenhum suspeito havia sido preso.

Nota da PM
Segundo a Polícia Militar, as rondas em Ceilândia são feitas pelos 8º e 10º batalhões, que, juntos, prenderam 968 autores ou suspeitos de crimes e retiraram 105 armas das ruas, somente em 2018. No ano passado, de acordo com a corporação, os PMs fizeram 3.240 detenções e 351 armas foram recolhidas pelas mesmas equipes.

Sobre o caso de Maria Eduarda, a PM acredita que, a princípio, está relacionado à guerra de gangues. A corporação informou ter prendido, ainda na noite de segunda, um suspeito de ter disparado contra a menina.

Por fim, a Polícia Militar destaca que a criminalidade não está relacionada somente à falta de polícia nas ruas. “Fatores como educação, renda, convívio familiar, legislação e, principalmente, altos índices de reincidência cooperam para que a insegurança aumente. A PMDF tem feito sua parte. Ressalta-se que cerca de 50% desses presos são soltos e boa parte voltam a delinquir”. O assassinato de Maria Eduarda será investigado pela 24ª DP (Setor O).

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Indulto ou insulto?

  • O Globo
  • 13 May 2018
  • Ruth de Aquino é jornalista RUTH DE AQUINO

Quem há de aceitar como justa a saída de Suzane von Richthofen e Anna Carolina Jatobá, do presídio de Tremembé, no Dia das Mães?

É um indulto previsto em lei, por bom comportamento. Mas quem há de aceitar como justa essa saidinha de cinco dias do presídio? Impossível sentir compaixão pelas duas

Uma foi condenada a 39 anos pelo assassinato dos pais em 2002. A outra foi condenada a 26 anos e oito meses por matar a enteada em 2008. Dois crimes bárbaros ocorridos em São Paulo. O domingo materno será de festa para ambas.

Ninguém esquece que Suzane von Richthofen fingiu chorar com o luto após abrir a porta de casa para que o namorado e o irmão dele matassem a marretadas seu pai e sua mãe. Ninguém esquece que Anna Carolina Jatobá foi condenada por jogar do sexto andar uma menininha de 5 anos, Isabella Nardoni, com a cumplicidade do marido e pai da garota.

Suzane e Jatobá estão em liberdade para comemorar o Dia das Mães. É um indulto previsto em lei, por bom comportamento. Mas quem há de aceitar como justa essa saidinha de cinco dias do presídio de Tremembé, até terça-feira? Impossível sentir compaixão pelas duas mulheres. É justiça ou descompasso moral soltar ambas no Dia das Mães? O benefício é justo ou deslocado? Indulto ou insulto?

Curioso o sorriso de Suzane para as câmeras quando está fora das grades. Quase como se a celebridade negativa a divertisse. Matou a mãe por motivo fútil, porque não aceitava seu namoro. Rica, tinha vida confortável. Contratou os rapazes para sujar as mãos por ela. Órfã por matricídio, vai festejar o Dia das Mães ao lado do noivo, um empresário de Angatuba (SP). Tenta cumprir o resto da pena em liberdade, mas seu pedido não foi analisado.

Anna Carolina Jatobá nunca foi de sorrir. Inventou com o marido Alexandre Nardoni, na época, uma história fantasiosa para a morte de Isabella. O casal foi desmascarado por pistas do carro à janela, embora continue a se dizer inocente. Anna Carolina Jatobá vai comemorar o domingo com os dois filhos. A mãe de Isabella, que também se chama Ana Carolina, vai comemorar com o filho de 1 ano e dez meses. Seu senso de justiça é outro. “Uma pessoa que comete um crime desses deveria ficar presa o resto da vida dela”, disse em março, dez anos após o assassinato. Ela encontrou a filha ainda viva, estirada no jardim.

