Homem que atacou corretora na Asa Sul vai a júri popular


Thiago Dantas Tizon de Oliveira será julgado pelo júri popular por tentativa de homicídio duplamente qualificado cometida contra uma corretora de imóveis em novembro de 2017. O julgamento ainda não tem data marcada.

“Tendo a instrução processual revelado indícios de autoria por parte do acusado, inclusive no que se refere à qualificadora do motivo fútil e do recurso que dificultou a defesa da vítima, confirmando em tese o que restou apurado na fase inquisitiva, e estando comprovada a materialidade do crime, impõe-se seja o caso submetido ao júri popular desta circunscrição”, decidiu o juiz do Tribunal do Júri de Brasília, Evandro Moreira da Silva.

Memória
A vítima contou que o homem a atacou dentro de um apartamento na 412 Sul. Segundo o depoimento, Tizon se passou por um cliente interessado em um imóvel. Ela relatou que pressentiu “algo ruim”. “Ele disse que queria mostrar o apartamento para a noiva e pediu 20 minutos até que ela chegasse. Depois, contou que ela não conseguiria vir e pediu para tirar umas fotos do imóvel”, completou.
Desconfiada, a corretora deixou a porta entreaberta e manteve contato visual com o homem durante toda a visita: “Mas, no único momento que me virei de costas, para abrir a persiana da sala, fui surpreendida com dois golpes de martelo na cabeça”.

Machucada, assustada e ainda em pânico, a corretora afirmou que sentiu a primeira martelada na lateral de sua cabeça. Em seguida, teria recebido mais cinco golpes na cabeça e um no braço, quando ela tentava se defender de alguma forma.

Depois de agredi-la, teria tido que “a mataria de qualquer jeito”. Segundo a mulher, a frase foi dita repetidas vezes, enquanto o algoz a martelava na cabeça e rasgava suas roupas.

Versão do autor
Thiago Tizon contou na delegacia que não sabia o motivo pelo qual atacou a corretora com um martelo. Afirmou que costumava carregar a ferramenta porque também trabalha como corretor e a usa para pregar faixas pela cidade. O autor explicou que procurava um apartamento para comprar e se interessou pelo imóvel anunciado.

Disse que chegou a chamar a namorada para participar da visita ao imóvel, mas ela não apareceu. Thiago relatou ter pedido permissão para tirar algumas fotografias do apartamento, para mostrar à parceira, mas, inesperadamente, “decidi agredir” a corretora. Ele negou para os policiais que teria tentado estuprá-la: “As roupas se rasgaram quando tentei segurá-la”.

Site: www.metrópoles.com

Morre em Brasilia a jornalista Valéria de Velasco

A jornalista Valéria de Velasco trabalhou no Correio Braziliense na década de 1980. Ela deixa três filhas, cinco netos e um bisneto

A jornalista Valéria de Velasco morreu, na madrugada desta terça-feira (17/4), vítima de um aneurisma na aorta abdominal sofrido há 12 dias. Com vasta carreira no jornalismo e respeitada pela qualidade dos textos, Valéria fazia (faz) parte de um seleto grupo de pessoas que pensam e escrevem em favor do humanismo – tão distante das commodities jornalísticas de hoje em dia. A sua ferramenta era a vida, principalmente a dos excluídos, dos invisíveis da sociedade. Como dizia: “jornalismo é para mudar vidas”.

Trabalhou no Correio Braziliense na década de 1980 e depois, por mais de uma década, nos anos 2000, ajudando a novos repórteres com sua voz suave, sem nunca alterá-la, como se fosse um mantra. Nos últimos meses, estava como colaboradora da Revista do Correio, era ela quem dava o verniz às reportagens, era ela quem sugeria as pautas mais perto do coração. Ela era assim: humana, humilde e poderosa.

Jamais fugiu à luta diante dos desmandos e desmantelos sociais. Defendeu a Justiça, nunca o justiçamento; defendeu a conscientização, nunca o ódio. Criou o Convive (Comitê Nacional de Vítimas de Violência) depois de perder o filho Marco Antônio Velasco, o Marquinhos, espancado até a morte por uma gangue que se denominava Falange Satânica, formada por jovens de classe média, um crime que abalou a cidade no início dos anos 1990.

