Baixas temperaturas antecipam a florada dos ipês


O ipês podem florescer mais de uma vez em uma mesma estação
(foto: Antonio Cunha/CB/D.A Press)

A floração dos ipês-roxo chegaram mais cedo este ano. A antecipação é ocasionada pelas condições climáticas atípicas de 2020, segundo a Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap).

O chefe do Departamento de Podas e Jardins, Raimundo Silva, explica que o frio fez com que as flores desabrochassem mais cedo. O ipê-roxo, geralmente, floresce entre junho e agosto.

A planta pode florescer mais de uma vez na mesma estação, segundo Silva.Porém, a primeira é com menos intensidade, podendo ser observada em alguns galhos, como o que está acontecendo em Brasília, segundo ele.

Novas árvores
Em 2020, a Novacap plantou 30 mil novas árvores no DF. A Estrada Parque Taguatinga (EPTG) recebeu 2,3 mil ipês. Essas árvores devem florescer em cinco anos.

Já as árvores adultas se encontram ao longo dos Eixos Norte e Sul, nas superquadras 216 Norte e 114 Sul, na via W5 Sul, na Avenida das Ações, em frente à Embaixada do Iraque, na Epia e na Região Administrativa do Cruzeiro. Vegetação isolada também pode ser encontrada em diversos pontos do Distrito Federal

*Com informações da Novacap e Agência Brasília

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Brincar que Cura!

Esta Live celebra a semana mundial do Brincar e é organizada pelo Instituto Olinto Marques de Paulo. Neste encontro teremos Wellington Nogueira, fundador dos Doutores da Alegria e Reinaldo Nascimento, cofundador da Pedagogia de Emergência no Brasil e coordenador pedagógico do time internacional da Pedagogia de Emergência. Wellington e Reinaldo se encontraram há três anos e nunca mais deixaram de brincar juntos, pois ambos acreditam no poder das brincadeiras e dos jogos na cura de crianças, adolescentes, jovens e adultos.
A cada 10 participantes, uma cesta básica será doada para uma organização social no extremo sul da cidade de São Paulo que cuida de jovens e adultos com deficiências intelectuais e múltiplas.
Venha brincar conosco e contribuir com a alimentação de famílias que neste momento precisam da nossa contribuição.

Campanha on-line pede doação de leite materno: estoques estão baixos no DF


A partir de terça-feira (19/5), cada banco de leite vai fazer uma live temática
(foto: Minervino Junior/CB/D.A Press)

A Semana Distrital de Doação de Leite Materno começa nesta segunda-feira (18/5). Entretanto, em virtude da pandemia do novo coronavírus, a campanha terá uma novidade: as atividades serão realizadas a distância, através da internet. Atualmente, o Banco de Leite Humano do DF está com um déficit de 11% nos estoques.

A queda nas doações de leite ocorreram em função do contexto de pandemia e de isolamento social. “O objetivo dessa Semana Distrital de Doação de Leite Materno é incentivar as mulheres que amamentam a se tornarem doadoras de leite materno”, pontuou o secretário de Saúde, Francisco Araújo. O secretário fez um apelo para que as mulheres voltem a doar e a participar da campanha Eu divido o meu leite.

A abertura da Semana Distrital será por videoconferência da Rede Universitária de Telemedicina (Rede Rute) e, a partir de terça-feira (19/5), cada banco de leite vai fazer uma live temática para as redes sociais do Amamenta Brasília. Através de uma parceria com a Fábrica Social, a Secretaria de Saúde vai entregar uma camiseta infantil para cada mãe doadora de leite materno com a frase “Eu divido o meu leite”.

De acordo com Miriam Santos, coordenadora das Políticas de Aleitamento Materno e Banco de Leite Humano do DF, trata-se de uma lembrança para os bebês, como forma de agradecimento pelo gesto voluntário. “Partilhar o leite é o primeiro ato de solidariedade da criança, que está dividindo seu alimento e ajudando outros bebês. Em 2019, a nossa coleta foi bem menor comparada ao ano de 2018. Em 2020, devido à pandemia, houve uma queda na doação de leite materno. Precisamos sensibilizar as mulheres para doarem”, disse.

Por meio de uma colaboração entre a Secretaria de Saúde e o Corpo de Bombeiros Militar do DF (CBMDF), as mulheres podem doar o leite materno sem se preocupar com o transporte. “São 30 anos de parceria e esse é um trabalho essencial para o sucesso do nosso trabalho”, destaca Miriam.

Atendimento
Os bancos de leite têm realizado atendimento com horário marcado, por WhatsApp, através de videochamadas. No entanto, quem chega no local, mesmo sem horário marcado, tem sido atendido. Para doar leite, as interessadas devem ligar no telefone 160 – opção 4. A Semana Distrital de Doação de Leite Materno faz parte do calendário institucional do Governo do Distrito Federal.