Como a Justiça deve agir diante de assassinatos torpes assim? “O sistema penal e prisional é uma criação humana para substituir o desejo de vingança”, diz a juíza Andrea Pachá. A pena de prisão não deveria ser apenas punitiva, mas sim aprimorada para garantir aos condenados uma chance de ressocialização. A progressão de pena e o indulto têm essa função. Mas, sempre que a lei se dissocia dos sentimentos morais, a sensação de injustiça vem à tona.

“Como magistrada, o que me inquieta é não conseguir explicar com clareza para a sociedade a razão de ser de determinadas normas”, afirma Andrea Pachá. “Devemos nos preocupar com a aplicação da lei, mas devemos nos preocupar com a importância simbólica que a lei representa. Nesse contexto, os indultos — previsões importantes da afirmação da civilidade e da humanidade — poderiam muito bem se desvincular de datas sensíveis e cheias de significado para todos nós”.

Em outras palavras, Suzane e Jatobá talvez devessem passar o Dia das Mães na cadeia, para refletir sobre o significado da maternidade. Assim, não despertariam a ira da sociedade, que as enxerga como bruxas.​

ATENÇÃO, ATENÇÃO, ATENÇÃO Oficinas de atendimento no comércio

A Ação Social Caminheiros de Antônio de Pádua (Ascap) abriu inscrições para oficinas de atendimento no comércio.

Os interessados podem fazer a reserva de vaga pelo e-mail ascap.cecsap@gmail.com ou pelo WhatsApp 98494-3296, ou na sede da Ascap, na EQNQ 1/3, Lote A, Área Especial, Setor “O” de Ceilândia, às terças e às quintas-feiras das 15h às 18h.

A oficina será gratuita e ministrada de 14 a 18 de maio, das 19h às 22h, na sede da Ascap.

Aos participantes será conferido certificado. Ainda há vagas disponíveis.

Como a doença de um presidente americano ajudou a criar a vacina contra a paralisia infantil

Como a doença de um presidente americano ajudou a criar a vacina contra a paralisia infantil

A poliomielite existe há séculos, mas foi só depois da doença de Franklin D. Roosevelt que os EUA se mobilizaram para tentar erradicá-la.

“Uma notícia alegre para alguém de idade como eu. Estou quase totalmente ‘fora de serviço’ no que diz respeito às minhas pernas, mas os médicos dizem que não há dúvidas de que recuperarei seu uso, ainda que isto signifique vários meses de tratamento em Nova York”.

Roosevelt era um símbolo de saúde e vitalidade antes de contrair a doença, e seu caso foi fundamental para chamar a atenção para o tema
Foto: Getty Images / BBCBrasil.com

Franklin Delano Roosevelt tinha 39 anos quando escreveu esse parágrafo em uma carta.

Vindo de uma família privilegiada, tinha sido subsecretário da Marinha dos EUA e já havia concorrido à vice-presidência da República nas eleições de 1920, pelo Partido Democrata, ao lado do candidato presidencial James Cox.

Era um homem que estava no centro da vida pública americana e tinha um estado de saúde invejável.

Mas, em uma tarde de agosto de 1921, seus filhos o desafiaram para uma disputa de natação e, na manhã seguinte, ele se deu conta de que não conseguia mover direito a perna esquerda.

Naquela noite, Roosevelt teve febre e dores terríveis nas pernas e nas costas. No fim da semana, o político tinha perdido toda a sensibilidade da cintura para baixo.

Depois de se consultar com médicos locais, sua família decidiu procurar um professor da Universidade de Harvard, Roberto Lovett, autor de um livro sobre o tratamento da poliomielite, também conhecida como paralisia infantil.

Lovett confirmou o diagnóstico de pólio e disse ao futuro presidente dos EUA que, apesar de não ser um caso grave, não havia como garantir que ele poderia voltar a andar.

Roosevelt baseou seu tratamento na natação – e criou um centro de tratamento na Geórgia, que continua em funcionamento
Foto: Getty Images / BBCBrasil.com

Roosevelt encarou a situação de maneira otimista e fez tudo o que estava a seu alcance para recobrar o uso das pernas.