Valéria, nascida em 11 de setembro de 1944, deixa três filhas, cinco netos e um bisneto. Foi ao encontro de Marquinhos. A família ainda não divulgou as informações sobre o velório e o sepultamento.

Mulher forte
Em nota, o governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg, lamentou a morte da jornalista, ressaltando que Brasília perdeu uma de suas mais notáveis e fortes figuras da cidade. “A jornalista Valéria de Velasco nos deixa a imagem de uma profissional competente, séria, mas principalmente a de uma mulher forte que enfrentou as agruras da vida com coragem e determinação. Se tornou, na adversidade de uma perda trágica de um filho, militante ativa contra a violência em Brasília. Meus pêsames à família e aos amigos, com minhas orações a todos”, afirmou o governador.

A arte do amparo
Há um poema lindo de Antônio Cícero chamado Guardar. Compartilho um trecho: “Guardar uma coisa não é escondê-la ou trancá-la / Em cofre não se guarda coisa alguma / Em cofre perde-se a coisa à vista / Guardar uma coisa é olhá-la, fitá-la, mirá-la por admirá-la, isto é, iluminá-la ou ser por ela iluminado / Guardar uma coisa é vigiá-la, isto é, fazer vigília por ela, isto é, velar por ela, isto é, estar acordado por ela, isto é, estar por ela ou ser por ela / Por isso melhor se guarda o voo de um pássaro / Do que um pássaro sem voos…”

Sou uma pessoa de sorte. Tenho o que guardar. Guardo gente, mas não as tranco, nem as escondo. Tenho ao meu lado amigos com raras qualidades. Observá-las no decorrer da vida tem sido um exercício de aprendizado. Algo como aulas de caráter, dignidade, bondade, empatia. Tenho isso de graça, talvez por graça divina. O que pode haver de melhor? Passear pela vida de braços dados com seres iluminados, porém humanos e palpáveis, é caminhar na luz. A cada dia, persisto na ideia de compartilhar o mundo com as melhores companhias. Hoje, quero falar de uma delas: Valéria Velasco.

Nossas vidas se cruzaram há exatos 31 anos. Ela, uma respeitada e premiada editora de revistas e jornais; eu, uma retirante pernambucana dando os primeiros passos no jornalismo brasiliense. Somos cúmplices na dor e no amor. Testemunhas de momentos intensos na vida de uma e outra. Companheiras de trabalho, que se guardaram mutuamente a cada mudança de posto e de porto. Acima de tudo, parceiras num mundo que esbanja crueldade e carece de mãos amigas. Valéria tem uma especialidade: a capacidade de amparar. A mão dela não vacila. O gesto de esticá-la sempre na direção de quem necessita é traço de sua personalidade.

A mão, o colo, o ombro de Valéria são patrimônios quase públicos, tamanha a sua disponibilidade de socorrer qualquer um, sobretudo naqueles dias que não têm 24 horas. Sim, há dias que duram uma vida: nove meses de uma gestação de risco, temporadas de perrengues financeiros, a morte de um filho e tantas outras perdas e inconstâncias da nossa existência. Em dias, semanas, meses, anos extremamente cinzentos, vi Valéria abrir caminhos na Justiça; horas na agenda; abrir a casa; e abrir os braços para os abraços mais necessários e aconchegantes que alguém pode ganhar. Guardo testemunhos em série sobre sua generosidade.

Minha amiga conhece como ninguém a arte do amparo, tão rara e cara nesse mundão truculento de hoje. Este texto não é apenas sobre Valéria, nem sobre amigos, nem sobre guardar o que precisa ser guardado e jogar fora todo o resto. Este texto é sobre reconhecimento. Precisamos falar sobre o que é bom e sobre quem faz o bem. O que você guarda? Quem você guarda? Aqui, nas minhas preciosas caixinhas, guardo Valéria. Mas ouso compartilhar suas qualidades, sem medo, porque ela merece e porque todos devem saber.

Sommelier realiza cursos em Brasília sobre azeites premium

Sommelier de azeites Paulo Freitas, graduado por duas instituições italianas, estará na cidade e ministrará palestras sobre azeites premium

Promover a cultura do azeite no país é um dos principais objetivos de vida de Paulo Freitas. O sommelier de azeites ou em italiano, assaggiatori di olio, realiza palestras sobre o assunto em vários estados Brasileiros e fora do país. É professor convidado nos principais cursos de gastronomia do Brasil, além de ser consultor de empresas nacionais e multinacionais de azeites e foi o revisor técnico do livro “Guia Ilustrado Zahar de Azeites”.