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Veja quais são os pontos de distribuição gratuita de máscaras no DF


(foto: Ed Alves/CB/D.A Press)

Começa nesta quinta-feira (30/4) a distribuição gratuita de máscaras para a população do Distrito Federal. A medida, comandada pela Secretaria de Governo, tem como objetivo contribuir para prevenção da disseminação do coronavírus na capital federal. Os equipamentos de proteção individual serão distribuídos nos terminais de ônibus e nas estações de metrô aos cidadãos que não têm condições de comprar os próprios itens (veja relação completa de locais abaixo).

A multa para quem circular sem máscara no DF, antes prevista para começar também nesta quinta-feira, foi adiada para 11 de maio, conforme decisão divulgada na quarta-feira (29/4) pelo Governo do Distrito Federal. Agora, portanto, os usuários do Sistema de Transporte Público Coletivo do Distrito Federal (STPCDF) ainda poderão circular nos ônibus e no metrô sem usar o equipamento de proteção individual, informou a Secretaria de Mobilidade.

Antes de exigir o uso obrigatório das máscaras, a Semob, em parceria com o Governo do Distrito Federal, fará uma campanha educativa sobre a importância do uso do equipamento durante a pandemia, reforçou a pasta. “Além disso, a Secretaria já determinou às empresas que orientem colaboradores e passageiros sobre o uso da máscara”, destacou, em nota.

Os equipamentos que começam a ser distribuídos hoje são laváveis e reutilizáveis e serão limitados ao estoque disponível e à quantidade máxima de duas unidades por pessoa. Confira abaixo dicas de como usar e higienizar as máscaras.

Mesmo com o uso desses itens, as autoridades sanitárias e os especialistas reforçam que a principal e mais eficaz medida de combate ao vírus até o momento é o isolamente. Portanto, só deve sair de casa quem realmente precisar, e tomar as medidas de prevenção, entre elas o uso desses equipamentos individuais de proteção e a higienização das mãos.

Locais onde as máscaras serão distribuídas

TERMINAL BRAZLÂNDIA CENTRO
Endereço: Área Especial, Setor Norte Lote 1

TERMINAL BRAZLÂNDIA SETOR VEREDAS
Endereço: Setor Veredas, Praça Central AE Lote 1

TERMINAL SETOR “O”
Endereço: Área Especial C, Quadra QNO 14

TERMINAL SETOR “P SUL
Endereço: QNP 24, Área Especial 1

TERMINAL SETOR QNQ/QNR
Endereço: QNR 1 Área Especial – Expansão Ceilândia

TERMINAL SETOR GAMA CENTRAL
Endereço: Setor Central Área Especial – Gama

TERMINAL GAMA SUL
Endereço: Quadra 5, Área especial – Gama

TERMINAL SANTA MARIA SUL
Endereço: Área Especial, Quadra 401 – Santa Maria Sul

TERMINAL RECANTO DAS EMAS 1
Endereço: Área Especial, Quadra 311 – Recanto das Emas

TERMINAL RECANTO DAS EMAS 2
Endereço: Avenida Ponte Alta, Quadra 400/600

TERMINAL SAMAMBAIA SUL
Endereço: QN 327, Área Especial 1 – Samambaia Sul

TERMINAL SAMAMBAIA NORTE
Endereço: QR 433 S/N Área Especial

TERMINAL DO PARANOÁ
Endereço: Quadra 33, Área Especial, Lote 1

TERMINAL DE PLANALTINA
Endereço: Avenida Independência, Setor de hotéis e diversões Projeção O

TERMINAL RIACHO FUNDO 1
Endereço: Quadra 4, Lotes 6 a 8 – Riacho Fundo

TERMINAL RIACHO FUNDO 2
Endereço: Área Especial QS 18 Riacho Fundo 02

TERMINAL SÃO SEBASTIÃO
Endereço: Área Especial EDF 135 – São Sebastião

MINI TERMINAL SOBRADINHO 1
Endereço: Quadra 18, Área Especial 16/18

TERMINAL SOBRADINHO 2
Endereço: Quadra AR 25, Conjunto 1, Lote 2 – Sobradinho 2

TERMINAL TAGUATINGA M NORTE
Endereço: QNM 42, Área Especial 3, Lote 3 a 7

TERMINAL TAGUATINGA SUL
Endereço: Área Especial 9

ESTAÇÕES DO METRÔ:
Ceilândia Norte
Ceilândia Centro
Guariroba
Ceilândia Sul
Centro Metropolitano
Praça do Relógio
Taguatinga Sul
Samambaia
Samambaia Sul
Furnas

Uso e limpeza das máscaras
É recomendável que cada pessoa tenha cerca de cinco máscaras de uso individual. Antes de colocar a máscara no rosto, é necessário:

» Assegurar que a máscara está em condições de uso (limpa e sem rupturas)
» Fazer a adequada higienização da mão com água e sabonete ou com preparação alcoólica a 70% (cubra todas as superfícies de suas mãos e esfregue-as juntas até que se sintam secas)
» Tomar cuidado para não tocar na máscara; se tocá-la, deve executar imediatamente a higiene das mãos
» Cobrir totalmente a boca e nariz, sem deixar espaços nas laterais; manter conforto e espaço para a respiração
» Evitar uso de batom ou outra maquiagem ou base durante o uso da máscara

Recomendações

» Não utilizar a máscara por longo tempo (máximo três horas)
» Trocar após esse período e sempre que tiver úmida, com sujeira aparente, danificada ou se houver dificuldade para respirar; higienizar as mãos com água e sabonete ou preparação alcoólica a 70% ao chegar em casa
» Retire a máscara e coloque para lavar
» Repita os procedimentos de higienização das mãos após a retirada da máscara
» Não compartilhe a sua máscara, ainda que ela esteja lavada

Lavagem

Ao contrário das máscaras descartáveis, as máscaras de tecido podem ser lavadas e reutilizadas regularmente. Entretanto, recomenda-se evitar mais de 30 lavagens. A máscara deve ser lavada separadamente, com água corrente e sabão neutro. É preciso deixar de molho em mistura de água, sabão e água sanitária, entre 20 a 30 minutos, e utilizar após secar.

Fonte: Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)

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Mais de 6 mil pessoas podem morrer por Covid-19 no DF, aponta estudo


Estudo faz projeção de cenários de acordo com medidas de isolamento
(foto: AFP/ Oscar del Pozo)

Uma nota técnica de pesquisadores da Universidade de Brasília (UnB) e infectologistas mostra possíveis cenários da pandemia da Covid-19, no Distrito Federal, até o fim de 2020. De acordo com a pesquisa, a doença pode causar mais de 6 mil mortes, caso haja um relaxamento total das medidas de contenção, e menos de 120 óbitos com ações de contenção mais rígidas que as atuais.

Também são avaliados possíveis cenários futuros. Os pesquisadores simularam quatro contextos para a evolução da pandemia, no DF, considerando flexibilizações ou endurecimento das medidas de contenção impostas pelo governo. Os parâmetros são os Decretos 40.509 e 40.539 de 11 e 19 de março, respectivamente.

O modelo utilizado para traçar os cenários também leva em conta a quantidade de leitos de unidades de terapia intensiva (UTI’s), além do número de pessoas hospitalizadas para estimar possíveis sobrecargas no sistema de saúde. Foram analisadas as informações disponibilizadas pela Secretaria de Saúde do Distrito Federal entre 7 de março e 23 de abril.

De acordo com o estudo, o cenário que apresentou resultado mais equilibrado foi o que adotou medidas ligeiramente mais flexíveis que as vigentes, considerando não ser possível manter as medidas atuais por um longo período e admitindo ser necessário substituí-las por iniciativas sustentáveis social e economicamente.

Cenário 1

O primeiro cenário é baseado no relaxamento total das medidas impostas pelos Decretos 40.509 e 40.539 e a manutenção apenas da contenção realizada pela própria população, com hábitos de higiene. O número de mortes previsto, neste contexto, é superior a 6 mil até o final de 2020.

De acordo com o estudo, isso acarretaria em um maior isolamento social, alongando significativamente as curvas, podendo haver um colapso no sistema de saúde. Nesta simulação, o número de pacientes hospitalizados e internados em UTIs têm picos acima de 9 mil e 3 mil, respectivamente. Caso a infraestrutura hospitalar não suporte essas demandas, o número de óbitos pode ser significativamente maior, de acordo com a pesquisa.

Cenário 2

No cenário 2, foram consideradas medidas de contenção ligeiramente mais flexíveis que as atuais. Dentre as possíveis medidas a vigorar estariam: a substituição das intervenções iniciadas no Decreto 40.539 por medidas de efetividade um pouco inferiores (de 60% para 58%) e a manutenção dos hábitos de conscientização e higiene da população.

Além disso, o estudo leva em conta a manutenção dos efeitos do Decreto 40.509 ou a substituição das medidas atuais por equivalentes, com o objetivo de manter a mesma efetividade no controle da Covid-19

Neste caso, a pandemia duraria significativamente mais. Se mantendo pelo período de 27 de fevereiro de 2020 a 31 de dezembro de 2021. O número de óbitos simulados ficou abaixo de 800 e os picos de hospitalização e internações em UTIs ficaram, respectivamente, próximos de 100 e 50.

Cenário 3

O terceiro contexto avaliado pelos pesquisadores considera medidas de contenção moderadamente mais flexíveis que atuais. São elas: intervenções com efetividade menor que as iniciadas no Decreto 40.539 – que podem ocorrer com a diminuição da intensidade do controle da pandemia (de 60% para 50%) e a manutenção dos hábitos de conscientização e higiene da população.