Em 1922, ele brincou com um amigo a respeito do espartilho que estava usando por recomendação médica.

“Quando me sento, (o espartilho) me quebra em dois. Nunca me senti tão feliz por não pertencer ao sexo oposto”, escreveu ele.

Mas, apesar de todos os exercícios que eram indicados pelos médicos, com o tempo ficou claro que Roosevelt passaria o restante da vida em uma cadeira de rodas.

Muitos historiadores destacam a enfermidade de Roosevelt como um importante ponto de inflexão em sua vida como político – arrogante antes de contrair a doença, ele passou a demonstrar uma personalidade humilde.

Mas esse episódio também é considerado crucial para mudar a atitude dos americanos em relação às doenças e à saúde pública – e especialmente em relação à pólio. Os EUA acabaram desenvolvendo uma vacina para a doença depois que o tema entrou na agenda política nacional.

Milhares de crianças dos EUA foram vitimadas pela pólio nos séculos 19 e 20
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Atenção redobrada

Apesar de ser uma doença antiga, a pólio não chamava a atenção da comunidade médica até o século 19, quando a medicina começou a se dividir em especialidades.

Foi na segunda metade daquele século que começaram a surgir hospitais e clínicas dedicados a áreas como a ortopedia, a neurologia e a pediatria.

Nesse novo contexto, as vítimas da pólio passaram a chamar a atenção dos médicos – especialmente os casos de paralisia infantil que afetavam crianças menores de 6 anos de idade, e principalmente quando os afetados eram meninos.

Muitos deles começavam a demonstrar os sintomas de forma repentina: iam dormir com a saúde perfeita, começavam a ter febre e de manhã acordavam sem conseguir sentir as pernas.

Na maioria dos casos, a paralisia era irreversível e a criança nunca mais voltava a caminhar.

O mal foi categorizado como um problema neurológico, que afetava os nervos da espinha dorsal. E a paralisia infantil – que também era chamada de “paralisia matinal” – ganhou um nome oficial: poliomielite.

A palavra, de origem grega, significa inflamação da matéria cinzenta (pólio) da medula espinhal. Na mesma época, a imprensa americana apelidou a doença simplesmente de “pólio”.

Pioneira nas pesquisas

No século 19, a maior especialista dos EUA em pólio foi uma mulher: Mary Putnam. Ela foi também a primeira pessoa do sexo feminino a se graduar em medicina em Paris, no ano de 1871.

Na França, Putnam se especializou em neurologia. Logo depois da graduação, ela se casou em 1873 com outro médico, Abraham Jacobi, que se tornou o primeiro professor do mundo em pediatria.

Foi combinando os conhecimentos de sua área de estudo e a do marido que Putnam se tornou a principal referência na doença.

A médica percebeu que a paralisia era incurável porque destruía as células nervosas que controlavam os músculos.

Em 1907, houve uma grande epidemia de pólio em Nova York, que logo se alastrou pelo resto do país e chegou ao Canadá.

Desde então, os casos de paralisia infantil nos EUA passaram a ocorrer aos milhares, todos os anos, causando pânico na população.

Cidades inteiras eram postas em quarentena a cada vez que um novo caso aparecia, com a polícia vigiando as ruas para garantir o toque de recolher.

Havia uma ironia nisso: geralmente, acredita-se que países com níveis sanitários piores estejam mais expostos a enfermidades virais como a pólio. Mas, neste caso, a suposta higiene dos EUA – país que se considerava o “mais asseado do mundo” – teve o efeito contrário.

Em países mais “sujos”, as crianças costumavam infectar-se ainda muito pequenas, obtendo assim imunidade para o resto da vida – o que derrubava o número de casos de pólio com consequências graves. Ao contrário, nos países mais ricos e “asseados”, a população era mais vulnerável quando o vírus aparecia.

Roosevelt promoveu a pesquisa contra a pólio, mas nunca se deixou fotografar em sua cadeira de rodas
Foto: Getty Images / BBCBrasil.com

O líder e a doença

Depois de assumir a presidência dos EUA, em 1933, Roosevelt criou uma comissão para pesquisar a paralisia infantil – uma das primeiras atividades do comitê foi organizar um famoso baile para levantar fundos.

