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2º Fórum - A violência Urbana e o Futuro do DF |
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Jornal de Brasília OBJETIVOS: Avaliar, depois de um ano da sua realização, a questão da violência urbana no DF e no Entorno. O que mudou de abril de 2007 até hoje? Como estão sendo aplicadas as novas leis que reprimem o álcool, vetor de acidentes de trânsito e crimes.Vamos discutir com representantes do GDF, do governo de Goiás e da sociedade civil o futuro do DF e a questão da violência, do surgimento de bolsões de violência e de como acabar com os que hoje existem. Reavaliar a Carta do Fórum, documento entregue às autoridades, e rediscuti-lo um ano depois. PRESENÇAS A CONFIRMAR: Secretário de Segurança do DF – CÂNDIDO VARGAS Secretário de Justiça e Cidadania do DF – PAULO CASTRO (adjunto) Secretário de Esportes – AGUINALDO DE JESUS Comandante da Polícia Militar – ANTONIO CERQUEIRA Diretor da Polícia Civil – CLÉBER MONTEIRO FERNANDES Representante da Segurança do Entorno – Representante de ONG – UnB – professora ANA MARIA NOGALES COBERTURA JORNALÍSTICA Tudo que for discutido e proposto durante o Fórum, será publicado no Jornal de Brasília diariamente por 3 dias consecutivos no formato de 1 página standard. Veiculação: de 28, 29 e 30 de agosto 2008 2º Fórum - A violência Urbana e o Futuro do DF Data: 27 de agosto de 2008 (quarta-feira) Local: UPIS |
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Ítalo, irmão de Kelvi, começou a tomar o Óleo de Lorenzo. Medicamento retarda sintomas da doença rara e fatal. Defensoria Pública luta para o governo pagar o tratamento Marcelo Abreu Da equipe do Correio Fotos: Carlos Vieira/CB/D.A Press |  | | |
|  | No hospital, com Ítalo, que bebeu o óleo ontem pela primeira vez. Kelvi beija o irmão, que está no Hras, e torce para que ele fique bom logo
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|  | Kelvi vem reagindo bem à nova fase de sua vida após receber doses do Óleo de Lorenzo: planos de voltar a estudar e a jogar futebol
| | | Tarde de quarta-feira, 14h30. Kelvi, de 5 anos, chega ao quarto do hospital e olha o irmão fixamente. Toca-o com carinho no braço. Depois o beija na testa. É beijo de quem gosta. Quer que ele levante dali, pra brincar de pique-esconde e pique-pega. Mas Ítalo, 8, de bermuda laranja e camisa verde, não responde. Na verdade, o irmão mais velho de Kelvi não anda, não fala nem ouve mais. Há oito meses, jogava futebol, empinava pipas e era o melhor aluno da sala. Mas ainda há esperança. Não de cura, mas de que os sintomas danosos da doença cessem. Pelo menos retardem mais um pouco.
Kelvi também tem a mesma doença. Começou a arrastar a perninha direita e tem reclamado de alguma coisa que o impede de enxergar. Apesar de tudo, essa ainda é uma história de esperança. E de como qualquer fiapo de esperança pode representar um milagre. Na verdade, milagres têm o tamanho do que se possa dar a eles.
No Dia dos Pais, 10 de agosto, Kelvi começou a tomar um remédio que pode fazer com que os sintomas demorem a comprometer sua vida. Passou a arrastar menos da perna. A visão ficou menos escura. Kelvi tem esbarrado menos nas coisas pela casa. E já disse à mãe: "Vou tomar o remédio pra ficar forte e crescer do tamanho do céu". Há dois dias, no Hospital Regional da Asa Sul (Hras), onde está internado há pouco mais de um mês, Ítalo tomou pela primeira vez o mesmo remédio. Uma tia que passou a noite toda com ele — enquanto a mãe, exausta, descansava em casa — testemunhou, com alegria na voz, o que viu: "Ele não chorou nem ficou agitado. Até a febre passou".