Neste mês, a convite da presidente da Eixo Cultura, Margarete Malvar, que está à frente da empresa focada em experiências culturais, Paulo Freitas estará na cidade para promover, entre os dias 24 e 26 de abril eventos sobre azeites premium. Ele ocorrerá em três momentos, em dias diferentes, confira abaixo.

Paulo Freitas

Jantar com menu degustação

No dia 24, terça-feira, às 20h, haverá no Restaurante Ouriço, localizado no Lago Sul, um jantar com menu degustação. Simultaneamente será realizada uma palestra que irá mostrar aos participantes os tipos de harmonizações que podem ser feitas. Há 30 vagas, o jantar sem bebidas sairá no valor de R$ 280.

Os azeites que serão degustados:

– Oro del Desierto (orgânico) – Espanhol
– Il Genio – Italiano
– Caixeiro – Português
– Olibi – Brasileiro
– Goccia Umbra Limão – Italiano

Confira o menu do Restaurante Ouriço:

Entradas:
– Bruschetta de camarão ou
– Tartare de atum

Pratos principais:
– Risoto de camarão ou
– Peixe do dia

Sobremesa:
– Brownie, caramelo e sorvete.

Curso com aula de harmonização

Na quarta-feira, dia 25, às 19h, o sommelier ministrará um curso de “Introdução ao mundo dos azeites” no Senac da 903 Sul. Será um evento com duas horas e meia de duração. Na ocasião os presentes irão harmonizar azeites com diferentes tipos de queijos e pães artesanais, respectivamente da Apulia Queijos e Mozzarella Artesanais Italianos e a Le Pain Rustique. Há 40 vagas e o curso será no valor de R$ 150.

Os azeites que serão degustados:
– Oro del Desierto (orgânico) – Espanhol
– Il Genio – Italiano
– Caixeiro – Português
– Olibi e Fazenda Irarema – Brasileiro
– Goccia Umbra Limão – Italiano

Palestra, harmonização e degustação de empratados

Na quinta-feira, dia 26, às 19h, o encontro ocorrerá no empório gourmet Eu Chef, que fica na 408 Sul. Durante o evento será servido empratados em pequenas porções, preparados pelos chefs Kalene Morais e Jomar Antunes, que serão harmonizados com azeites vendidos no próprio empório. Simultaneamente Paulo Freitas ministrará uma palestra sobre harmonização e haverá degustação de azeites. Há 20 vagas, o curso será no valor de R$ 120,00.

Empratados que serão servidos:
– Risotto
– Carne de cordeiro
– Sorvete

Os azeites que serão degustados:
– Don Eladio – Uruguaio
– San Domenico – Italiano
– Santini – Italiano
– Azeite à Laranja – Italiano

Serviço
Dia 24/04, às 20h, 30 vagas
Restaurante Ouriço:
Lago Sul – SHIS QI 21, Bloco D, Loja 44.
Jantar menu degustação, sem bebidas, e palestra.
Valor: R$ 280,00

Dia 25/04, às 19h, 40 vagas
Faculdade Senac DF – SEPS 703/903 Sul – Asa Sul – Auditório.
Curso de 2h30 com harmonização com pães artesanais e queijos.]
Valor: R$ 150,00

Dia 26/04, às 19h, 20 vagas
Eu Chef – 408 Sul, Bloco D, Loja 11.
Harmonização de empratados e palestra.
Valor: R$ 120,00

Inscrições e dúvidas:
Telefone: (61) 9982-6666 / (61) 99981-3388
E-mail: contato@eixocultura.com.br
Site: www.eixocultura.com.br

 

Justiça proíbe venda de animais nas ruas do DF


A Vara de Meio Ambiente do Distrito Federal proibiu a exibição e a venda de animais domésticos nas ruas do Distrito Federal. A decisão liminar (provisória) foi publicada na noite desta quinta-feira (5) e inclui o comércio praticado, por exemplo, nas imediações da Feira dos Importados.