O primeiro evento usou o slogan “dance para que outros possam caminhar” e arrecadou mais de US$ 700 mil – uma fortuna considerável para a época.

Em 1938, a comissão se transformou na Fundação Nacional para a Paralisia Infantil (NFIP, na sigla em inglês), cujas campanhas de conscientização descreviam a pólio como a ameaça número um à saúde pública.

A NFIP recebeu doações enormes e financiou muitas pesquisas sobre a possibilidade do desenvolvimento de uma vacina contra a pólio.

Mas a ideia de infectar crianças com um vírus tão perigoso era muito controvertida – e demorou trinta anos para que uma solução fosse encontrada.

Depois da Segunda Guerra Mundial, os especialistas discutiam se a melhor opção era usar cepas mortas ou ainda vivas, mas atenuadas.

O virologista de origem polonesa Albert Sabin acreditava que usar cepas mortas do vírus não faria com que os pacientes criassem os anticorpos capazes de protegê-los definitivamente.

Os testes em animais – principalmente macacos – haviam mostrado que a vacina com o vírus vivo funcionava, mas testar o método com humanos – em particular, crianças – ainda era um problema.

Jonas Salk, criador da primeira vacina contra a pólio. Hoje, a maior parte do mundo usa a vacina de via oral criada por Albert SabinFoto: Getty Images / BBCBrasil.com

‘O maior experimento do mundo’

Em 1952, os EUA sofreram com o pior surto de pólio de sua história, e a NFIP ficou sob imensa pressão para produzir logo a vacina.

No mesmo ano, o médico Jonas Salk concluiu os estudos para uma vacina à base de vírus mortos, com financiamento da NFIP, e quis testá-la com crianças.

Decidiu-se – depois de muita polêmica – testar o material em crianças de um instituto psiquiátrico do Estado da Pensilvânia. Os testes foram bem-sucedidos.

O passo seguinte era fazer uma prova com um número maior de indivíduos. A NFIP, então, contatou centenas de milhares de famílias americanas atrás de voluntários.

Nada menos que 90% dos consultados deram autorização para que seus filhos se tornassem “pioneiros” da pesquisa.

O estudo ficou conhecido como “o maior experimento de saúde pública de todos os tempos” e envolveu 1,5 milhão de crianças.

Um ano depois, a Universidade de Michigan anunciou que os resultados do teste eram positivos e que a vacina era segura e eficaz contra a doença.

“Este é um dia maravilhoso para o mundo. Um dia no qual se fez história”, disse, na época, um porta-voz das autoridades de saúde dos EUA.

Numa entrevista à rede de TV americana CBS, Salk destacou que a vacina, na realidade, era uma realização coletiva.

Perguntaram-lhe a quem pertenceria a patente, e ele respondeu: “Não há patente. Pode-se patentear o Sol?”

Site: www.terra.com.br

Brasília recebe o maior evento de empreendedorismo do Centro-Oeste

Capital Empreendedora contará com mais de 40 palestrantes, espaço para expositores e mini workshops

Nos dias 18 e 19 de maio, o Centro de Convenções Ulysses Guimarães será palco do maior evento de educação empreendedora do Centro-Oeste. A terceira edição do Capital Empreendedora contará com mais de 40 palestrantes em quatro ambientes paralelos, mini workshops e uma feira de startups. A estimativa é que mais de 3 mil participantes circulem pelo local durante os dois dias de atividade.

O evento foi criado em 2016 para ajudar empreendedores — tanto novos quanto os mais experientes — a se desenvolverem, se atualizarem e a se conectarem com o mercado local. De acordo com um dos fundadores e organizadores, Lucas Alves, a escolha de sediar o evento em Brasília foi estratégica.

