Distrito Federal registra o maior aumento de latrocínios no Brasil

Com alta de 77% no número de casos, DF fica atrás apenas de Roraima e Rio Grande do Norte em roubos seguidos de morte por habitante

O Distrito Federal aparece como a unidade federativa que teve o maior aumento percentual no número de latrocínios (roubos com morte) em relação a todas as outras 26 unidades da Federação. Comparando a quantidade de ocorrências entre os primeiros semestres de 2019 e 2020, o crime cresceu 77% na capital federal. Ou seja, saltou de 13 para 23 no período.

Na sequência, aparecem os estados de Rondônia, com aumento de 50%; de Minas Gerais, com 45%; e de Mato Grosso do Sul, com 43%.

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Dor e revolta: famílias de ciclistas mortos no DF reclamam de impunidade

Com descontinuidade das ciclovias, quem pedala convive com insegurança no trânsito. Parentes em luto temem que motoristas não sejam punidos.
Embora o Distrito Federal tenha a maior malha cicloviária do Brasil, com 553,95 km de extensão, ciclistas da capital ainda vivem forte insegurança no trânsito. Apenas nessa semana, quatro pessoas que passeavam de bicicleta foram atropeladas no Plano Piloto. Uma delas, Ricardo Campelo Aragão, 58 anos, não resistiu e morreu. Desolada, a família do aposentado agora anseia por justiça.

O ciclista faleceu no último dia 10, após ter sido atropelado na 703 Norte. Uma amiga que pedalava com ele no local, Nádia Bittencourt, 55, sofreu escoriações e passa bem. O motorista do veículo que provocou o acidente estaria em alta velocidade e fugiu sem prestar socorro às vítimas.

Irmã de Ricardo, Ysmine Aragão, 54, relata que ele fazia parte do grupo de ciclismo Passeio Noturno desde 2014 e que pedalar “era sua paixão”. O morador da 409 Norte vivia com a mãe e dois irmãos e tinha uma filha, de 26 anos.

Ysmine conta que, na noite do acidente, Ricardo e Nádia chegaram a cogitar seguir pela faixa de bicicleta, mas, devido à localização da ciclovia, “como era perigoso naquele horário, tiveram medo de assalto e foram pela rua, porque estava sem movimento”. “Só que aí veio esse carro em alta velocidade e atropelou os dois“, lamenta.

Uma vez que a polícia ainda segue sem novas informações em relação ao atropelamento, a família do ciclista teme que o autor não responda pelo crime que cometeu. “O pior é que sabemos que existe uma impunidade. Muitas vezes, a polícia pode até pode pegar, mas a pessoa não fica presa, é liberada”, comenta a irmã de Ricardo.

Revolta
A dor de perder um familiar por atropelamento também é vivida pelos parentes do zelador Francisco de Sales Ferreira de Araújo, 56. Ele foi atingido na L4 Norte, na madrugada de 23 de setembro. O motorista da empresa Piracicabana que cometeu o crime teria deixado o local sem prestar auxílio à vítima.

No dia seguinte, o autor se apresentou na 5ª Delegacia de Polícia (área central) e foi indiciado por homicídio culposo. No entanto, hoje a família pensa se o desfecho poderia ter sido diferente caso o condutor tivesse ficado no local e acionado o socorro.

“Meu pai andava de bicicleta desde sempre. Nesse dia, foi assistir um jogo de futebol e voltava da Vila Planalto pedalando. Como não tinha onde ficar na pista, veio beirando o asfalto”, conta a filha da vítima, Andriely Alves de Araújo, 29.

“O que mais nos revolta é que a pessoa matou e fugiu. A gente perdeu um parente. Se o motorista tivesse ao menos prestado uma ajuda, a situação poderia ser outra. Ele nem chegou a nos procurar, nem para saber como estamos”, completa.

Conhecido como Chicão, a vítima trabalhava na Federação Brasiliense de Tiro Esportivo (FBTE) desde 1992, onde dava apoio aos atiradores nas competições e treinos. Morador da Asa Sul, ele deixa esposa, seis filhos e dois netos.

“Era o meu herói. Deixava de fazer por ele para fazer pelos outros. Muito dedicado à família e ao trabalho”, descreve. “Ele deixou a mãe dele e os irmãos na Paraíba. Então, os familiares não tiveram nem a oportunidade de enterrá-lo”, lamenta Andriely.