Ainda leva-se em conta a manutenção dos efeitos do Decreto 40.509 ou a substituição das medidas atuais por similares, com o objetivo de manter a mesma eficácia no controle do coronavírus.

Nesta simulação, há um alongamento da epidemia em relação ao primeiro cenário e um encurtamento comparado ao cenário 2. Considerando que as contaminações perdurem de 27 de fevereiro de 2020 a 31 de dezembro de 2021, o número acumulado de óbitos seria de 2.500 e os picos de hospitalização e internações em UTIs ficariam, respectivamente, próximos de 1 mil e 400. O resultado é semelhante ao encontrado no primeiro cenário. No entanto, em tempo mais alongado e em escala significativamente menor.

Cenário 4

O quarto cenário é baseado em medidas de contenção mais rígidas que atuais. O estudo considerou intervenções com efetividade um pouco maior que as iniciadas no Decreto 40.539, – que podem ocorrer com o aumento da intensidade de controle (60% para 70%), além da manutenção dos hábitos de conscientização e higiene da população. O contexto também leva em conta a manutenção dos efeitos do Decreto 40.509 ou a substituição das medidas atuais por equivalentes.

A simulação mostra um encurtamento da pandemia, em relação aos outros cenários. O período de 27 de fevereiro a 31 de dezembro de 2021 foi adotado para a análise. Neste caso, o número de mortes seria o menor dentre todos os contextos prospectados: menos de 120. Além disso, os picos de hospitalização e internações em unidades intensivistas ficaram próximos de 70 e 30, respectivamente.

De acordo com o estudo, do ponto de vista de controle da pandemia, o cenário 4 é o mais favorável. No entanto, os pesquisadores ponderam que os custos social e econômico das medidas poderiam ser “altos e prolongados”, já que não poderá ocorrer relaxamento após o término dos casos, considerando que a pandemia deverá estar ocorrendo em outras localidades, o que possibilita o surgimento de casos importados, iniciando, assim, novos contágios.

Decretos

No Decreto nº 40.509, de 11 de março, o governador Ibaneis Rocha (MDB) suspendeu eventos e atividades educacionais, além de determinar que bares e restaurantes observassem a distância mínima, indicada pela Organização Mundial de Saúde (OMS), de dois metros entre mesas.

Em novo Decreto (nº 40.539), de 19 de março, Ibaneis ampliou a restrição de funcionamento para todo o comércio, incluindo lojas de rua, bares e restaurantes, além de determinar a suspensão das atividades em templos religiosos e estender as restrições para escolas das redes pública e particular.

PrEpidemia

O PrEpidemia, responsável pela nota técnica, é um observatório que tem como objetivo subsidiar os gestores públicos e a população no monitoramento espacial da disseminação do da Covid-19, abordando aspectos de diversas áreas do conhecimento, a partir de estudos e simulações apoiadas em dados e modelagem matemática.

O observatório conta com uma equipe multidisciplinar composta por pesquisadores voluntários da Universidade de Brasília (UnB) e de instituições parceiras das áreas de geociências, saúde, engenharia de produção, transportes, estatística e matemática.

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Lis e Mel dão lição de vida um ano depois da cirurgia de separação


A imagem do abraço das duas é uma das que a mãe guarda com mais carinho. Este ano, as meninas se divertiram no carnaval fantasiadas
(foto: Arquivo pessoal)

Brincar, passear na rua, ir para a escola, comer com as mãos. Esses hábitos banais na vida de qualquer criança, têm sabor de grande vitória para as irmãs Lis e Mel. Há exatamente um ano, as gêmeas que nasceram unidas pela cabeça entravam no centro cirúrgico do Hospital da Criança de Brasília José de Alencar para um desafio imenso: resistir à rara e delicada cirurgia que as separaria.

Foram mais de 20 horas de operação, seguidas de 36 dias de internação e muita fisioterapia e, a partir disso, é possível constatar, hoje, que essas pequenas brasilienses tiraram de letra. Para a emoção da mãe, Camilla Neves, 26 anos. “É engraçado, porque vai chegando esse um ano da cirurgia e, o que eu não chorei na época, eu choro agora. Hoje, quando paro para pensar em tudo, choro de emoção. É muito gratificante vê-las. E ver o milagre que Deus fez nas nossas vidas. Para mim, elas são um milagre”, conta a servidora do Ministério da Saúde.

Por causa da pandemia de Covid-19, as três têm ficado o tempo todo na casa onde moram com a mãe de Camilla, Maria Vieira, 75 anos, em Ceilândia, e preferem não receber visitas. A conversa com o Correio, então, ocorre pelo telefone. Quando solicitada para enviar uma imagem que melhor represente a vida das filhas após a cirurgia, Camilla pede tempo para pensar e, no dia seguinte, manda a foto das irmãs usando o uniforme da escola e se abraçando, com sorrisos largos no rosto.