“Notamos que a cidade possuía uma carência no segmento de empreendedorismo, principalmente por ser conhecida como ‘cidade do serviço público’. Apesar disso, existem muitas pessoas com capacidade de empreender”

Na oportunidade, o público também poderá entender melhor o que procuram os principais investidores de startups do Brasil. Dentre os palestrantes confirmados, estão: Camila Farani, investidora-anjo e jurada do Shark Tank Brasil; Sandro Magaldi, CEO do MeuSucesso.com; Franklin Luzes, executivo chefe de operações da Microsoft; Amanda Alvernaz, gerente de marketing do aplicativo Trello; e Amure Pinho, presidente da ABStartups.

Segundo Alves, haverá oportunidade de interação, investimentos e surgimento de novas parcerias. “Esta será a maior edição que já realizamos. Teremos a feira de startups, para as pessoas divulgarem suas empresas e, além disso, os palestrantes são, todos, do mais alto gabarito e escolhidos de forma que possibilitem o que pretendemos entregar: conteúdo e conexão”, garante.

Ingressos
Os passaportes para o evento variam de R$ 397 a R$ 689. Os interessados podem escolher, no portal do evento, entre a opção Smart (que dará direito aos dois dias do evento, acesso à todas palestras e à feira de Startups, app exclusivo do evento, coworking, mini workshops e o certificado online) ou Vip Pass (além de todos direitos do ingresso Smart, o ingresso possibilita mentorias, free coffee, acesso ao lounge VIP, espaço reservado na plenária e credenciamento exclusivo).

Edições anteriores
A primeira edição do Capital Empreendedora discutiu o tema “Criatividade para Solução de Problemas” e contou com 700 participantes. No ano seguinte, mais de 1200 participantes estiveram presente nas 10 horas de evento, que discutiram criatividade, negócios, inteligência emocional e tecnologia.

Site: https://www.metropoles.com

Casos de caxumba fazem universidade suspender aulas de engenharia civil

A turma do 9º semestre do curso foi autorizada a fazer as atividades remotamente. Pelo menos seis alunos apresentam sintomas da doença

É indicado que os frequentadores do campus verifiquem se as vacinas Tríplice Viral e Tetra Viral estão atualizadas(foto: Arthur Menescal/Esp. CB/D.A Press)

Pelo menos quatro alunos do curso de engenharia civil do Centro Universitário de Brasília (UniCEUB), campus Taguatinga, estão com caxumba e outros dois apresentaram os sintomas da doença. Por causa disso, as aulas do 9º semestre do curso foram suspensas nesta quinta-feira (26/4) pela instituição de ensino.

As primeiras informações, de que haveria muitos casos da doença na instituição, começaram a circular nas redes sociais esta semana. Porém na quarta-feira (25/4), quando questionada a respeito pelo Correio, o UniCEUB negou e as classificou como boato.

Em nota divulgada nesta quinta-feira (26/4), porém, o UniCEUB informou que acompanha o caso e, por precaução, os estudantes da turma do 9º período poderão fazer as atividades em casa. As aulas continuam normalmente para os demais alunos.

“A instituição também está em contato com as autoridades responsáveis por promover a proteção da saúde da população”, enfatizou. A diretoria indica que os estudantes, assim como os funcionários, apurem se as vacinas Tríplice Viral e Tetra Viral estão devidamente atualizadas.

A Secretaria de Saúde informou que não sabe sobre casos de caxumba e que a notificação da doença não é compulsória.

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O avesso da memória: Cotidiano e trabalho da mulher em Minas Gerais no século XVIII
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Acumulação de trabalho e mobilidade de capital, de José Carlos Peliano

Diagnósticos em ergonomia no centro-oeste brasileiro (vol. 1 e 2) – Bem estar no trabalho, eficiência e eficácia em questão, de Mário César Ferreira et alii

Elites e trabalho no Brasil e no Uruguai, de Sônia Ranincheski

Escola, saúde e trabalho: Estudos psicológicos, de Maria das Graças T. Paz (Org.)