Descontinuidade da ciclovia

Segundo a Secretaria de Transporte e Mobilidade (Semob), a malha cicloviária do DF é a maior do país, ultrapassando cidades como São Paulo (535,9 km) e Rio de Janeiro (450 km). As faixas passam por 28 regiões administrativas (RAs). Plano Piloto (119,95 km), Lago Sul (54,30 km) e Park Way (50,15 km) são as RAs com maiores trechos.

Mesmo que exista uma ampla malha própria para bicicletas em Brasília, usuários das faixas avaliam que as vias ainda precisam ser interligadas para que haja segurança. Conforme analisa Raphael Dornelles, coordenador-geral da ONG Rodas da Paz, um dos principais perigos para o ciclista no DF é a descontinuidade da ciclovia.

“Sem contar as outras situações, como a ciclofaixa feita ao lado de vias de alta velocidade, a prioridade de carros nos cruzamentos… Tem muitas coisas erradas na malha cicloviária do DF”, pontua.

Assim como as famílias de vítimas, ele reforça que as penalidades são brandas para condutores imprudentes. “O motorista tem que ser educado para conviver com o ciclista na via. Em casos de acidente em que eles fogem, sem prestar auxílio, existe um agravante e, mesmo assim, recebem uma pena leve”, considera.

Procurada, a Semob informou que “consta no planejamento (Plano de Mobilidade Ativa) as conexões entre as ciclovias, cabendo à pasta, juntamente com os demais órgãos (Seduh, Novacap e Secretaria de Obras), finalizar projetos licitados ou em obra e implantar projetos executivos existentes”.

Penas brandas
Uma vez que os julgamentos dos motoristas que atropelaram e mataram demoram anos, às vezes décadas, as famílias se ressentem da impunidade. Segundo reforça o presidente da Comissão de Direito de Trânsito da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Anderson Gomes, quando o assunto é crime de trânsito, as penas são realmente brandas no Brasil.

“O Estado não investe em educação no trânsito. O Código de Trânsito vem passando por várias modificações, mas não se mexe em alguns aspectos. Apenas 5% do valor arrecadado com multas é revestido nessa educação, por exemplo”, assinala.

Em casos de dirigir embriagado, o condutor é multado em R$ 2.934,70, recebe sete pontos na carteira e fica um ano com o direito de dirigir suspenso. No entanto, Anderson comenta que “os órgãos de trânsito são eficientes para aplicar multa, mas ineficientes para julgar processos administrativos”.

Já no quesito penal, em casos de acidentes sem morte, o advogado explica que o condutor pode ser condenado de 6 meses a 2 anos por lesão corporal, além da suspenção ou proibição de se obter a permissão ou a habilitação para dirigir. “Só que, se é um réu primário, ele vai ter direito a alguns benefícios. Pode fazer um acordo com o Ministério Público e o processo fica suspenso por 2 anos. Cumprindo o acordo, o processo é extinto e ele sai com a ficha limpa”, exemplifica.

Quando há morte
De janeiro a setembro de 2020, o Departamento de Trânsito do DF (Detran-DF) registrou sete mortes de ciclistas na capital. No mesmo período do ano passado, foram 18 óbitos. Nos casos de acidentes com morte, há uma pena maior para o autor, mas o representante da OAB aponta que ainda “é difícil a pessoa ficar presa desde o início”.

“Quando há homicídio culposo (sem intenção de matar), a detenção é de 2 a 4 anos. E, se o motorista deixar de prestar socorro, há um agravante e pode aumentar um terço até metade da pena”, explica Anderson Gomes.

“Porém, teve um caso em Brasília, por exemplo, de uma motorista que não tinha carteira, fez uso de bebida alcoólica e de drogas ilícitas, atropelou uma pessoa, matou e não prestou socorro. No dia seguinte, a Justiça entendeu que não havia elementos para ela continuar presa porque ‘não apresentava riscos à sociedade’ […] Então, realmente fica essa sensação de impunidade, coisa que precisa ser mudada”, enfatiza ele.

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Vacinação contra poliomielite começa nesta segunda. Confira postos no DF

Crianças menores de 5 anos devem tomar a dose. As unidades básicas de saúde (UBSs) estão preparadas para receber a população

A Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite, vírus que pode causar paralisia, começa nesta segunda-feira (5/10). O público alvo é de crianças menores de 5 anos. A orientação da Secretaria de Saúde do DF é que, mesmo com a pandemia do novo coronavírus, os responsáveis levem as crianças para fazer a imunização.

As doses serão alocadas em todas salas de vacina do Distrito Federal. O encerramento será em 30 de outubro.

Confira os postos abertos para vacinação no DF.