Quem descumprir a determinação judicial está sujeito à multa de R$ 10 mil. Na sentença, não há qualquer menção às feiras e eventos para adoção de pets – por isso, esses eventos continuam liberados.

A medida foi proferida em uma ação popular ajuizada por uma moradora de Brasília contra a prática ilegal. Cabe recurso.

Segundo a autora, “ano após ano, nos sábados e domingos, infalivelmente, perpetua-se no DF a venda de animais domésticos”, o que contraria leis distritais e federais.

Cães são vendidos dentro de porta-malas em feira no DF

Ao proibir a venda dos pets, o juiz disse reconhecer a legalidade da decisão, já que desde 2014 o Código de Saúde do Distrito Federal não permite a venda de animais domésticos em vias públicas da região.

Para o magistrado, cabe aos órgãos públicos competentes, “cumprir com suas funções institucionais” em casos que necessitem a proteção ambiental. O responsável pela decisão afirma que os animais são maltratados com o “escandaloso comércio ilícito”, realizado à luz do dia, “em plena via pública”. Ele também fala em riscos à saúde humana e de cães e gatos, por exemplo.

Além disso, a Justiça do DF determinou a expedição imediata dos mandados de intimação a quem for flagrado vendendo os animais. “Os oficiais de justiça incumbidos da diligência estão autorizados a convocar auxílio de força policial no cumprimento da diligência, caso necessário”, concluiu o juiz.

Justiça condena homem que matou professora Márcia Lopes em 2014

O corpo foi encontrado carbonizado em 1º de abril de 2014, próximo à GO-118. O acusado, Luiz Carlos Coelho Penna Teixeira, namorava a vítima

O crime aconteceu em 9 de março de 2014, após uma discussão entre o casal

O acusado de matar a professora Márcia Regina Lopes, há quatro anos, foi condenado pelo Tribunal do Júri de Brasília na última segunda-feira (2/4) a 30 anos e 9 meses de prisão em regime inicial fechado. Luiz Carlos Coelho Penna Teixeira, então namorado da vítima, respondeu por homicídio qualificado e ocultação de cadáver.

Em aproximadamente 13 horas de julgamento, o júri aceitou as qualificadoras do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) – motivo fútil, emprego de meio cruel e uso de recurso que impossibilitou a defesa da vítima. Luiz Carlos assassinou a mulher após uma discussão, por meio de golpes com um extintor de incêndio.

Luiz Carlos responde na Justiça por crimes como lesão corporal; violência doméstica; ameaça de morte; dano ao patrimônio; e injúria no histórico criminal. Ele chegou a causar um incêndio na casa de uma ex-namorada.

O crime ocorreu em 9 de março de 2014, quando Márcia foi jogada do carro e teve o corpo incendiado. O cadáver carbonizado foi encontrado apenas em 1º de abril daquele ano, em uma estrada de terra na GO-118.

Márcia entra no elevador com o namorado, em 9 de março. Ela parece conversar normalmente com Luiz Carlos. Mais tarde, ele volta ao imóvel e troca de roupa(foto: Reprodução)
Vídeos mostraram últimas imagens de Márcia

Imagens de câmeras de segurança do circuito interno do edifício mostraram os últimos momentos da mulher de 56 anos, horas antes do assassinato brutal. Márcia Regina Lopes desceu pelo elevador do prédio em Águas Claras, onde morava, acompanhada do namorado e algoz. O vídeo é de 9 de março de 2014, dia do desaparecimento de Márcia Regina.

No vídeo, vestida de preto e calça bege, Márcia parece conversar normalmente com o companheiro, que usa camiseta verde. Os dois saíram do prédio e foram para um restaurante no Guará 1, onde almoçaram. Mais tarde, o agente de vendas volta sozinho ao imóvel, como apontado em outra gravação. Ele troca de roupa — veste camisa branca estampada e bermuda azul — e, descalço, passa pela portaria.

Irmão reconheceu anel da vítima

Um laudo do Instituto de Medicina Legal (IML) foi o confirmou que o cadáver localizado em um matagal de Planaltina de Goiás era o da professora. O corpo estava em estado de decomposição em uma estrada de terra. Pelo estado não foi possível a família realizar o reconhecimento do corpo. Porém o irmão deu como certo que o corpo era de Márcia Regina Lopes. “Estava com um anel que temos certeza que ela usava”, apontou.