A pós-graduação no Brasil: Formação e trabalho de mestres de doutores no país (vol.1), de Jacques Veloso

Saberes subalternos e decolonidade: Os sindicatos das trabalhadoras domésticas do Brasil, de Joaze Bernadino Costa

A Social-Democracia alemã e o Trabalhismo inglês, de Maria Rosinda Ramos da Silva

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Como contar para a criança que alguém morreu

O post de hoje é sobre um assunto triste e delicado, porém necessário.

Quando minhas filhas tinham 3 anos de idade uma amiguinha delas da escolinha morreu. Não resistiu a uma cirurgia. Essa amiguinha era da mesma turma de uma das minhas filhas. A convivência era diária.

Quando recebi a terrível notícia logo pensei: “meu Deus, quanta dor para essa mãe.” No caminho da escola fiquei imaginando como daria uma notícia dessas para crianças de apenas 3 anos de idade. Se para adultos já é difícil contar, imagina para crianças.

Várias perguntas me passaram pela cabeça. Será que elas já têm noção do que é a morte? Será que eu conto ou espero que elas perguntem? Se elas perguntarem, como vou contar? Falo de estrelinhas, céu, Papai do Céu… socorro! Fiquei perdida e abalada com a notícia.

Assim que entraram no carro, a minha filha que estudava na mesma sala da amiguinha que morreu, logo comentou: “mamãe, a Letícia (nome fictício) não foi pra aula hoje. A tia disse que ela está dodói.”

Na escola me orientaram a não dizer sobre o ocorrido naquele momento. Após o dia de luto da escola, conversaram com as crianças sobre a ausência da amiguinha. Alguns dias se passaram até minha filha dizer: “mamãe, minha amiguinha Letícia morreu. Ela está com o Papai do Céu, só que estou com muita saudade dela. A gente pode ir lá no céu visitar minha amiguinha?”

Não teve jeito. Tive que falar sobre a morte com elas, mas percebi que ainda não tinham noção da dimensão do assunto e da gravidade do ocorrido.

Bom, espero que você não precise, mas para ajudar mamães a passarem por situações como esta com mais confiança, entrevistei a psicóloga Priscila Preard que, gentilmente, esclareceu dúvidas com informações valiosas sobre o assunto. Confira.

Como contar para a criança que alguém morreu? Inicialmente, é importante enfatizar que a criança é um ser único onde cada uma deve ser respeitada em sua singularidade, capacidade e ritmo. A morte faz parte do ciclo vital, pois é natural da vida, porém é um tema difícil que se refere a sofrimento, transformação e traz consigo uma certa complexidade a depender, por exemplo, da forma que a morte aconteceu e de quem veio a falecer. Omitir o acontecimento e negar essa informação à criança pode ser mais desestruturante a ter que dizer a verdade. Na infância, a criança não apenas assimila o que acontece ao seu redor, como também passará por modificações a partir dessas vivências. O silêncio nesses casos será ineficiente, como também poderá ser patogênico, fazendo com que a criança fique apenas com pensamentos fantasiosos e não tenha com quem conversar. Quando você fala a verdade e se dispõe a conversar com ela, você ajuda a criança a formular os pensamentos.

Voltando mais objetivamente à questão, penso que é importante entender a crença da família sobre o que é a morte, respeitar e compreender a fase emocional e cognitiva dessa criança e assim formular uma resposta simples e objetiva. Evitar metáforas e eufemismos como por exemplo: “fez uma viagem longa”, “dormindo para sempre”, dentre outros; isso poderá causar mais confusão, uma vez que uma criança de três anos, segundo Piaget (psicólogo suíço), se encontra em um estágio pré-operacional, ou seja, a criança nessa fase ainda desenvolverá a capacidade de simbolização.

Nesses casos validar o sentimento da criança é um movimento importante que ajudará a se sentir mais confortável com seus sentimentos. Uma alternativa é evitar utilizar termos como: “não chore.” Melhor dizer: “percebo que você está triste, quer conversar?”. Ser solidário nesses momentos pode ter um efeito terapêutico, propiciando uma melhor adaptação ao momento e assim permitindo uma possível elaboração do luto e, consequentemente, uma ressignificação da vivência.