A jovem mãe explica a escolha. Sabe que as meninas não estão com o cabelo arrumado e a pose não é das mais fotogênicas. Mas a cena representa a realização do que ela sempre sonhou para Lis e Mel: uma vida comum e repleta de amor entre irmãs, com a possibilidade de se tocar porque se gostam, e não porque nasceram dividindo parte do crânio. “Elas se abraçam o tempo todo”, diz Camilla, sem esconder a felicidade.

Esses abraços são uma das várias “pequenas realizações” das meninas desde que deixaram a sala de cirurgia. Elas reaprenderam a fazer coisas básicas — como controlar o pescoço e engatinhar — e ganharam novas habilidades, como caminhar, falar os próprios nomes e as primeiras palavras, e conviver com os coleguinhas de escola. Aprenderam também a curtir a vida: amam brincar de boneca e passar os dias mais quentes na piscininha de plástico. E como a amizade é grande demais, pedem para dormir no mesmo berço, como fizeram nos primeiros 10 meses de vida.

Enquanto aprendem, porém, Lis e Mel dão várias lições. “Eu achei que eu ia ensinar muito a elas, mas a cada dia que passa são elas que me ensinam. Eu aprendi muito sendo ‘pai de menina’. Tem sido incrível esse primeiro ano. O aprendizado é constante”, comenta o pai delas, o supervisor comercial Rodrigo Aragão, 31 anos. Camilla revela um sentimento parecido. “Aprendi a dar mais valor às pequenas coisas da vida. Quando você passa por um baque muito grande, começa a ver tudo de forma mais positiva. Por pior que seja, tenta ver o propósito daquela situação”, analisa.


(foto: Arquivo pessoal)

Diferenças
As personalidades das gêmeas também vão ficando cada vez mais evidentes à medida que crescem, e se destacam quando as meninas ficam nervosas ou chateadas. Mel é alegre, risonha, simpática e agitada. Lis é delicada, carinhosa, meiga e tímida. Mel é mais risonha, mas também mais nervosa. Lis é mais reservada, mas também mais fácil de ser conquistada.

A agenda de Mel e Lis é concorrida e agitada. Elas chegam cedo à creche, que fica perto de onde moram, em Ceilândia. Antes das 7h, são recebidas pelos monitores na porta e se despedem da mãe. Às terças e quintas, as meninas fazem aula de natação e, às quartas e sextas, batem ponto no Programa de Educação Precoce, onde fazem atividades com o acompanhamento de fonoaudiólogos e de fisioterapeutas.

Recuperação
Apesar de terem passado por uma cirurgia complexa e delicada, Lis e Mel não ficaram com sequelas. A única lembrança da operação é a cicatriz na testa das meninas. O médico que capitaneou a cirurgia de separação, o neurocirurgião Benício Oton, comemora a recuperação das pequenas e explica que as gêmeas têm o desenvolvimento cognitivo normal para crianças da idade delas.

“Elas estão se recuperando muito bem. Sem falar que começaram a ganhar mais habilidades depois que foram separadas e começaram a ter estimulação. Lis e Mel têm dois nascimentos, o de verdade e o da separação. Esperamos que elas aprendam coisas novas a cada dia”, comemora.

O neurocirurgião lembra que, por causa da gravidade do caso, as meninas corriam riscos de ficar com lesões cerebrais importantes. “Outras crianças não têm a mesma recuperação que elas tiveram. Elas são abençoadas. Comemoramos todos juntos, tem muita gente para celebrar esse um ano de cirurgia de separação com a Lis e a Mel”, diz o médico.

Atualmente, 90% dos médicos que acompanham as gêmeas desde o nascimento já assinaram a alta das meninas, mas elas ainda não estão liberadas de todos os cuidados após a operação. Por enquanto, ainda têm rotina de consultas a cada seis meses com as especialidades de neurocirurgia, gastroenterologia e dermatologia, mas não há previsão de que façam novas cirurgias. “Achamos que não é o momento de cirurgia plástica e também não sabemos se vamos fazer futuramente”, diz Camilla.

Memória
(foto: Luci Vânia/Divulgação – 29/4/19)

Nascimento
Camilla Vieira e Rodrigo Aragão descobriram que seriam pais de gêmeas siamesas na 10ª semana de gestação. Provavelmente, um dos casos mais precoces do mundo de detecção de gêmeos siameses craniópagos. As meninas nasceram em 1º de junho de 2018 e passaram 10 meses conectadas pelo lóbulo frontal direito dos crânios, uma ligação que poderia ser rompida sem comprometer o desenvolvimento delas a longo prazo.


(foto: Humberto Souza/ Divulgação/Hospital da Criança – 29/4/19)

Separação
Após meses de estudos, inclusive com o auxílio de médicos norte-americanos do Children´s Hospital at Monte Fiore, em Nova York, a cirurgia de separação das gêmeas ocorreu em 27 de abril de 2019. Dividido em 36 etapas, o procedimento começou às 6h30 de sábado e só terminou às 2h30 do domingo. Mais de 50 profissionais participaram da cirurgia, toda feita pelo SUS, no Hospital da Criança de Brasília José de Alencar. Foi o primeiro procedimento do tipo no Distrito Federal e o terceiro no Brasil.