A doença é tão rara que existem apenas oito casos dela em todo o Brasil. Na quinta-feira passada, o Correio contou, com exclusividade, o drama dos dois irmãos de Santo Antônio do Descoberto (GO) — cidade do Entorno goiano, a 50km do Plano Piloto. Ítalo e Kelvi têm adrenoleucodistrofia (ADL), doença rara e letal que destrói o sistema neurológico. E o medicamento que ambos passaram a tomar na tentativa de amenizar os sintomas do mal foi revelado no filme O Óleo de Lorenzo, que emocionou platéias pelo mundo inteiro, em 1992.
No filme, estrelado por Susan Sarandon e Nick Nolte, baseado numa história real, os pais de Lorenzo não se conformaram com o diagnóstico dos médicos. Mais do que isso: não aceitaram o tempo de vida que deram ao menino, então com 6 anos. Mergulhados em bibliotecas e vasculhando livros, Mickaela e Augusto Odone estudaram tudo sobre a rara doença. Descobriram um remédio que podia retardar o pior. Mas esbarraram no preconceito, na desinformação e na impaciência daquela gente de jaleco branco, que, na sua total arrogância, não os escutou.
A alegação para não reconhecer o remédio era de que não havia comprovação científica. Lorenzo, que não chegaria à adolescência, segundo esses próprios médicos, morreu de pneumonia, no dia 30 de maio deste ano, aos 30 anos. Hoje, alguns cientistas são categóricos: o Óleo de Lorenzo não traz a cura da doença, mas pode ajudar na estabilização dos sintomas.
E a batalha de Edilson da Silva Urany, de 28 anos, e de Denise Araújo Cardoso, 27, pais de Ítalo e Kelvi, também tem sido grande. Peregrinaram por quase todos os hospitais públicos e alguns particulares do DF. Primeiro, veio o diagnóstico terrível. Depois, a batalha para buscar a melhor conduta. Uma médica do Hospital Anchieta lhes falou pela primeira vez do filme O Óleo de Lorenzo. Aconselhou-os a assistir. Eles se enxergaram nos pais de Lorenzo. Choraram. E também se encheram de esperança. Descobriram que em São Paulo uma distribuidora importava o medicamento dos Estados Unidos e do Canadá.
Mas esbarraram no primeiro golpe: não podiam comprar o remédio. Um frasco de 500ml do óleo custa R$ 591. E dá apenas para duas semanas. Edilson é balconista de farmácia, ganha R$ 700 por mês. Denise é dona-de-casa. Uma endocrinologista do Hospital Universitário de Brasília (HUB) lhes disse, comovida: "Se fosse meu filho, eu daria o Óleo de Lorenzo". Denise chorou. Sabia que não teria condições de comprar. A rede de saúde pública do DF não dá a medicação. Outra médica, de um hospital público — na sua prepotência e insensibilidade assustadoras — desdenhou, sem meias palavras: "Pra que fazer o Estado pagar medicamento tão caro? Não vai adiantar mesmo. É desperdício…"
O balconista de farmácia e a dona-de-casa contaram com a ajuda daquela gente simples de Santo Antônio Descoberto. A comunidade se juntou e fez bingos, rifas, torneio de futebol beneficente. Até a igreja colaborou. Edilson e Denise conseguiram comprar dois fracos do Óleo de Lorenzo. Há 20 dias, Kelvi, que apresenta sintomas mais brandos da doença, começou a tomar o remédio. Na noite de quarta-feira, receitado pelo neuropediatra do Hras Sérgio Henrique Veiga — que acredita na vida e prometeu aos pais que daria o óleo para os dois —, Ítalo também iniciou o tratamento.
Justiça Há uma semana, o telefone dos pais de Ítalo e Kelvi não pára de tocar. A ajuda vem de todos os lados. "É de Brasília, do Entorno e até de outros estados", diz o pai. "Eu nunca pensei que as pessoas fossem ainda tão boas. A gente não sabe nem como agradecer. É a prova de Deus". As doações em dinheiro na conta não cessaram. Junto com tanta solidariedade, uma boa notícia — A Defensoria Pública do Distrito Federal entrou na história.