A partir de qual idade a criança já tem noção do que é a morte?
A partir dos três anos de idade, porém ela ainda não é capaz de endereçar aspectos, tal como a morte ser algo irreversível. Com o passar do desenvolvimento, entre os 9 e 11 anos, a criança consegue compreender respostas tanto científicas, como religiosas e culturais.

Como explicar o que é a morte?
Entendo que é uma pergunta que aparece “na cabeça” dos pais acompanhada de certas doses de angústias. É uma pergunta demasiadamente genérica para um universo tão plural. Primeiramente, respeite a estrutura da criança, não traga elementos que ela não tenha condições de elaborar. Em segundo lugar, utilize-se de meios para ajudá-la a simbolizar, como filmes e livros. Caso a criança tenha entre 9 a 11 anos, poderão ser utilizados exemplos nos campos científicos, religiosos e culturais. Como dica, indico o filme VIVA – A vida é uma festa, que trata de forma leve um assunto tão delicado.

É comum as crianças saberem que as pessoas morrem quando ficam velhinhas. Mas quando uma criança morre, como explicar?
A primeira questão seria importante observar se foi a criança que trouxe essa pergunta ou se foi ela quem pontuou essa diferença. Se sim, traga argumentos onde a criança minimamente entenderá. É um tema delicado. É relevante pensar que cada caso é um caso. Acrescento ainda para os pais que não escondam seus sentimentos às crianças. O compartilhamento de emoções e sentimentos entre pais e filhos será um movimento que ajudará a criança a se sentir mais acolhida em sua dor. Outro ponto importante é perceber possíveis mudanças de comportamento após a notícia da morte, pois algumas reações são esperadas, como negação, tristeza, raiva e comportamentos regressivos, como fazer xixi na cama. Sendo essas reações comuns e esperadas nesse primeiro momento, uma vez que pode surgir sentimentos na criança relacionados a abandono ou culpa. O luto infantil é um processo subjetivo, mas é importante os pais ou responsáveis, quando notarem uma duração maior dessas reações, percebendo assim um comprometimento nas atividades no dia a dia e no comportamento da criança, procurarem por um psicólogo infantil.

E quando a morte foi um suicídio, é melhor dizer a verdade ou omitir?
Em meu entendimento, não há que se falar em omissão, mas sim de respeito à capacidade emocional e cognitiva da criança. Faço uma pergunta para os leitores: o que essa informação acrescentará na vida das crianças? Talvez mais angústia tanto para os pais quanto para as crianças. Os aspectos trágicos de como a morte aconteceu não precisam ser explorados, pois a criança, principalmente entre 3 e 8 anos, não assimilará. Nessa fase a criança opera em um nível literal, o que significa que a capacidade de simbolização ainda está em desenvolvimento.

Se o melhor for dizer a verdade sobre o suicídio, como dizer?
Destaco um exemplo de abordagem:

“É algo relacionado com a morte, mas te explicarei melhor quando você estiver com mais idade ou mais velho.”

Como explicar o que é suicídio?
Se essa for uma questão levantada pela criança, é importante não deixá-la sem resposta, porém não se faz necessário explicar os detalhes.

Levar ou não levar a criança no funeral e/ou enterro?
É uma decisão que diz de uma vivência íntima e subjetiva que cada família tem que se permitir elaborar. A minha colaboração nessa questão será no intuito de ajudá-los a pensar nos vários aspectos dessa experiência.O enterro é um momento ou um ritual de despedida que poderá servir de ajuda para uma melhor simbolização do processo, porém outras questões como a duração do tempo do enterro e as condições do ambiente são aspectos relevantes a serem levados em conta também.

Site: https://planetamae.com

Sucesso sem caridade é um fracasso

John Paul DeJoria, empresário Americano veio ao Rio para falar sobre empreendedorismo no Centro Universitário Augusto Motta.