(foto: Maria Clara Oliveira/HCB – 21/5/19)

Reencontro
Após o sucesso da cirurgia, Lis acordou primeiro, Mel, depois, mas saiu primeiro da unidade de terapia intensiva (UTI). As duas se reencontraram em 21 de maio, 22 dias após separadas. As meninas comemoraram o aniversário de um ano no hospital, em 1º de junho de 2019, com direito a festa junina, bolo, doces e brinquedos infláveis (foto). Dois dias depois, em 3 de junho, Mel e Lis receberam alta médica para os cuidados pós-operatórios em casa.

Fé e superação
A história das meninas emocionou muita gente. Mas, para a família das gêmeas, elas também despertaram um sentimento maior: a fé. “Foi muito bonito ver tantas pessoas torcendo pela saúde das nossas pequenas, ver que se sensibilizaram, fizeram correntes de oração, pediram a Deus a melhora delas. Eu todos os dias lia os comentários no Instagram das páginas que tinham reportagens delas e aquilo me deixava emocionado e muito feliz, ver que a história delas pôde tocar no coração das pessoas e mostrar o lado bom, de compaixão que todos temos”, comenta Rodrigo.

Gerar esperança para quem enfrenta momentos difíceis, inclusive, foi um dos motivos que fizeram Camilla e Rodrigo se abrirem à divulgação da história de Lis e Mel. “Nós não queríamos falar sobre a história, mas decidimos nos abrir após eu me sentir amparada pela história das gêmeas siamesas de Fortaleza, Maria Ysabelle e Maria Ysadora. Às vezes, as pessoas estão perdidas, sem esperança e precisam apenas de uma história como esta para perceber que nada está perdido”, revela Camilla.

A mãe das meninas diz que um ano depois da divulgação do caso, a família das gêmeas ainda recebe mensagens carinhosas de quem foi tocado pela história. “Teve uma mensagem que mexeu muito comigo. Uma mãe me contou que o filho também estava esperando cirurgia de neuro no Hospital da Criança, mas ela já estava sem fé. Foi a história da Lis e da Mel que deu forças pra ela lutar a batalha do filho dela, isso me deixou muito feliz.”

Frequentemente as pessoas reconhecem as gêmeas na rua, no shopping e até em bloquinhos de carnaval. “Muita gente aborda a gente na rua quando estamos com elas. Querem saber da recuperação, saber como elas estão, querem tirar fotos. Nós deixamos. Nem sempre elas querem, mas na maioria das vezes dá certo”, conta Camilla, sorrindo.

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Tire suas dúvidas sobre como serão as teleaulas da rede pública do DF

Secretaria de Educação transmitirá programa educativo na internet e na TV Justiça para auxiliar alunos da rede pública durante a pandemia. Atividade não é obrigatória e não conta como dia letivo, mas pode ajudar a manter a rotina


Programa contará com videoaulas gravadas por professores, além de aulões ao vivo para ensino médio (foto: TV Justiça/Divulgação )

Os cerca de 460 mil alunos da rede pública do Distrito Federal se juntam a milhares de estudantes em todo o mundo que tiveram de parar de frequentar a escola por causa da pandemia de coronavírus. Com o objetivo de oferecer uma alternativa para que crianças e adolescentes não percam total contato com os estudos, a Secretaria de Educação (SEE-DF) dá início, nesta segunda-feira (6/4), a uma série de teleaulas. O programa educativo será transmitido pela TV Justiça e também pela internet, com temas voltados para educação infantil ao ensino médio.

As atividades fazem parte da iniciativa Escola em Casa e não são obrigatórias, tampouco contam como dias letivos. Elas servem para oferecer conteúdo aos estudantes enquanto as aulas não voltam. “A expectativa é de que os alunos não desistam, não desanimem e que eles possam nutrir esse vínculo com a comunidade escolar e com o saber. É uma atividade extra para esse período”, explica David Nogueira, coordenador do programa Escola em Casa DF. Ele diz que o programa continuará sendo transmitido enquanto durar a pandemia.

Nogueira conta que houve um grande esforço para, dentro de um intervalo de 20 dias, mobilizar professores a gravarem videoaulas voluntariamente. Claro que a situação não é ideal, e não dá para esperar formato profissional de todo o conteúdo. “Tem muito programa gravado na casa dos professores, que se voluntariaram para fazer isso. Fizemos um chamamento voluntário para os educadores, e mais de 40 se prontificaram. E, a cada hora, há mais adesões.” O coordenador agradece o esforço dos docentes e de parceiros, como a própria TV Justiça, o Sebrae e o Canal Futura, que têm ajudando a viabilizar as teleaulas.