As unidades básicas de saúde (UBSs) estão preparadas para receber a população e cada uma tem criado estratégias específicas para manter o distanciamento entre os pacientes e seguir todas as medidas sanitárias de combate ao novo coronavírus.

Com estratégias diferenciadas para as crianças menores de um ano e para aquelas na faixa etária de 1 a 4 anos de idade. Todas crianças menores de 5 anos deverão comparecer às salas de vacinas para receber uma dose da vacina contra poliomielite.

A depender do esquema vacinal registrado na caderneta, a criança poderá receber a Vacina Oral Poliomielite (VOP), como dose de reforço ou dose extra, ou a Vacina Inativada Poliomielite (VIP), como dose de rotina. Estima-se que no DF haja cerca de 160 mil crianças nessa faixa etária. A meta é imunizar 95% desse público.

Poliomielite
No DF, a série histórica dos últimos 20 anos da cobertura vacinal da vacina contra a poliomielite em menores de 1 ano mostra uma tendência de queda das coberturas, sendo que em 2015 e de 2017 a 2019 a meta de cobertura não foi atingida (95%).

De janeiro a abril de 2020, a cobertura vacinal foi de apenas 67,3%. No mesmo período de 2019, era de 89,2%.

“O último registro de caso confirmado para a poliomielite no DF foi em 1987. No entanto, as coberturas vacinais ainda são heterogêneas, podendo levar à formação de bolsões de pessoas não vacinadas, possibilitando a reintrodução do poliovírus. Por isso é tão importante atingir a meta de vacinação”, explica a gerente de Imunizações da Secretaria de Saúde, Renata Brandão.

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Ibama admite ao MPF que Centro de Triagem de Animais do DF é “precário e insalubre”

MPF havia pedido explicações após receber denúncias de maus-tratos a animais no local. Instituto admitiu certos problemas, mas fez ressalvas

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) admitiu ao Ministério Público Federal (MPF) que a situação no Centro de Triagem de Animais Silvestres do Distrito Federal (Cetas-DF) é insalubre e precária. Ao justificar os problemas, porém, o órgão fez uma série de ressalvas, dizendo que a unidade “historicamente funciona com dificuldade de lotação de servidores analistas ambientais”.

O Ibama foi questionado após o MPT receber denúncias de maus-tratos a animais e de várias irregularidades no Cetas-DF, conforme revelado pelo Metrópoles.

No ofício expedido em 4 de setembro (veja abaixo) foi dado prazo de 20 dias para o órgão se manifestar sobre o conteúdo da representação. O instituto, porém, não respondeu todas as questões e solicitou mais 20 dias para completar os esclarecimentos. O pedido está sob análise do Ministério Público.

Veja, abaixo, os documentos:




Justificativas
O Metrópoles teve acesso ao processo no Sistema Eletrônico de Informações (SEI) em que constam as respostas do Ibama ao MPF. Quanto à denúncia de que os recintos no Cetas-DF apresentam precárias condições de acomodações e habitabilidade, o instituto disse que a afirmação “é desprovida de qualquer subsídio técnico”.

Apesar disso, confirmou que “as instalações são usadas” e “desgastadas”, alegando, no entanto, que seguem “em viável e pleno funcionamento”. “Melhorias estruturais estão sendo realizadas em contrato de manutenção que a Autarquia possui”, acrescentou.

Servidores ainda relataram que o ambiente do Cetas-DF é insalubre, situação confirmada pelo Ibama. O órgão, entretanto, justificou que no local “há manejo de animais silvestres, o que realmente caracteriza risco de contaminação aos prestadores de serviço e servidores”, e que, por isso, eles recebem adicional de insalubridade.

A situação do Cetas passou a chamar a atenção das autoridades durante as investigações da Polícia Civil do DF sobre tráfico internacional de animais. A apuração teve início depois que o estudante de medicina veterinária Pedro Krambeck foi picado por uma cobra Naja. Ele, a mãe e o padrasto se tornaram réus na Justiça. Responderão por associação criminosa, venda e criação de animais sem licença e maus-tratos contra animais.

Alimentação e limpeza
Outro ponto relatado por servidores é que o Centro de Triagem do DF não estaria fornecendo alimentos aos animais. O contrato para a alimentação das espécies teria vencido em dezembro de 2019 e, desde então, as comidas estariam sendo doadas por outras instituições.

Em resposta ao MPF, o Ibama admitiu o problema, mas disse que, agora, há um processo de licitação em fase final. “A demora no processo se deu por problemas internos […] Em breve, o fornecimento de alimentos aos animais voltará à normalidade”, assinalou.