“Nasci em uma família muito pobre e já fui sem-teto. Conto minha história para inspirar jovens a construir negócios bem-sucedidos com pouco dinheiro. Meu primeiro negócio quase faliu 50 vezes e hoje vale bilhões.”

Conte algo que não sei.

Há dois segredos do sucesso para quem deseja empreender. O primeiro é estar ciente de que muitas rejeições virão, e não deixar que isso derrube o desejo de vencer. Por isso, é preciso estar tão feliz e entusiasmado na centésima primeira porta em que se vai bater quanto estava na primeira. O segundo segredo diz respeito a criar o melhor produto ou serviço que se pode oferecer. Dessa forma, não é preciso tanto esforço para vender depois. Isso se chama reorder business que você vende é tão bom que quem compra uma vez quer comprar de novo e faz propaganda. Pessoas bem-sucedidas fazem todas as coisas que pessoas sem sucesso não querem fazer, como trabalhar sete dias por semana, dia e noite.

O senhor foi de sem-teto a bilionário. Como foi a sua infância?

Minha mãe veio da Grécia, meu pai, da Itália, e eu nasci nos Estados Unidos. Meu pai abandonou a família antes de eu completar 2 anos. Meu irmão, minha mãe e eu vivemos juntos. Aos 7 anos, eu vendia vasos de flores; aos 9, cartões de Natal. Depois entreguei jornais. Dava o dinheiro à minha mãe. Quando jovem, eu já era empreendedor. Minha geração é diferente da geração atual. O fato de termos um trabalho nos fazia sentir muito bem. Quando fiquei desabrigado, eu me esforcei para superar essa situação. Não fiquei parado onde estava, mas pensando no que deveria fazer para dar o próximo passo. Nesse caso, em primeiro lugar, era me alimentar. Eu dizia à minha mãe que se ela pudesse cozinhar para nós eu já estaria muito satisfeito.

O senhor criou uma linha de produtos para cabelos, a Paul Mitchell, e hoje sua fortuna é avaliada em mais de US$ 3 bilhões. O que esse valor significa para o senhor?

Nada. Faço exatamente o que eu fazia antigamente. O que muda é que, com essa quantia, ganha-se mais capacidade de transformar as coisas. Há alguns meses, a Ilha de Barbuda foi devastada por um furacão, cerca de 1.500 pessoas perderam suas casas e foram para um abrigo em Antígua. Na semana seguinte, eu e meus parceiros começamos a construir casas para os sem-teto. Eu fico tão feliz em fazer doação que metade da minha riqueza é usada para fazer do mundo um lugar melhor para se viver. Eu acredito que sucesso sem caridade é um fracasso.

Existe alguém que tenha se tornado bem-sucedido por sua causa?

Acredito que sim, porque muitas pessoas não sabem como superar as rejeições, e eu costumo bater nessa tecla. Numa universidade onde fiz uma palestra, aqui no Rio de Janeiro, uma moça disse-me que iria dedicar orações a mim porque minhas lições já estavam mudando a vida dela.

O senhor é feliz?

Com certeza! Na vida, se você quiser prestar atenção ao que é realmente importante, o número um em prioridade não é a riqueza, é a felicidade. O número dois é a saúde. O número três é a riqueza, porque, se você não está feliz, não pode ser rico. Portanto, felicidade, saúde e riqueza.

O que o senhor diria para uma pessoa que não é mais tão nova, que ainda tem vida pela frente, mas não alcançou o sucesso?

Eu recomendaria acessar imediatamente o site da Amazon ou do iTunes e assistir ao filme “Good fortune”. Quando assistir, vai perceber por que estou dizendo isso. Não importa o que aconteceu na sua vida, se você está sem casa, sem trabalho, sem dinheiro. Se você acredita em si mesmo, você pode se renovar. As pessoas precisam saber que não há problema em se transformar, e não importa em que fase da vida elas estejam.​

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