David Nogueira, coordenador do programa Escola em Casa DF (foto: SEE-DF/Divulgação )

Tira-dúvidas

A Secretaria de Educação responderá a perguntas sobre o programa Escola em Casa nesta segunda-feira (6/4), às 19h, no Facebook e no YouTube. David Nogueira, em conversa mediada por jornalistas, explicará também sobre a plataforma Moodle, que em breve estará disponível para estudantes do ensino médio. Para acompanhar, acesse www.facebook.com/educadf

Programação
» O programa educativo será transmitido de segunda a sexta-feira, das 9h às 12h, nos canais 53.1 ou 53.2 (TV Justiça) e também pelo YouTube e pelo Twitter. Saiba mais no site tvjustica.jus.br. Segunda, quarta e sexta são dias de videoaulas gravadas. Elas começam às 9h, focando nos alunos mais novos. Os conteúdos vão avançando de série ao longo do tempo até que, às 11h45, é oferecido um programa para professores. Nas terças e quintas, serão transmitidos aulões ao vivo com foco em estudantes do ensino médio, especialmente pensando no Enem. Serão três aulões diferentes, cada um com uma hora de duração, divididos entre 1º, 2º e 3º anos do ensino médio.

Educação à distância


Rosilene Corrêa, do Sinpro-DF: preocupação com tentativa de EaD (foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil )

Segundo David Nogueira, coordenador do Programa Escola em Casa DF, as teleaulas são um primeiro passo emergencial de educação a distância (EAD). A Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEE-DF)deve anunciar uma plataforma de aprendizagem para permitir interação entre estudantes e professores na próxima semana. “Se chegarmos a um cenário em que vamos precisar da EaD, essa plataforma permite aulas on-line.” Por enquanto, o calendário letivo da rede pública está suspenso, com previsão inicial de ser retomado em junho. No entanto, tudo dependerá de como a pandemia avançará.

Para a pedagoga Rosilene Corrêa, diretora de Finanças do Sindicato dos Professores do Distrito Federal (Sinpro-DF), é válido oferecer uma atividade complementar aos alunos neste momento, mas suscita preocupação se houver intenção de trocar encontros presenciais por EaD. “Vimos com muita preocupação, porque teve um certo ensaio de uma intenção da secretaria de trabalhar com aulas virtuais”, esclarece. O formato, ela avalia, é impróprio para a educação básica. “Não temos a menor condição de pensar em crianças e adolescentes com aulas a distância”, defende.

“É preciso esclarecer que EAD tem regulação própria, é um projeto com o qual concordamos plenamente como complementação ou como algo para ensino superior, em que os estudantes já têm autonomia, ou como forma de inclusão, para levar educação aonde não tem universidade”, afirma. Rosilene também ressalta que as teleaulas são válidas como um apoio alternativo agora, mas não servem como dias letivos. “Entendemos como razoável que se ofereça algo para que os estudantes não fiquem ociosos. Mas o nosso calendário tem que ser preservado, precisamos discutir o nosso calendário e não sabemos quanto tempo isso vai durar”, comenta.

“O ano vai acabar em dezembro? Não sabemos, pois não sabemos quando vamos começar…” Rosilene sabe que não será um ano fácil e que haverá sequelas de aprendizado, mas argumenta que é preciso não perder de vista o direito dos alunos a educação de qualidade, uma demanda que não será suprida com videoaulas na visão dela. “Eu jamais diria que educação pode esperar. Mas, entre a vida e a rotina escolar, precisamos garantir vida primeiro, para depois pensar na educação”, observa.

Assim, a pedagoga acredita que um grande serviço que as teleaulas podem fazer é no sentido de informar e conscientizar os alunos com relação à prevenção do coronavírus. A orientação do Sinpro para a categoria é que os professores que desejarem gravar videoaulas tomem medidas de segurança e o façam diretamente de casa, em vez de num estúdio. “A gente não pode ficar circulando por aí.”

Acesso
Entre os estudantes da rede pública, existe uma parcela que não tem acesso à internet nem televisão em casa, que podem ficar desatendidos. Para Rosilene Corrêa, diretora do Sinpro, é grave o fato de nem todos os alunos poderem ser atendidos. “Por isso, não há hipótese de pensar nisso como dia letivo, nem as teleaulas, nem alguma plataforma de internet. Um aluno matriculado, por não ter as ferramentas, vai ficar de fora? Assim, o estado não estará cumprindo seu papel”, reforça.

Cerca de 94% dos alunos têm internet e boa parte dos que não têm podem ter acesso à TV. “Precisaremos identificar quem não tem acesso a nenhum dos dois para pensar em alternativas para eles”, reconhece David Nogueira, da SEE-DF. No entanto, ele pondera que não é efetivo não oferecer as teleaulas porque nem todos conseguirão assisti-las. “Primeiro, precisamos colocar para rodar. Não vamos atender todo mundo, é verdade. Mas porque não vou atender a todo mundo, então, não vou atender a ninguém? Essa é uma lógica perversa”, comenta. “Pior do que atingir 94% dos estudantes é atender zero.”