O instituto ainda confirmou ter mantido a alimentação das espécies, de janeiro a setembro deste ano, com doações do Zoológico de Brasília e de feiras de produtores. Entretanto, disse que, com a pandemia do novo coronavírus, restringiu o recebimento de animais apenas àqueles com necessidade de atendimento imediato. Isso ocasionou uma redução de 60% do total recebido anteriormente.

“Sendo assim, a ausência de contrato de alimentos não foi prejudicial aos animais, sendo garantido o seu bem-estar por meio das doações recebidas”, justificou-se.

Além disso, funcionários denunciam que o local sofre com falta de limpeza. Neste ano, foi feita uma nova licitação para contratação de empresa que cuidará da conservação e limpeza de imóveis do Ibama no DF. Segundo o Termo de Referência (veja abaixo), os serviços agora serão executados “semanalmente” no Cetas.

Este foi um dos pontos da representação que o Ibama pediu prorrogação de prazo para enviar resposta. O instituto também pediu mais 20 dias para explicações sobre a denúncia de o telefone do Cetas-DF estar desligado por falta de pagamento e sobre a alegação de que uma reforma está sendo executada irregularmente no local.

Termo de Referência estabelece limpeza semanal no Cetas-DF

Novas denúncias
Após a reportagem do Metrópoles sobre relatos de irregularidades no Cetas-DF, novas denúncias de servidores do Ibama reforçam casos de maus-tratos a animais no local. Funcionários chegaram a registrar imagens para mostrar a situação nas instalações (veja abaixo).

“Há reprodução de espécies dentro do próprio órgão, porque não há separação de sexo entre os indivíduos”, disse uma servidora que pediu para não ser identificada.

Nas fotos, é possível ver baratas dentro de baldes onde há alimentos para aves e um pássaro morto em uma gaiola. “No balde azul, é painço (cereal) com baratas e no verde é mistura de alimento para passeriformes também com presença de baratas”, descreveu ela.

Animais estão sendo tratados no Zoológico
O Cetas-DF atende, em média, 7 mil animais por ano, mas somente cerca de 10% chegam ao local provenientes de operações do Ibama. Outros 45% são de fiscalizações do Batalhão da Polícia Militar Ambiental do DF (BPMA) e do Instituto Brasília Ambiental (Ibram), 27% de recolhimento/resgate, e 12% de entregas voluntárias.

Conforme o próprio Ibama, a situação na capital “é precária quanto ao quadro de profissionais, dominado por técnicos administrativos, sem condições de decisão para a função precípua de um Cetas”.

Para diminuir o problema, então, o órgão criou uma parceria com a Universidade de Brasília (UnB), para que médicos veterinários do Programa de Pós-graduação de Residência em Clínica e Cirurgia de Animais Silvestres acompanhem animais que precisam de tratamento. Segundo a UnB, o convênio prevê triagem, internação e cuidados parentais.

Com o início da pandemia, contudo, os veterinários deixaram de ir ao Cetas e passaram a receber os animais no Hospital Veterinário. Até 14 de agosto, o tratamento e a reabilitação das espécies eram realizados na unidade. Porém, com o retorno do calendário acadêmico, os trabalhos passaram a ser feitos nas dependências do zoológico, que informou estar “prestando todo o apoio e suporte para o Cetas com animais que necessitam de tratamento veterinário”. Ao MPF, o Ibama disse que o atendimento no zoo ocorre apenas “em caráter excepcional” atualmente.

O Metrópoles procurou o Ibama para o órgão esclarecer, portanto, que serviços, de fato, ainda são realizados no espaço do Cetas-DF, bem como comentar as imagens enviadas por servidores e as denúncias, mas não teve respostas. O espaço permanece aberto para eventual manifestação posterior.

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Mutirão vai realizar cirurgias em 35 pacientes de câncer de mama

Mutirão da Secretaria de Saúde vai atender 35 pacientes que esperavam na fila pelo tratamento. Ação faz parte da campanha de prevenção da doença

Parte das cirurgias eletivas estavam suspensas desde o início da pandemia – (crédito: Anne-Christine Poujoulat/AFP)

Para acabar com a espera de 35 mulheres que aguardam na fila para remoção de câncer de mama, a Secretaria de Saúde vai promover, ao longo de todo mês de outubro, um mutirão de cirurgias no Hospital de Base, que é referência em oncologia.