A defensora Emmanuela Furtado, 37, ajuizou ação contra o GDF para o governo arcar com as despesas do remédio."Eu fiquei constrangida quando o pai, aqui na minha frente, ainda me agradeceu, humildemente. É um direito da família, um dever do Estado", reflete, comovida, Emmanuela. No fim da noite de ontem o GDF informou que, apesar de não ter registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), vai autorizar a compra do medicamento. A ação já chegou à mesa do juiz Rômulo de Araújo Mendes, da 5ª Vara de Fazenda Pública, para que ele se pronuncie sobre o caso. "Se a gente receber o óleo do governo, todo o dinheiro que as pessoas depositaram na nossa conta será usado para adaptar o quarto do Ítalo, quando ele tiver alta, e deixar parecido ao do hospital", informa o pai. A mãe, resignada, desabafa: "Não importa como ele vai voltar. A gente só quer que ele viva do nosso lado o tempo que Deus quiser". Kelvi faz planos para quando Ítalo voltar: "A gente vai jogar futebol na escolinha, né, mãe?". Ela responde que sim. Ele acredita nela. No hospital, Kelvi beija o irmão. Pede baixinho pra ele conversar. Milagres são do tamanho do que se quer sentir. Ou viver.
SOLIDARIEDADE Contato com Edilson, pai de Ítalo e Kelvi — (61) 8414-5562. Eu nunca pensei que as pessoas fossem ainda tão boas. A gente não sabe nem como agradecer. É a prova de Deus  | Edilson, o pai Não importa como ele vai voltar. A gente só quer que ele viva do nosso lado o tempo que Deus quiser  | Denise, a mãe |
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Marquinho tinha 16 anos quando foi assassinado a socos, pontapés e golpes de artes marciais por uma gangue de jovens de classe média da Asa Norte, às 5 horas da tarde do dia 10 de agosto de 1993, na SQN 316, onde morávamos. Foi pura maldade e covardia: nos julgamentos, os criminosos confirmaram que sequer o conheciam - dois disseram que o conheciam apenas de vista, na escola, e que nada tinham contra ele, que era um menino que não brigava. Cinco dos assassinos eram menores de idade e cinco, maiores. Um dos menores fugiu e jamais foi encontrado. Todos os outros, condenados,cumpriram pena, mas rapidamente saíram da cadeia. Um dos menores cometeu novo homicídio e um dos maiores, estelionato. O menino pacífico que mesmo assim foi cruelmente morto cresceu encantando a todos com sua alegria, seu carinho, sua lealdade, sua bondade. Sua melhor amiga, Lálida, traduziu perfeitamente o profundo amor que deixou em todos nós na seguinte mensagem: Continuaremos nos lembrando de você como alguém importante que marcou nossas vidas e nos ensinou a sermos felizes e vivenciarmos os bons momentos, e a sermos fortes e unidos diante das dificuldades. Olhe por nós. Texto de Valéria de Velasco. |
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Senado tipifica crimes na internet |
Érica Montenegro Da equipe do Correio | Carlos Vieira/CB/D.A Press - 4/4/08 |  | Cristina Del’Isola sofreu com a divulgação de fotos da filha na rede
| | | O Senado aprovou projeto de lei que tipifica 13 crimes cometidos na área da informática, incluindo delitos que passaram a existir somente a partir da popularização da internet. Na lista de novos crimes, está a distribuição por meio eletrônico de fotos pessoais sem autorização. A sessão de ontem foi acompanhada pela família da estudante Maria Cláudia Del’Isola que, no início do ano, sofreu com uma situação desse tipo. Por e-mail, os Del’Isola receberam fotos da necropsia realizada no corpo da moça assinada em 2004. “Entramos na luta para evitar que outras pessoas passem por essa situação absurda”, comentou Cristina, mãe da estudante. Os responsáveis pela distribuição das fotos foram encontrados, mas não receberam punição porque não havia legislação sobre o tema.
Antes de virar lei, o projeto que tipifica os crimes cibernéticos voltará para a Câmara dos Deputados, onde novas discussões prometem prolongar o debate. Criada em 2003, a proposta de criar regras para a internet recebeu dezenas de emendas desde então. A versão aprovada ontem altera seis leis, entre elas o Código Penal, o Estatuto da Criança e do Adolescente e a Lei Afonso Arinos, que trata da discriminação racial. A dificuldade é criar regras sem desvirtuar o ambiente libertário que caracteriza a internet.