Incerteza sobre o ano letivo


Aldenice com os filhos Maikom e Gustavo: mãe incentiva os meninos (foto: Arquivo Pessoal )

A pandemia de coronavírus mudou bastante a rotina da família de Aldenice da Silva Nunes, 42 anos, que mora no Itapoã. Ela tem dois filhos alunos da rede pública de ensino: Gustavo Silva dos Santos, 6, aluno do Centro de Educação Infantil Tia Nair, no Paranoá; e Maikom Douglas Silva dos Santos, 18, que está no 3º ano no Centro de Ensino Médio (CEM) Paulo Freire. Aldenice é empregada doméstica e, por causa da Covid-19, está trabalhando apenas duas vezes por semana. A liberação foi importante para que ela possa ficar com Gustavo.

“Não tenho com quem deixá-lo”, explica. Na segunda e na quinta, quando vai para a casa da família onde trabalha, o primogênito cuida do caçula. Entreter uma criança pequena que sente falta das tias e dos amigos da escola nem sempre é fácil. “O Gustavo fica ansioso, agoniado. Tenho feito atividades manuais com ele, como mexer com glitter. Agora, a gente está montando um dinossauro de papelão”, diz Aldenice.

A mãe diz que tentará estimular o caçula a assistir às teleaulas, já que o programa educativo abrange da educação infantil ao ensino médio, mas não garante que ele conseguirá acompanhar. “Vou tentar, vou fazer o teste para ver se ele se interessa, mas acho difícil. Ele gosta mais de desenho, de coisas mais lúdicas, não sei se a linguagem vai atendê-lo”, pondera. Maikom pretende assistir às teleaulas, especialmente os aulões com foco no Enem. Apesar de acreditar que o programa educativo seja uma boa alternativa para os estudantes não ficarem totalmente parados, Aldenice se preocupa. “Mesmo assim, os alunos vão ficar prejudicados. A gente não sabe como será o ano letivo”, afirma.

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DF tem maior incidência de casos de Covid-19 por habitante do país, diz ministro da Saúde

Segundo Luiz Henrique Mandetta, média nacional é de 4,3 casos para cada 100 mil habitantes. ‘DF tem 13,2 casos para cada 100 mil’, alerta.

O Distrito Federal possui a maior incidência do novo coronavírus no país. Segundo dados do Ministério da Saúde, na capital há 13,2 casos a cada 100 mil habitantes. A média nacional é de 4,3 casos a cada 100 mil habitantes.

Em coletiva de imprensa nesta sexta-feira (3), o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, demonstrou preocupação com a situação. “O DF é o primeiro [colocado], com número bem maior inclusive que São Paulo nessa relação de número de casos confirmados pela população.”

Nesta quarta-feira (3), a Secretaria de Saúde informou que o número de casos na capital chegou a 422. A pasta também confirmou a sexta morte pela Covid-19 (veja mais abaixo).

Em números absolutos, o DF tem o quarto maior número de registros do novo coronavírus, atrás apenas de São Paulo, Rio de Janeiro e Ceará. E a capital ainda não chegou ao pico da doença. A previsão do governo é que isso aconteça entre o fim de abril e o início de maio.


Mandetta – Foto: Reprodução/TV Brasil

Na última segunda-feira (30), Mandetta já havia expressado preocupação com a capacidade do sistema de saúde da capital.

“O sistema de saúde dela [Brasília] não foi devidamente estruturado pra atender essa quantidade de gente que atende regularmente. Já vem com um sistema subutilizado e pegar uma onda… pode ter muita dificuldade pra atender.”

Coronavírus no DF
Segundo boletim da Secretaria de Saúde do DF divulgado nesta sexta, a taxa de letalidade pela Covid-19 na capital é de 1,43%. A pasta afirma que 59 pacientes estão internados: 40 em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) e 19 em enfermarias.

A maioria dos infectados têm entre 30 e 49 anos (54,6%) e são homens (57%). Entre as regiões administrativas do DF, o Plano Piloto registra o maior número de casos: 118. Em seguida, aparece o Lago Sul, com 57, e Águas Claras, com 50. Veja tabela completa abaixo:


Casos de coronavírus por região do DF em 3 de abril — Foto: SES-DF/Reprodução

Medidas de contenção

Desde os primeiros casos de contágio na capital, o governo do DF tomou uma série de medidas para atender pacientes. Entre elas estão a disponibilização de mais leitos de UTI, o uso por civis do Centro Médico da Polícia Militar e a construção de um hospital de campanha no Estádio Nacional Mané Garrincha.

O governador Ibaneis Rocha (MDB) também decretou uma série de medidas para evitar aglomerações de pessoas. Entre elas estão:

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