Essas pacientes, cadastradas na Central de Regulação (CRDF), já fizeram tratamento com rádio e quimioterapia, e agora precisam passar pelas operações. Entre essas, 20 mulheres também farão a reconstrução mamária. Outras 80 pacientes com câncer ginecológico ou que apresentam doenças relacionadas ao nariz, garganta e ouvidos também serão atendidas pela força-tarefa de 50 profissionais.

Com a pandemia do novo coronavírus, muitas cirurgias eletivas foram canceladas na rede pública para que os esforços estivessem voltados para os atendimentos de urgência e emergência relacionados à covid-19. No entanto, a medida excluía procedimentos oncológicos.

Apesar disso, houve o aumento na fila por cirurgias desse tipo. Segundo a Secretaria de Saúde, as ações concentradas, como os mutirões, são necessárias para atender a essa demanda. Com isso, entre julho e setembro, 30 operações de câncer de mama e 30 cirurgias de ginecologia oncológica foram feitas nos hospitais públicos do Distrito Federal.

Na ação do Outubro Rosa, os profissionais de saúde vão trabalhar em salas cirúrgicas do Hospital de Base das 7h às 23h, todos os dias, inclusive nos fins de semana.

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Fornecimento de remédio a Kyara Lis é recusado pelo Ministério da Saúde

Ministério da Saúde alegou “impossibilidade técnica e jurídica” para fornecer o remédio mais caro do mundo à pequena Kyara Lis.

Kyara Lis completou um ano em agosto e só pode tomar medicação até os 2 anos de idade.
A luta de Kyara Lis, bebê de 1 ano e 1 mês diagnosticada com atrofia muscular espinhal (AME), segue enfrentando barreiras. A família de Kyara solicitou ao Ministério da Saúde o fornecimento do remédio mais caro do mundo, o Zolgensma, mas teve o pedido negado.

O medicamento custa cerca de R$ 12 milhões e precisa ser usado antes dos dois anos de idade para tratar a doença degenerativa. A AME é rara e grave, porque danifica o neurônio motor, causa degeneração nos neurônios e pode levar ao óbito.

O Ministério da Saúde afirmou que “a decisão foi proferida de acordo com os pareceres da área técnica, controle interno e consultoria jurídica, os quais apontaram a impossibilidade técnica e jurídica para o atendimento do pedido”.

A advogada Kayra Lis, 39, mãe da criança, se emocionou ao comentar o caso. “Mais uma porta se fechou. É triste porque a gente vê que não há uma atitude em favor da vida, um olhar atento para a doença genética que mais mata crianças no mundo. A nossa esperança agora está na decisão do ministro do STJ e na solidariedade do povo brasileiro”, disse.


Ela lembrou que essa é uma luta contra o tempo, pois a cada dia a criança com AME pode perder neurônios motores. Uma outra alternativa para conseguir o remédio é uma campanha que vem mobilizando moradores do Distrito Federal e de outras unidades da Federação. A campanha arrecadou R$ 4,7 milhões e continua intensificada nas redes sociais, em outdoors e em carreatas.

Ajude

A família de Kyara criou ações para arrecadar o valor necessário, entre elas, vaquinhas virtuais e contas para depósitos. Todas as informações sobre a campanha #TodosJuntospelaKyara estão na página do Instagram , movimentada pela família, que já reúne mais de 56 mil seguidores e apoiadores, e no site .

As contas para depósito são:

Kyara Lis Carvalho Rocha
102.621.921-36

Banco do Brasil
Ag: 8435-2 – OP 51
Poupança 568-1

Caixa Econômica
Ag: 3494 – Op 13
Poupança: 71733-6

Santander
Ag. 1948
Poupança: 60000193-3

Banco Bradesco
Ag: 2877-0
Poupança: 1002164-2

Banco de Brasília
Ag: 078
Poupança: 021359-9

Banco Itaú
Ag: 6557
Poupança: 41455-1

Banco Sicoob
Ag: 0001-9
Poupança: 63.579.320-2

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Covid-19: Tratamento de reabilitação tem papel fundamental para recuperação de pacientes

Mesmo aqueles que não ficaram internados podem sofrer efeitos provocados pela doença depois da cura. Conheça histórias de pessoas que precisaram enfrentar tratamentos de reabilitação, após serem infectadas pelo novo coronavírus.