Além do repasse de fotos sem autorização, o projeto de lei tipifica crimes o fishing (roubo se senhas para ter acesso a contas bancárias), a distribuição de vírus e o ato de baixar arquivos sem autorização dos titulares. Na lista de delitos eletrônicos, também entraram armazenar imagens com conteúdo pedófilo, falsificar documentos públicos e particulares e promover a discriminação de raça ou de cor no ambiente virtual. “É um projeto que penaliza os maus usuários, os que se valem dos recursos tecnológicos para a prática de crimes”, comenta o senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG), relator da versão aprovada ontem à noite.
O senador Aloizio Mercadante (PT-SP), que acrescentou dez emendas ao projeto, reforça que a proposta contribui para tornar a internet um ambiente mais seguro. “Na verdade, a redação dos artigos apenas faz adaptações de crimes já descritos. Com isso, tentamos tornar mais fáceis o trabalho da polícia e da Justiça”, afirmou. Um exemplo citado por ele é o artigo que trata da pedofilia na rede. O texto incluiu o ato de “armazenar” fotos de conteúdo pedófilo como prática criminosa. “Atualmente, apenas a distribuição ou comercialização das imagens constitui crime. Isso torna o combate aos pedófilos mais difícil na etapa de produção de provas”, explica.
Absurdo Entre os usuários da rede existe o temor de que as regras acabem com o trânsito livre de informações. Atos que são prática corrente dos internautas como, por exemplos, baixar e trocar arquivos de músicas, textos e vídeos se transformarão em crimes caso eles não tenham a autorização para fazer isso. “A internet precisa de uma regulamentação civil e não de uma lei criminal. Ao generalizar o que é dinâmico, os legisladores entregam o destino da internet brasileira nas mãos dos juízes criminais”, afirma Ronaldo Lemos, diretor do Centro de Tecnologia e Sociedade da Escola de Direito da Fundação Getúlio Vargas (FGV), do Rio de Janeiro. Até os links (endereços eletrônicos que remetem a outros sites) estariam proibidos. “Se um site não quer que seu conteúdo seja linkado, o usuário que não respeitar a regra estará praticando um crime. É um absurdo ou não?”, provoca Ronaldo Lemos. Segundo ele, em apenas uma semana, 14,8 mil pessoas assinaram uma petição online contra o projeto de lei. Reply | | Forward | | | |
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No dia 12 de dezembro, Brasília amanheceu diferente: um caminho de esperança se abriu para toda a sociedade que tem a possibilidade de um novo sonhar. Com uma decisão justa e necessária os algozes, cruéis e frios assassinos, de Maria Cláudia de Siqueira Del'Isola, receberam nas primeiras horas daquela quarta-feira a sentença dada pelo brilhante juiz João Egmont. O criminoso Bernardino do Espírito Santo foi condenado a 65 anos de reclusão e sua comparsa Adriana de Jesus, teve mantida a pena 58 anos. Inicia-se, assim, uma nova esperança para o cidadão de bem a partir da justiça feita por Maria Cláudia. Um importante passo foi dado, para os enfrentamentos futuros nesta busca de valorização da vida, para afastarmos de uma vez por todas a impunidade e conseqüentemente sua aliada fatal, a violência. No caminho percorrido até aquela madrugada, contamos com o inestimável apoio de familiares, amigos, pessoas conhecidas ou não, profissionais da imprensa, que com o rigor que lhes é exigido de dizer somente a verdade, acompanharam o caso com a isenção precisa; além de membros da sociedade que se aliaram a nós em todos os momentos em que realizamos atividades para pedir apoio aos nossos objetivos; dos jurados que souberam entender a barbaridade cometida, e do Ministério Público, representado pelo também brilhante Promotor, Maurício Miranda e sua assistente de acusação e profissional exemplar, Dra. Magda Montenegro. Nosso maior agradecimento é ao Glorioso Pai e à Boa Mãe que estiveram conosco em todos os instantes dando-nos a força necessária para não esmorecer um segundo sequer.
"Hoje é um novo dia de um novo tempo que começou..."
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