A luta de uma pessoa que testou positivo para covid-19 não se encerra quando o vírus deixa o corpo. Esta doença pode causar sequelas no sistema respiratório, na coordenação motora, no paladar, no olfato, por exemplo. Pelo fato de o coronavírus ser uma doença nova, existem muitos mistérios, não é possível dizer se as complicações deixadas nos infectados serão permanentes ou não. Dessa forma, os tratamentos de reabilitação mostram-se necessários para poder recuperar pacientes que foram contaminados e sofreram alguma consequência deixada pelo vírus.

Para quem ficou com algum tipo de sequela na coordenação motora ou muscular, por exemplo, a fisioterapeuta Elizabeth Dias explica a atuação do tratamento nesses casos. “O paciente que foi infectado pode apresentar várias limitações após a doença, como dificuldade motora e na respiração. A fisioterapia tem a importância nesse esforço de reabilitação”, destaca. “Na parte motora, o paciente pode apresentar dificuldade para andar devido à fraqueza muscular. Quando se recupera, muitas vezes fica difícil até andar, por exemplo. Além disso, pode ficar com dores crônicas”, diz.

Sentindo os sintomas da covid, o aposentado Luiz Antonio Sberze, 62 anos, passou 18 dias internado. “Nesse período fiquei alguns dias na UTI, sem necessitar de ventilação mecânica (intubar). Precisei apenas de fornecimento de oxigênio por cateter nasal”, relata. Ele teve 75% dos pulmões comprometidos, mas não perdeu o olfato nem o paladar. “Ainda não sei se vai restar alguma sequela, isso só o tempo dirá”, salienta. Após receber alta, começou a fazer fisioterapia respiratória. “Faço reabilitação três vezes por semana. Inicialmente, foram 12 sessões solicitadas pelos médicos e, agora, passam das 20”, afirma.

A pneumologista Patrícia Canto esclarece que cada paciente precisa passar por avaliação médica. Os problemas e possíveis sequelas podem se manifestar de formas diferentes. “Há uma série de coisas para aprender em relação às sequelas. Ainda temos pouco tempo de evolução (da doença) para sabermos se são problemas definitivos ou não”, aponta. O coronavírus também pode deixar problemas na fala. “As consequências dependem da gravidade do quadro pós-infeção. Por exemplo, um paciente que foi sedado pela necessidade da intubação orotraqueal pode apresentar disfonia — dificuldade na fonação, alteração da voz — e disfagia — dificuldade na deglutição (ato de engolir) os alimentos — pelo uso prolongado do tubo. Com isso, pode interferir na fala, voz e deglutição”, explica a fonoaudióloga Rafaela Cristina Sousa.

“O tratamento é realizado mediante a necessidade de cada pessoa. Se o paciente tiver como consequência uma paralisia de pregas vocais pelo uso do tubo, por exemplo, o tratamento será com terapia vocal. Se tiver dificuldade na deglutição, a reabilitação será voltada para o tratamento da disfagia, com exercícios específicos”, ressalta a especialista.

Psicológico
A técnica em análises clínicas Andréa Sobreira, 42, e toda a família foram infectadas: esposo, um filho, três filhas e uma neta. “Meu marido começou a apresentar os sintomas do vírus. Fez o exame e testou positivo, então isolaram-no. Nos dias seguintes, minha filha e eu começamos a apresentar sintomas. No começo, senti cansaço, moleza, dor no corpo, mas sem febre. Porém, as outras pessoas da minha família apresentaram mais sintomas. Todos fizeram o teste e deu positivo”, conta. “Depois de 10 dias com a doença, comecei a sentir muita febre, fortes dores no quadril, nas pernas, não conseguia andar. Ficamos em quarentena justamente por 40 dias”, diz.

Após dois meses de curada, Andréa começou a sentir dores no peito, nas costas e taquicardias. “Fiz uma tomografia e mostrou que eu tinha uma cicatriz no pulmão. O médico me falou que esse problema começou apresentar uma infecção pulmonar. Passaram algumas medicações e me encaminharam a um pneumologista para começar o tratamento. Mas, iniciei a fisioterapia respiratória”, relata.

Uma das filhas de Andréa, uma bebê de 1 ano, testou positivo para covid duas vezes após fazer exame PCR, mas é importante esclarecer que não se trata de reinfecção. O primeiro diagnóstico positivo da bebê foi em 27 de abril. Em 18 de maio, 21 dias depois, ao refazer o teste, o vírus continuava circulando no organismo da criança. “Ela teve febre, muito enjoo e o mesmo problema gastrointestinal que tive, não foi diarreia, mas o empedramento do intestino, as fezes estavam muito duras”, conta Andréa.

A infectologista Joana d’Arc Gonçalves explica a situação. “A gente considera como reinfecção com o intervalo de, pelo menos, três meses após o primeiro teste. Algumas pessoas ficam com o teste positivo por um período prolongado, não porque ela esteja doente, transmitindo ou que esteja reinfectada. Isso acontece porque o vírus entra pela via respiratória superior e ficam alguns fragmentos virais, só depois de um período que eles passam”, esclarece.

O novo coronavírus afeta, também, o psicológico de quem conviveu com a doença. Esse é o caso do André Sobreira, 42, militar da Marinha e esposo de Andréa. “Meu marido sempre foi uma pessoa centrada. Mas, durante a covid, aumentou a preocupação com o futuro da família infectada, e isso causou problemas psicológicos em André”, revela Andréa.

A terapeuta ocupacional Michelle Carneiro explica “os pacientes podem se sentir confusos, amedrontados, ansiosos, levando reações que podem ser leves e passageiras, mas também extremas, como desenvolver um estresse pós-trauma, transtorno de ansiedade e depressão”, aponta.

Principais sintomas
De acordo com o Ministério da Saúde não há, até o momento, uma lista oficial consolidada com as principais sequelas da covid-19. Os profissionais de saúde responsáveis pelo paciente devem fazer, caso a caso, o monitoramento do comprometimento pulmonar ou vascular, por exemplo.

Mas, o pneumologista Paulo Feitosa, chefe da unidade de pneumologia do Hospital Regional da Asa Norte (Hran), aponta os sintomas mais comuns. “A complicação mais recorrente é a fibrose pulmonar nos pacientes que têm a forma mais grave da doença”, conta. “Alguns pacientes reclamam de fadiga, fraqueza muscular de forma permanente, mesmo com a função pulmonar normal.

Tem alguns que reclamam do aumento de uma dor crônica. Por exemplo, quem tinha enxaqueca passa a ter mais enxaqueca. Outros podem desenvolver distúrbios psiquiátricos ou deficit cognitivo. Além de sequelas vasculares periféricas”, completa Paulo. Ainda de acordo com o especialista, pacientes podem ter alterações cardíacas importantes, inclusive, inflamação do músculo cardíaco.

* Estagiário sob a supervisão de José Carlos Vieira

DF lidera taxa de mortes
Números recentes do Ministério da Saúde mostram que há razões para manter a preocupação e os cuidados em relação à situação epidemiológica do DF. A capital do país aparece nos últimos boletins da covid-19 como a unidade da Federação com maior número de mortes proporcionalmente à população. São 103,8 óbitos a cada 100 mil habitantes, números que ultrapassaram o Rio de Janeiro, que tem, nos dados de ontem, 103,1 mortes a cada 100 mil pessoas. Os dados levam em conta a população estimada em julho de 2019 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que mostra a capital com população estimada em 3 milhões de moradores. Para especialistas, analisar o contexto da pandemia é complexo e deve ser feito com levantamentos diversos, mas esta taxa de mortalidade é essencial para conhecer a realidade atual.

A Secretaria de Saúde lembrou, em nota oficial, que “historicamente o DF recebe pacientes de outras unidades da Federação, principalmente do Entorno, o que pode ser observado no número absoluto de óbitos ocorridos e óbitos em residentes”. A pasta também afirmou que “a estratégia da Diretoria de Vigilância Epidemiológica do DF para captar óbitos tem sido bastante eficiente, garantindo que quase a totalidade dos óbitos suspeitos e confirmados seja avaliada pela equipe de vigilância”.

Boletim
O DF registrou ontem mais 705 casos de pessoas contaminadas pelo novo coronavírus, em 24 horas, e atingiu o total de 186.054 infectados — 174.838 (94%) recuperados e 8.068 com a doença ativa. O número de mortes também aumentou, com 3.148 registros. Apenas ontem foram notificados mais 17 óbitos, entre 5 de agosto e 23 de setembro. A maioria das vítimas era do sexo feminino, com faixa etária de 50 a 59 anos e apresentava comorbidades.

Duas perguntas para
Juliana de Souza, professora da UnB e mestre em infectologia

O que é considerado sequela da covid-19 e quais são as mais comuns?
A pesquisa refere-se a pacientes que tiveram formas graves, críticas de covid, então são abordados pacientes que necessitem de hospitalização, muitos deles de intubação, alguns de hemodiálise. Neste grupo de pacientes é esperado sequelas pulmonares, dependência de oxigênio suplementar, evolução para doença renal crônica. Além de perdas de massa muscular decorrente a internação prolongada.

É importante avaliar, também, alterações emocionais como ansiedade e depressão. Além disso, será avaliada a capacidade para retorno para atividades anteriores, tanto social quanto emprego. Se houve permanência, necessidade de mudança de atividade ou até perda de emprego.

Há conhecimento suficiente para dizer se essas sequelas são reversíveis ou permanentes?
A capacidade de reversão da sequela está relacionada à saúde prévia dos pacientes. Esperamos que paciente jovens e com menos comorbidades tenham menos sequelas.

Fonte: https://www.correiobraziliense.com.br

Agências do trabalhador oferecem 305 vagas de emprego

Há oportunidades para técnicos em enfermagem, padeiro, fiscal de loja, e operador de caixa. Salários variam de R$ 600 semanais a R$ 3 mil mensais, mais benefícios

As agências do trabalhador no Distrito Federal oferecem 305 vagas de emprego para terça-feira (8/9). São oportunidades para pessoas de todos os níveis de escolaridade, que tenham ou não experiência, e os salários variam de R$ 600 semanais, a R$ 3 mil mensais, mais benefícios.

A maioria das vagas, é voltada à área de saúde. Há espaço para 116 técnicos em enfermagem, das quais seis ofertam salário de R$ 1.444; outras 10 pagam R$ 1.045; e o restante, remuneração de R$ 2 mil.

Há ainda quatro vagas para auxiliar técnico em laboratório, e uma para técnico de laboratório. Para ambas, é preciso ter concluído o Ensino Médio. Os salários são de R$ 1.045 para o auxiliar, e R$ 1.860 para o técnico.

Com experiência
Também são oferecidas 10 vagas para sushiman, uma para padeiro, e uma para confeiteiro. É exigido Ensino Fundamental completo, e as remunerações vão de R$ 1,3 mil a R$ 1,6 mil, mais benefícios.

Quem tem experiência no comércio pode procurar uma das 16 vagas para vendedor pracista, supervisor de vendas de serviço, uma de gerente de mercado, uma para gerente comercial, quatro para fiscal de loja, sete para operador de caixa, e três para encarregado de hortifrutigranjeiros.

Para se candidatar, é preciso estar dentro do perfil solicitado e procurar uma das agências do trabalhador, de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h. Devido à pandemia do novo coronavírus, apenas 15 das 18 unidades fazem o atendimento presencial. O aplicativo Sine Fácil, também disponibiliza o serviço.

*Com informações da Agência Brasília

Fonte:  https://bit.ly/3h5ywob

Covid-19: taxa de transmissão brasileira volta ao nível de descontrole

Com o fechamento da semana 36, o Imperial College avaliou que a Rt está em 1, ou seja, cada infectado transmite a doença para mais uma pessoa.

A taxa de transmissão (Rt) da covid-19 no Brasil subiu esta semana e voltou aos patamares de descontrole da doença. Na nova avaliação do Imperial College de Londres, o índice é de 1, ou seja, está no limiar dos níveis de descontrole. Isso significa que cada infectado transmite a doença para mais uma pessoa.

Na avaliação anterior, o país registrou a menor marca desde a intensificação da pandemia, com Rt em 0,94, mas não conseguiu manter a queda. Índices de 1 para cima indicam descontrole da transmissão e, com isso, o Brasil volta ao rol de nações com a doença sendo considerada ativa.

Até agosto, o Brasil chegou a ficar por 16 semanas consecutivas com Rt acima de 1, sendo o país da América Latina com mais longa permanência nos altos patamar de transmissão. O status do contágio continua sendo considerado lento a estagnado.

Este é um dos indicadores que ajuda no controle da epidemia, mas, para se manter baixo, precisa estar alinhado com outros elementos, como números de novos casos e óbitos, taxa de ocupação de leitos, e dados de Síndrome Respiratória Aguda Grave (Srag).

No rol dos 72 países avaliados, o Brasil tem a 35ª maior taxa de contágio, uma piora de 12 colocações em relação a semana passada. Não há países da região latino-americana entre as cinco piores marcas de transmissão essa semana.

Mesmo diminuindo a taxa de 1,32 para 1,20, o Paraguai está com a pior marca entre os países da região, seguido pela Argentina, que, esta semana, registrou aumento na Rt de 1,09 para 1,17. Também com a transmissão sendo considerada descontrolada na América Latina estão: República Dominicana (1,13), Bolívia (1,07), Honduras (1,06), Costa Rica (1,04), Chile (1,02), Venezuela (1,02) e Brasil.

Fonte: https://bit.ly/3bBSXIe